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Valdir Aguilera
 Físico e pesquisador

 

 

Almanaque - Edição 55 - julho de 2012

Para pensar e praticar

Nesta seção do Almanaque, apresentamos textos retirados de obras do Racionalismo Cristão e outras de pesquisadores atuais e do passado.

A respeito do Racionalismo Cristão

Não pense o leitor que o Racionalismo Cristão faz, com a publicação deste livro, alguma revelação inédita. Desde a Antiguidade até a era em que vivemos, o espiritualismo é objeto de estudos de filósofos, de pesquisadores, de intelectuais, inclusive de mulheres e homens da ciência desejosos de colocar a humanidade a par do que há a respeito da vida espiritual, como o médico brasileiro Antônio Pinheiro guedes, autor do livro intitulado Ciência espírita, um ensaio médico-filosófico que contribuiu, dentre outros estudos de várias escolas filosóficas, na codificação do Racionalismo Cristão.

Nessa codificação de princípios, o Racionalismo Cristão afirma ser o Universo composto de Força e Matéria. A Força - que incita e movimenta todos os corpos (Matéria) - é o princípio inteligente que interpenetra todo o Universo. Esse princípio inteligente é compreendido pela maioria das pessoas como Deus, que o Racionalismo Cristão prefere denominar Força Criadora, grande Foco ou Inteligência Universal, da qual somos uma partícula que contém os mesmos atributos em forma latente, para serem desenvolvidos e aperfeiçoados nas inúmeras existências por que passamos na Terra.

A Força Criadora mantém o Universo regido por leis naturais e imutáveis, às quais estão sujeitos todos os seres, não admitindo assim o Racionalismo Cristão provações, predestinações nem milagres. A doutrina racionalista cristã ensina que todos os atos de nossa vida decorrem do emprego do livre-arbítrio, faculdade espiritual controlada pelo pensamento, pelo raciocínio e pela vontade. Por isso, conforme pensarmos assim seremos; o que de mal desejarmos ao próximo a nós mesmos estaremos a desejar; e o que de bem fizermos, em nosso benefício redundará, pois seremos aquilo que quisermos ser. Ensina, pois, a não se cultivar sentimentos de ódio, de inveja ou de malquerença.

RACIONALISMO CRISTÃO, 44ª ed. 2010, p. 15.

Passatempo

Os músicos (fácil)


João, Antonio e Francisco, tocam harpa, violino e piano e praticam uma vez por semana. Contudo, não se sabe quem toca o quê. Sabe-se que o Antonio não é o pianista. Mas o pianista ensaia sozinho às terças-feiras. O João ensaia com o violinista às quintas-feiras. Quem toca o quê?

Para dicas sobre como montar um esquema para resolver este tipo de problema, clique AQUI.

Respostas na próxima edição.

Resposta da edição anterior:

Papel desempenhado por cada um deles: André, rei; Pedro, soldado; Dinis, bobo; Bernardo, guarda; Cláudio, prisioneiro.

Humor

Três loucos vão fazer o exame mensal para ver se já podem receber alta.
O médico pergunta ao primeiro deles:
– Quanto é dois mais dois?
– 72 - responde ele.
O doutor balança a cabeça como quem diz "Esse não tem mais jeito" e, virando-se para o segundo, repete a pergunta:
– Quanto é dois mais dois?
– Terça-feira - responde o segundo.
Desanimado, o médico vira-se para o terceiro louco:
– Quanto é dois mais dois?
– É quatro, doutor! - responde ele, com firmeza.
– Parabéns, você acertou! Como você chegou a essa conclusão?
– Foi fácil! Me baseei nas respostas dos meus amigos: 72 menos terça-feira dá 4!

Melhore seu vocabulário em inglês

O texto a seguir foi composto com base nas 500 palavras mais usadas em inglês. Aproveite para rever seu vocabulário. Coloque o mouse sobre as palavras em vermelho para ver a tradução.

The house on the hill (Parte 1 de 2)

FRANK HUNT and his wife Mary went to the country one year because they were tired of going to the sea. They went by car, staying a night in one town and then going on to another the next day. In this way they were able to see many places.
On the last day they came to a small town named Budley. They went there to see some old friends. But their friends were away at the time so Frank and Mary stayed in a hotel for the night. The next morning before they set out for home, Mary said: "I like this town, Frank. I like all these old country places. I don't want to live in a city all my life. There may be a house here that we can buy. Shall we go and have a look?"

They walked about the town all morning but they did not see any houses that they liked. Mary was very sorry. They went back to the hotel, had some food and left the town in their car. Just outside the town Mary put her hand on Frank's arm and said:

"Oh, look at that house on the hill up there. It's the kind of house that I've always wanted. Let us go up and see it."

"But someone lives there," said Frank, who wanted to go home. "If a man builds a house like that, on top of a hill, he lives there himself."

"The man who built it may be dead," said Mary, "and the man who owns it now may not like it. Let us go and see it. Please."

They went up the hill in the car. Frank stopped the car and they got out near the house. The house was not beautiful to look at but it was the kind of house that caught your eye. Frank and Mary liked the old wooden doors and the large windows.

