Almanaque - Edição 37 - Janeiro de 2011

Humor

Pérolas do Tribunal - 1

Os fatos a seguir foram retirados do livro Desordem no Tribunal. São frases que as pessoas realmente disseram, e que foram transcritas textualmente pelos taquígrafos, que tiveram que permanecer calmos enquanto estes diálogos realmente aconteciam à sua frente.

Pergunta: Qual é a data do seu aniversário?
Resposta: 15 de julho.
Pergunta: Que ano?
Resposta: Todo ano.

    Pergunta: Essa doença, a miastenia gravis, afeta sua memória?
Resposta: Sim.
Pergunta: E de que forma ela afeta sua memória?
Resposta: Eu esqueço das coisas.
Pergunta: Você esquece...Pode nos dar um exemplo de algo que você tenha esquecido? Que idade tem seu filho?
Resposta: 38 ou 35, não me lembro.
Pergunta: Há quanto tempo ele mora com você?
Resposta: Há 45 anos...


Pergunta: Me diga, doutor...não é verdade que, ao morrer no sono, a pessoa só saberá que morreu na manhã seguinte?



Pergunta: Seu filho mais novo, o de 20 anos...
Resposta: Sim
Pergunta: Que idade ele tem?



Pergunta: Sobre esta foto sua...o senhor estava presente quando ela foi tirada?

Colaboração de Eunice Kawazoe

Passatempo

Várias pessoas alugaram vans para uma excursão a uma zona arqueológica. Cada van levava o mesmo número de pessoas. No meio do caminho, 10 vans quebraram e cada uma das restantes teve de levar uma pessoa a mais. Na volta, outras 15 vans quebraram e cada uma das restantes teve de levar três pessoas a mais do que levava no início da viagem.

Sendo que cada van sempre levava o mesmo número de pessoas, quantas pessoas participaram da excursão?

Resposta na próxima edição.

Resposta da edição anterior:

Temos disponíveis vários cubos, bolinhas e piões.

Na primeira figura vemos como a balança se equilibra com 12 bolinhas, 3 cubos e 1 pião.

A segunda figura mostra que o pião pesa o mesmo que um cubo e 8 bolinhas.

Como equilibrar a balança na terceira situação?



Dica: usar conhecimentos de matemática elementar como

a = b
b = c
logo, a = c

e lembrar que se uma mesma quantidade é subtraída ou somada aos dois lados de uma igualdade, ela continua válida.

Solução:

Coloquemos 3 cubos em cada prato na segunda figura. A balança continua equilibrada (somamos a mesma quantidade nos dois lados de uma igualdade). Agora, o prato da esquerda tem as mesmas peças que o prato da esquerda da primeira figura. Assim, concluímos que os pratos da direita na primeira e segunda figuras são iguais. Assim, 4 cubos e 8 bolinhas pesam o mesmo que 12 bolinhas. Subtraindo 8 bolinhas de cada prato do lado direito, verificamos que 4 cubos pesam o mesmo que 4 bolinhas, ou seja, um cubo e uma bolinha têm o mesmo peso. A segunda figura mostra que 1 pião pesa o mesmo que 1 cubo e 8 bolinhas., Assim, substituímos o cubo por uma bolinha e descobrimos que o pião pesa o mesmo que 9 bolinhas.  

Para pensar
Fragmentos de obras editadas pelo Racionalismo Cristão


O Racionalismo Cristão é um conjunto de ensinamentos espiritualistas completo, porque transmite ao ser humano o conhecimento de si mesmo, sendo capaz de mostrar-lhe o que há de mais importante e fundamental – o próprio eu – remoto, presente e futuro, de que dependem a saúde, o bem-estar, a felicidade, e, com isso, um mundo menos agressivo, menos intolerante, mais justo e compreensivo.

Hoje, como no passado, os que estudam os problemas e os conflitos humanos sabem que a educação espiritual poderá fazer de cada pessoa um ser pacífico e honrado. Para isso, entretanto, há necessidade de apagar do senso comum o irrealismo em que vivem muitas delas. É indispensável que se desfaçam das ideias e dos ensinamentos inexatos sobre a existência, que tanta confusão têm produzido naquelas que buscam o entendimento dos fatos transcendentais da vida.

Melhore seu vocabulário em inglês

O texto a seguir foi composto com base apenas nas 500 palavras mais usadas em inglês. Aproveite para rever ou construir seu vocabulário. Algumas palavras e expressões têm sua tradução ao longo do texto. No corpo do texto, coloque o mouse sobre a palavra ou expressão em vermelho para ver a tradução.

Dr. Reed

Tom Coles came to work in Malton. It was a nice town and he liked it there. Only one thing did not please him. He did not know many people. Tom did not make friends quickly. And now he wanted to meet a young woman, fall in love with her and get married.

After dinner he often went for a walk. He took Mrs. Nott's dog with him. Tom lived in Mrs. Nott's house. One night as Tom was going along the road he saw a girl on a horse. She went by without even looking at Tom. But Tom looked hard at her.

"What a beautiful girl!" he said. She's the most beautiful girl that I've ever seen in my life. I must meet her. But who is she?"

After that, he saw the girl many times. Once the dog got under the horse's feet. The horse jumped and the girl nearly fell off.

"I'm very sorry," said Tom.

The girl looked a little angry but rode off without saying a word.

Tom was now very much in love with the girl. When he got home, he asked Mrs. Nott:

"Who is that girl with the horse? She rides along this road every night. Do you know her?"
"Oh, that's Mary Reed," said Mrs. Nott. "She's a doctor."
"A doctor," thought Tom. " I'll remember that. The next time I'm ill, I'll send for her."

