Valdir Aguilera
 Físico e pesquisador

 

 

Almanaque - Edição 41 - maio de 2011

 

Para pensar
Fragmentos de obras editadas pelo Racionalismo Cristão


Os atos cotidianos precisam ser pautados criteriosamente, para refletir o maior bom senso possível. A organização social obedece a esquema cujos traços gerais definem a posição que todos devem adotar no intercâmbio das relações humanas. A esse particular, de especial importância, todos devem estar atentos. Entre as normas de bem viver estão o acatamento e o respeito ao semelhante, na sua natural representação espiritual. Para conseguir esse fim, é preciso haver controle nas atitudes, domínio sobre si mesmo e raciocínio em ação.

Do descontrole em atos e palavras resultam as ofensas, os conseqüentes remorsos, os ressentimentos que custam a passar e, não raro, as antipatias e inimizades.

(Prática do Racionalismo Cristão, 13ª ed., 2009. p.81). Este livro está disponível na Biblioteca deste site.


Melhore seu vocabulário em inglês

O texto a seguir foi composto com base apenas nas 500 palavras mais usadas em inglês. Aproveite para rever ou construir seu vocabulário. Algumas palavras e expressões têm sua tradução ao longo do texto. No corpo do texto, coloque o mouse sobre a palavra ou expressão em vermelho para ver a tradução.

It makes you think



THE ship was nearly ready to leave London, and a lot of people in it were walking about. They were asking questions and looking for their rooms.

In one of the larger rooms of the ship two men sat quietly. They were having a drink. All their bags and other things were in their rooms.

"Are you going far?" asked one of them, a doctor.
"Egypt," said the other, a writer."And you?"
"India."

Through the windows the doctor could see some of the big buildings which stand on the banks of the River Thames.

"Those buildings look very new," he said." Most buildings near the river are older than those."
"Yes," said the writer." But the old buildings were burnt down. Haven't you heard the story?"
"What story?"
"There were some buildings there full of food. They were full of rats too."
"Places like that are nearly always full of rats," said the doctor.
"Yes. But there's a story* about those rats. One day some workmen saw all the rats on the road. The rats were leaving the buildings and going over the river to the other side. Hundreds of rats left. Not one rat "Oh," said the doctor, "I remember that story. Most people heard about it. The buildings were burnt down just after the rats left."
"Yes. These buildings are new. The old buildings were burnt. The rats knew about the fire. They went away because they didn't want to be burnt alive."
"Yes. I heard the same thing. The rats knew about the fire before it happened."
"How did they know?"asked the writer. What do you think about it?"
"What's going to happen tomorrow?" said the doctor." Men don't know, but rats may know. What does a rat think? We don't know. It never tells us. We can't ask it. Some animals know more than we know in many ways. A dog which is lost can find its way home. Every year birds make long journeys over the sea to hotter countries. How do they find the way? I can't find my way over the sea."
"They do it every year, but we can't understand it."
"I know another story about rats," said the doctor." There was a building full of rats near a smaller river than this. It was in the country. The rats lived in it for many years. One day they all left the building, and that night a lot of water came down the river and filled the building."
"I haven't heard that story," said the writer.
"A lot of people talked about it. How did the rats know about the water before it came?"

The writer looked into the doctor's face.

"What do you think?" he said." Do rats know about things before they happen?"
"Yes, I think so."
"I think the same. But have you thought much about this?"
"Not much," said the doctor.
"The rats near the River Thames here knew about the fire before it happened. I believe that. Do you believe it?"
"Yes."
"You and I were not here when the rats left. We didn't see them. But the same thing may happen again."
"Oh, yes, it may happen often," said the doctor.
"Yes. So let us say this: one day you and I are on the banks of the river. We see a lot of rats. They are leaving the buildings. What do we think?"
"There's going to be a fire."
"That's right," said the writer. He took a drink from his glass." What shall we do?"
"We shall get some water ready," said the doctor.
"Yes. We shall get a lot of men with water. As soon as anyone sees the beginning of the fire, we shall put the fire out. We can do that if we see it at the beginning. It's a small fire at first."
"Yes."
"Now think. The rats know everything that's going to happen."
"Yes," said the doctor.
"But shall put the fire out, and so they know that."
"Yes."
"If there's not going to be a fire, they will not run away."
"Oh," said the doctor," if there's not going to be a fire, the rats will stay in the building."
"So we shall not see them."
"No," said the doctor," we shall see no rats at all."