"The man who built this house was rich," said Frank.

"But do you like it?" asked Mary. "No one lives here now. You can see that. Shall we try to buy it? We have the money. But do you like it?
Frank did not answer at once. He was looking up at one of the windows on the top floor. He saw a face looking at him from the window. He was afraid. He turned to tell Mary.
"Did you see that face at the bedroom window? " he asked. But when he looked again, the face was not there.
"There's someone in the house," said Frank. "Someone was looking at me."

Mary laughed. "There's no one in the house," she said. "All the doors and windows are shut. You didn't see anything."

"I don't like this house," said Frank. " It makes me afraid."

They got in the car again and went back down the hill. Frank looked at Mary. She did not speak and she did not look at all pleased.

"What shall we do now?" he asked. "You want to find the owner of the house, don't you?"

"It's a nice house," said Mary. "But we're going away just because you saw a face at the window. But did you see a face? I don't believe it. I saw nothing."

Frank did not like to make Mary angry so he took the car into Budley again. They went back to the hotel.

"Who owns the house on the hill?" they asked the man there. He told them. The owner of the house was an old man who lived in another part of Budley. Frank and Mary went to see him.

"Yes, I'll send a man to open the house for you," the owner said. "But I must tell you now. I don't want to sell the house."

" We can talk about that later," said Mary.

(Continua e termina na próxima edição.)

Para mais histórias, acesse a Biblioteca clicando AQUI.

Os doze trabalhos de Hércules
05 - As cavalariças de Augias


Monteiro Lobato

As cavalariças de Augias


— Se as cavalariças de Augias exigem um Hércules para a sua limpeza, então esse rei tem cavalos que não acabam mais.
— Sim, possui-os inúmeros e além disso é ladrão de cavalos.
— Como?
— Certa vez um tal Neleu mandou quatro excelentes animais, já vencedores em várias provas, disputar uma corrida de carros na capital do reino de Augias. Sabem o que Augias fez? Gostou muito dos cavalos, elogiou-os para o auriga...
— Que é auriga?
— Cocheiro. Elogiou-os para o auriga e com o maior cinismo lhe disse: "Pode ir embora. Estes cavalos ficam sendo meus.”
— Que patife! — exclamou Emília. Eu pregava-lhe um coice... E que fez dos cavalos?
— Pôs junto com os demais, lá na sua imensa cavalariça.
Nesse ponto da conversa Pedrinho começou a abrir na cara o sorriso de quem descobriu a pólvora.
— Já estou percebendo o negócio! disse ele. — Esse rei devia ter uma grande idéia na cabeça. Diga-me uma coisa: era fértil a terra lá onde ele morava?
— Sim. Muito fértil.
Pedrinho atrapalhou-se. Sua idéia fora que Augias estava acumulando esterco para fertilizar o reino; mas se as terras eram férteis, então, então...
— Então ele era um grande porco! — resolveu Emília e deu uma cuspidinha de nojo.
Quem estava contando aos pica-pauzinhos a história de Augias era um viandante. Em todas as aventuras pela Grécia eles encontravam, nos "momentos psicológicos", um viandante de aspecto venerável, que tudo sabia e tudo explicava. Da primeira vez ninguém desconfiou de coisa nenhuma; mas a coincidência daquele encontro em quase todas as aventuras fez que a hipótese da Emília fosse aceita: "Ele é um emissário de Palas, ou Minerva, a deusa da sabedoria; repare que aparece como por acaso nos momento que temos necessidade de saber qualquer coisa da história antiga ou da vida deste país." E Emília botou-lhe o nome de Minervino...
A réplica de Emília, achando que Augias era um grande porco, fez que o velho Minervino sorrisse; ele já estava acostumado com aqueles desbocamentos da ex-boneca.
— Não sei se o Rei Augias é isso, menininha, só sei que os seus estábulos são imensos e estão com uma camada de esterco como nunca foi vista igual no mundo.
— No mundo antigo pode ser — objetou Emília. — Lá no nosso mundo moderno "tivemos" as camadas de guano do peru, que, segundo diz o Visconde, atingiam a metros de espessura. As das cavalariças de Augias não devem ser tão espessas, pois como então podem os cavalos entrar lá? Hão de bater com a cabeça no forro...
— Não sei — disse o velho viandante — nada vi com meus próprios olhos, mas ouço falar nisso. E agora vai para lá Hércules, com ordem de Euristeu para limpar as cavalariças de Augias. Estou curioso de ver como o nosso herói se desempenhará dessa missão. Emília cuspiu de novo, com carinha de nojo e disse:
— Não vou gostar deste Quinto Trabalho de Lelé. Muito sujo... E o cheiro de tanto esterco deve ser horrível.
A palavra "cheiro" teve a propriedade de arrancar o Visconde do torpor em que se achava. O sabuguinho levantou-se e aproximou-se da Emília com os olhos muito arregalados e com o dedo no ar repetiu várias vezes a mesma palavra:
— O cheiro... O cheiro... O cheiro...
Todos julgaram que o Visconde houvesse enlouquecido de uma vez, mas não.

