Valdir Aguilera
 Físico e pesquisador

 

 

A encarnação do espírito

Valdir Aguilera

O Racionalismo Cristão, por meio das obras que edita, nos oferece valiosíssimos ensinamentos. Podemos aproveitá-los para iluminar nosso caminho evitando desvios, tanto na vida terrena quanto na astral. Oferece, também, oportunidades e bases para aventarmos hipóteses e desenvolvermos nosso raciocínio. Sem dúvida, um exercício que desenvolve e aperfeiçoa nossos recursos intelectuais.

Muitas vezes, as lições se encontram nas entrelinhas à espera de serem descobertas. Nesse exercício de procura, a intuição desempenha um papel importante. Daí a recomendação para que estudemos a Doutrina com vagar e atenção.

Com o estudo assim realizado, não somente nos beneficiamos, como afirmado acima, mas também encontramos material que nos oferece oportunidades e aberturas para estender os ensinamentos, e mesmo extrapolá-los.

Na obra essencial Racionalismo Cristão, o estudioso atento poderá identificar pontas que parecem propositalmente soltas para se unirem em partes diferentes do texto.

Sabemos, por exemplo, que em seu mundo de estágio o espírito se programa para uma nova encarnação. Quando encontra a oportunidade, projeta-se na dimensão do mundo-escola em que vai encarnar. Nesse processo, recolhe de diversos campos de manifestação as matérias fluídicas adequadas ao que foi anteriormente programado. São aditivos ao seu corpo fluídico necessários para que possa desenvolver seus atributos e faculdades continuando, assim, sua caminhada pela trajetória evolutiva que lhe cabe percorrer.

Como é feita aquela coleta? É uma boa pergunta. Para propor uma resposta, temos de nos apoiar sobre o que sabemos a respeito do poder do pensamento.

Pensar é atrair, nos ensina o Racionalismo Cristão, uma consequência da Lei de Afinidade. Como veremos em nossa proposta, é esta lei que vai administrar a coleta de matéria fluídica no processo de encarnação.

As ações de um espírito ficam gravadas em seu corpo fluídico. Toda ação é precedida de um pensamento. E aqui se manifesta um poder do pensamento: é ele que produz a gravação. Como resultado desse registro, seu corpo fluídico fica, digamos, magnetizado para receber, por afinidade, as matérias de que necessita para realizar o que programou antes.

Chegamos, agora, a uma conclusão lógica. Ao programar sua nova encarnação, o espírito pensa naquilo que pretende executar, e é o poder do pensamento que deixa gravado em seu corpo fluídico o plano reencarnatório que elaborou. Com esse corpo fluídico assim preparado e magnetizado, projeta-se no mundo denso em que vai reencarnar. Nesse processo, seu corpo fluídico vai-se “contaminando”, por afinidade, com as matérias fluídicas da categoria adequada à execução do seu programa. Isso ocorre sem necessidade de o espírito interferir. É como alguém que entra em uma piscina. Vai ficar molhado, a água adere ao seu corpo sem que ele tenha necessidade de tomar qualquer providência.

Publicado no "A Razão" de abril de 2018

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