The writer finished his drink.

"So," he said," we shall not know about the fire. We shall not be ready with our water, and we shall not put the fire out. So the fire will burn the rats."
"Oh, no," said the doctor." If there's going to be a fire, the rats will go away. They don't want to be burnt."
"If they go, we shall see them and stop the fire," said the writer.
"But they will not go if we stop the fire."
"If they don't go," said the writer," we shall not see them and the fire will burn them."
The doctor laughed. "Have another drink," he said." You can talk like that for ever."
"Yes, I can. And we'll never find the answer."

Soon the doctor stood up.

"I must go and change my clothes," he said. "I'll see you at dinner."

Later that night the two men were looking over the side of the ship.

"We shall start very soon now," said the writer." Everything's ready."
"Look!" cried the doctor.

The writer looked over the side. A lot of rats were leaving the ship. The two men looked at the rats until they could see no more.

"Now what are you going to do?" said the doctor. "Are you going to leave the ship too? Why are all those rats going away? What's going to happen to this ship?"

* The two stories about the rats are true.

(Stories of Today, Longman)

Humor



Estão esperando pacientemente
até que coloquemos os postes.



– Eu estava sempre discutindo com minha mulher. Então, resolvi fazer uma viagem.
– E adiantou?
– Sim, quando voltei ela tinha fugido com o chofer!


Passatempo

Complicação doméstica

Eis uma situação que pode ocorrer em qualquer família. A solução dele pode levar um matemático à beira da loucura. Mas uma dona de casa o resolveu em poucos minutos.

Silva, Pereira e Barros eram bons amigos. Após a morte da esposa de Barros, sua sobrinha ficou com a casa. Silva também era viúvo, e morava com sua filha. Quanto Pereira se casou, ele e sua mulher sugeriram que todos eles poderiam morar juntos. Cada um dos moradores (homem ou mulher) deveria contribuir com R$ 250,00 no começo do mês para as despesas da casa e, o que sobrasse, seria dividido igualmente por todos.

A primeira das despesas mensais foi de R$ 920,00. Quando o que sobrou foi dividido, cada um recebeu uma quantia exata, sem centavos. Quanto cada um recebeu, e por que? Resposta na próxima edição.

Resposta da edição anterior:

Um comerciante trabalha com uma balança como a mostrada na figura. Ele dispõe de apenas quatro pesos padrões e é capaz de pesar qualquer quantidade, em múltiplos de 250 gramas, desde 250 gramas até 10 quilos. Quais os pesos dos quatro pesos padrões?

Os quatro pesos pesam 0,250 kg, 0,750 kg, 2,250 kg e 6,750 kg cada um. Exemplos de pesagem:

1. para pesar 0,5 kg de mercadoria, ele coloca a mercadoria e um peso de 0,250 kg num prato, perfazendo 0,750 kg; no outro prato coloca o peso de 0,750 kg;

2. para pesar 5 kg de mercadoria, ele a coloca num prato juntamente com os pesos de 0,250 kg e 2,250 kg, perfazendo 7,50 kg; no outro prato ele coloca os dois pesos restantes, de 6,750 kg e 0,75 kg, que também perfazem 7,50 kg.

3. para pesar 10 kg de mercadoria, ele a coloca num prato e no outro coloca os quatro pesos que possui.

A solução, portanto, requer que se distribua de forma adequada os pesos nos dois pratos da balança.