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Cantinho infanto-juvenil
Esta seção do Almanaque é dedicada a crianças e jovens. Nesta edição oferecemos uma atividade com experiências que podem ser feitas em casa. Aguardamos sua avaliação e sugestões enviando um email para               
Aprende a ser um verdadeiro detetive

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Efemérides

1 jul 1646: Gottfried Wilhelm von Leibniz
Matemático, geólogo, jurista, historiador e filósofo alemão, descobridor do Cálculo Infinitesimal (simultânea e independentemente de Newton), nascido em Leipzig. Seu conceito do universo concebido como uma harmonia preestabelecida, sua análise do demônio, sua epistemologia, lógica e filosofia da natureza colocam-no entre os filósofos de maior estatura. Sua obra ajudou a moldar a mente dos iluministas. Faleceu em Hanover, em 14 de novembro de 1716.

2 jul 1914: Mário Schenberg
Engenheiro elétrico, físico, escritor e crítico de artes plásticas, nascido em Recife, PE. Conhecido internacionalmente principalmente por seus trabalhos em Astrofísica, em especial na formação das estrelas supernovas. Faleceu em São Paulo, em 10 de novembro de 1990.

07 jul 1848: Francisco de Paula Rodrigues Alves
Nascido em Guaratinguetá, SP, foi Presidente da República de 1902 a 1906. É considerado o presidente civil mais notável. Reconstruiu e embelezou o Rio de Janeiro. Reformou a Saúde Pública e foi durante o seu governo que a febre amarela foi erradicada do país. Seu competente Ministro do Exterior, Barão do Rio Branco (José Maria da Silva Paranhos), se notabilizou por sua eficiente diplomacia em questões de fronteiras com a Bolívia, Uruguai e Guianas Inglesa e Holandesa. Foi governador de São Paulo nos anos 1900-1902 e 1912-1916. Reelegeu-se presidente mas, antes da posse, faleceu no Rio de Janeiro, em 18 de janeiro de 1919.

11 jul 1836: Antonio Carlos Gomes
Compositor brasileiro, nascido em Campinas, SP. Recebeu apoio pessoal do imperador D. Pedro II para estudar música no Rio de Janeiro e, mais tarde, em Milão, onde recebeu o título de Maestro Compositor após apenas três anos de estudos. Suas obras mais importantes são: A Noite do Castelo, Salvador Rosa, Maria Tudor, O Guarani, Lo Schiavo e Condor. Faleceu em Belém, PA, em 16 de setembro de 1896.

11 jul 1924: Cesar Lattes
Físico nascido em Curitiba, PR. Com a idade de 23 anos, ele foi um dos fundadores do Centro Brasileiro de Pesquisas Física (CBPF), no Rio de Janeiro. Sua principal linha de pesquisa foram os raios cósmicos. Em suas experiências, descobriu o méson pi, ou píon, quando ainda tinha 24 anos. Com seu grupo, determinou a massa das denominadas bolas de fogo, um fenômeno espontâneo que ocorre durante colisões de altas-energias. Faleceu em Campinas, SP, em 8 de março de 2005.

12 de julho 1813: Claude Bernard
Médico e fisiologista nascido em Paris. Um dos mais importantes de todos os tempos, e é considerado o "pai" da moderna fisiologia experimental. Em virtude de suas descobertas e de sua influência na ciência e na medicina francesas, tornou-se ainda em vida, um dos mais premiados cientistas de seu país, lado a lado com gigantes como o seu amigo e contemporâneo, Louis Pasteur. Faleceu em Paris, em 10 de fevereiro de 1878.

16 jul 1925: Paulo Leal Ferreira
Físico nascido no Rio de Janeiro, RJ, co-fundador do Instituto de Física Teórica, da Sociedade Brasileira de Física e da Academia de Ciências do Estado de São Paulo. Suas pesquisas em Física foram direcionadas para tópicos fundamentais, com ênfase em Teoria Geral de Partículas e Campos (Equação de Dirac, potenciais confinantes, quark model, álgebras deformadas). Faleceu em São Paulo, SP, em 30 de dezembro de 2005.

18 jul 1853: Hendrik Antoon Lorentz
Físico holandês, nascido em Arnhem, conhecido pelos seus notáveis trabalhos nos campos da eletrodinâmica e mecânica clássicas. Abiscoitou o prêmio Nobel de Física em 1902, por sua teoria da radiação eletromagnética a qual, confirmada pelos trabalhos de Zeeman, deu origem à Teoria da Relatividade Especial de Einstein. Faleceu em Haarlen, em 4 de fevereiro de 1928.

28 jul 1904: Pavel Alekseyevich Cherenkov
Físico russo, nascido em Voronezh. Foi o primeiro a detectar a chamada radiação cerenkov, que é uma emanação eletromagnética emitida por uma partícula altamente energética ao passar por um meio transparente com velocidade maior do que a da luz naquele meio. Por esse trabalho, compartiu com Igor Y. Tamm e Ilya M. Frank o prêmio Nobel de Física de 1958. Faleceu em Moscou, em 6 de janeiro de 1990.

Desta edição para o Almanaque

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