Valdir Aguilera
 Físico e pesquisador

 

 

A família

Aos que se casam é indispensável a compreensão de que os deveres e direitos de cada cônjuge são iguais e complementares na estruturação da família. É na associação de ideais voltados para o mesmo fim, realizados com sensibilidade e dedicação, que se formam e se consolidam os laços espirituais que unem o casal. Então, ao constituir família, os cônjuges devem estar decididos a honrá-la e a dignificá-la. Cometem grave erro se, por ação ou omissão, contribuem para o desmoronamento do lar e a ruína da família.

As coletividade de que se formam as nações serão grandes e respeitadas sempre que os fundamentos de sua constituição moral, representados pelos elos espirituais que ligam as família umas às outras, possuírem um liame suficientemente forte, para repelir as influências perturbadoras produzidas pelas vibrações da egolatria, da corrupção, do sensualismo desenfreado e da imoralidade. O lar, a par de ser o núcleo em que devem ser exercitadas as virtudes do afeto, da lealdade, da fidelidade, da tolerância, do desprendimento, da renúncia, do respeito e da comunhão de sentimentos, é também uma escola de aperfeiçoamento moral e um campo de desenvolvimento psíquico. Entre os cônjuges precisa haver absoluta confiança. Para isso, é necessário que ajam sempre com franqueza. Nenhum ato devem praticar de que se possam envergonhar intimamente e que se preocupem em esconder. Embora grandes, as responsabilidades que pesam sobre o casal não são maiores do que a sua capacidade de suportá-las.

A vida no lar será muito mais feliz se cada cônjuge fizer jus à confiança irrestrita e ao apoio moral do outro. A fidelidade e o cumprimento do dever perante a família dignificam o caráter e re- fletem a conduta traçada no plano espiritual para uma existência. Pensamentos honestos e força de vontade são recursos poderosos que devem usar para proteger-se da influência e dos fluidos perniciosos do astral inferior tão logo percebam a afinidade de um sentimento inclinado à prevaricação.

A mulher e o homem se completam no lar como duas medidas de compensação, sendo necessário que haja esforço permanente para desempenharem bem o seu papel. Unidos, irão cumprir a árdua e dignificante tarefa; distanciados, semearão discórdia e desentendimento, e a obra ficará por fazer. Assim, os que se unem pelo casamento têm o dever de auxiliar-se mutuamente, sob a influência das vibrações harmônicas do entendimento e da compreensão.

Aos componentes de um lar jamais deverão faltar serenidade e bom humor, cujo cultivo é da maior necessidade. Inconciliável com o pessimismo, o bom humor abre caminho ao triunfo, já que desarma pensamentos derrotistas e receios infundados, afastando o nervosismo. A pessoa bem-humorada reflete alegria no semblante, confiança em si mesma e dispõe do essencial para gozar boa saúde.

[...] Uma das mais elevadas missões dos casais é a educação dos filhos. Na obra de edificação espiritual da humanidade desempenha ela um papel da maior relevância, no cumprimento da qual precisam esforçar-se por orientar os filhos nos moldes de uma conduta moral impregnada de virtudes.

As crianças possuem subconsciente amoldável, o que as torna sensíveis a receber a influência da orientação que lhes for ministrada - educação que deve ser pautada nos princípios de honestidade, de amor ao trabalho e à verdade - para se tornarem, no futuro, bons cidadãos.

Racionalismo Cristão, 45a ed., 2015

De "A família" para "Artigos"

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