As 1001 noites

As 1001 noites - As estranhas coincidências da vida

Ao inspecionar certo dia o seu reino, acompanhado por seu vizir Jafar, o califa Harun Ar-Rachid viu, sendo retirado do rio Tigre, o corpo de uma mulher assassinada. O califa comoveu-se e disse a Jafar:

–  Se não descobrires o assassino desta pobre mulher, serás enforcado no seu lugar.

Jafar teve sorte, pois o assassino se apresentou por si mesmo ao califa e contou a seguinte história: "Sabei, ó Comandante dos Fiéis, que esta mulher era minha mulher, mãe de meus três filhos. Amava-a, e ela me amava. No início deste mês, adoeceu e disse-me: 'Tenho, ó Ali, o desejo de comer uma maçã.' Corri ao mercado, determinado a comprar maçãs até por um dinar a unidade. Mas não havia maçãs no mercado. E um agricultor me disse: 'Esta fruta é rara. Só pode ser encontrada em Basra no jardim do califa.' Por amor à minha mulher fiz a viagem até Basra em quinze dias e quinze noites. E convenci o jardineiro do califa a me vender três maçãs por três dinares cada. Ao voltar, encontrei minha mulher ainda mais doente. Colocou as três maçãs de lado e não as comeu."









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Efemérides

01 maio 1829: José de Alencar
Romancista brasileiro nascido em Mecejana, CE. Foi um dos fundadores do romance brasileiro. Entre suas obras mais famosas, encontram-se O guarani e Iracema. Juntamente com Ubirajara formam a trilogia indianista do autor. Como curiosidade, mencionamos que ele era apreciador de palavras cruzadas e quebra-cabeças e cunhou o nome Iracema fazendo um anagrama com a palavra América. Sua obra Iracema está disponível na Biblioteca deste site. Faleceu no Rio de Janeiro, em 12 de dezembro de 1877.

10 maio 1746: Gaspard Monge
Matemático e acadêmico francês, conde de Péluse, nascido em Beaune. Foi um dos fundadores da famosa e tradicional École Polytechnique, de Paris. Inventor da Geometria Descritiva. Fez parte da comissão de cientistas que acompanhou Napoleão ao Egito. Fez contribuições importantes à Teoria das Equações Diferenciais Parciais. Faleceu em Paris, em 28 de julho de 1818.

11 maio 1918: Richard P. Feynman
Nasceu em Nova York. Certamente o mais notável físico norte-americano de toda a história, foi um dos pioneiros da eletrodinâmica quântica. Ganhou o Prêmio Nobel de Física de 1965. Faleceu em Los Angeles, em 15 de fevereiro de 1988.

15 maio 1859: Pierre Curie
Físico francês nascido em Paris. Notabilizou-se por seus trabalhos em cristalografia, radioatividade, pizoeletricidade e magnetismo. Juntamente com sua mulher, Marie (Madame) Curie, ganhou o prêmio Nobel de Física de 1903. Faleceu em Paris, em 19 de abril de 1906.

18 maio 1883: Eurico Gaspar Dutra
Marechal do exército brasileiro, nascido em Cuiabá. Foi Presidente da República de 31 de janeiro de 1946 a 31 de janeiro de 1951. Durante seu governo, foi redigida uma nova constituição, foi abolido o jogo no país, foi inaugurada a Companhia Siderúrgica de Volta Redonda, cancelou-se o registro do partido comunista, romperam-se as relações diplomáticas com a Rússia, encampou-se a Estrada de Ferro Leopoldina. Após o seu mandato, recolheu-se à vida privada. Faleceu no Rio de Janeiro, em 11 de junho de 1974.

21 maio 1921: Andrei Dimitrievich Sakharov
Físico soviético nascido em Moscou. Desempenhou papel fundamental no desenvolvimento da primeira bomba de hidrogênio soviética. Mais tarde, pregou o desarmamento nuclear internacional. Tornou-se o líder dos dissidentes soviéticos. Em 1975, foi agraciado com o Prêmio Nobel da Paz. Faleceu em Moscou, em 14 de dezembro de 1989.


 

Desta edição para o Almanaque

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