But Tom, I am sorry to say, was not often ill. Even when his feet got wet, he did not catch a cold. How long could he wait?

"If I get a horse, I can meet her in this way," he thought one day. "We can stop and talk about our horses. There is only one trouble. I've never been on a horse in my life. I don't like horses. But a man who is in love must be afraid of nothing! So I must try."

There was a man who had a field not far from Mrs. Nott's house. He kept a horse there. Tom went to see the man.

"I want to ride your horse," Tom said. "I'll pay you for it."
"Have you ever been on a horse?" asked the man.
"No, never," said Tom.
"Oh, it's not very hard," said the man. "You can ride my horse but stay in this field at first. Later you can take the horse along the road."

So Tom got on the horse. He was afraid but he thought of the girl. But animals know when people are afraid of them. The horse began to run fast and Tom fell off. He hit the ground hard. He could stand up but he could not move his left arm.

"It's my arm," he said to the man. " Have I broken it?"
"I don't know," said the man. "I'm not a doctor. But I'll take you home in my car."

He took Tom home in his old car. Mrs. Nott was not in the house. The man helped Tom to go to bed. Then he said:

"That arm may give you trouble if you don't take care. Shall I send for a doctor?"
"Yes," said Tom. At last he could send for Dr. Reed. "Please do that for me. My doctor is called Reed. You'll find the name in the telephone book."

The man went to telephone. When he came back, he said:

"I've spoken to Dr. Reed. She didn't want to come. I don't understand it. Is she a good doctor?"
"Very good, I believe," said Tom. "But is she coming?"
"I told her to come to Mrs. Nott's house," said the man. "Then I put the telephone down."

After a little time a taxi stopped outside the house. A girl got out. It was Mary Reed. She looked at the house and then came in.

"Why did you send for me?" she said to Tom. "I don't know you. Why must I come to see you? You are not one of my friends."
"My arm is broken," Tom said. "I wanted a doctor quickly."

The girl laughed.

"What's the matter?" asked Tom. "You are a doctor, aren't you?
"Yes" said the girl. "I am a doctor. But not that kind of doctor. I'm a doctor of law."

As 1001 noites

O burro conselheiro

Contam que certo lavrador possuía um burro que o repouso engordara e um boi que o trabalho abatera. Um dia, o boi queixou-se ao burro e perguntou-lhe:

— Não terás, ó irmão, algum conselho que me salve desta dura labuta?

O burro respondeu:

— Finge-te de doente e não comas tua ração. Vendo-te assim, nosso amo não te levará para lavrar o campo e poderás descansar.
Dizem que o lavrador entendia a linguagem dos animais e compreendeu o que eles conversaram. Na manhã seguinte, viu que o boi não comera sua ração. Deixou-o e levou o burro em seu lugar. O burro foi obrigado a puxar o arado o dia todo, e quase morreu de cansaço. E lamentou o conselho que dera ao boi. Quando voltou à noite, perguntou-lhe o boi:

— Como vais, querido irmão?

Para ler o texto completo, clique AQUI.

Efemérides

01 jan 1893: Paulo Setúbal
Escritor brasileiro nascido em Tatuí, SP. Seu nome completo é Paulo de Oliveira Leite Setúbal. Seus romances tratam de temas da história do Brasil, de forma leve e bem humorada. Talvez seu livro mais conhecido seja A marquesa de Santos. Para baixá-lo, clique AQUI. Faleceu em São Paulo, em 4 de maio de 1937.

01 jan 1894: Satyendra Nath Bose
Físico e matemático indiano, mais conhecido como o descobridor dos bósons (este termo foi cunhado em sua homenagem). Juntamente com Einstein, criou a estatística Bose-Einstein que descreve o comportamento dos bósons. Faleceu em Calcutá, em 4 de fevereiro de 1974.

03 jan 1894: Luiz de Mattos
Filósofo, escritor, comerciante português radicalizado no Brasil. Codificador do Racionalismo Cristão. Fundador do jornal "A Razão" e elaborou o primeiro "Manual de Redação" que se conhece. Abolicionista, acolheu em sua fazenda e protegeu escravos que fugiam de seus cativeiros. Seus eloquentes e corajosos artigos publicados no jornal que fundou causaram muita perplexidade e despertaram enorme interesse dos seus leitores. O "A Razão" passou a ser o diário mais procurado e lido na ocasião. Faleceu no Rio de Janeiro, em 15 de janeiro de 1926. Para ler uma minibiografia, clique AQUI.

04 jan 1643: Isaac Newton
Cientista inglês (físico, matemático, astrônomo, alquimista e filósofo), nascido em Woolsthorpe. Em seu livro Philosophiae Naturalis Principia Mathematica, também conhecido como Principia, descreve sua famosa lei da gravitação universal e apresenta suas três leis em que se apoia a mecânica clássica. Faleceu em Londres, em 31 de março de 1727. Ver edição de dezembro deste Almanaque.

04 jan 1839: Casimiro de Abreu
Poeta brasileiro, nascido em Barra de São João, RJ. Seu nome completo é José Marques Casimiro de Abreu. Sua obra lírica está reunida no volume As primaveras, publicado em 1859. Faleceu em Nova Friburgo. em 18 de outubro de 1860.

21 jan 1929: Martin Luther King
Ativista político norte-americano, nascido em Atlanta, Geórgia. Batalhou pelos direitos civis, principalmente dos negros e mulheres. Seu discurso mais famoso é "Eu tenho um sonho". Recebeu o Prêmio Nobel da Paz em 1964. Foi assassinado em Memphis, Tenessee, em 4 de abril de 1968.

22 jan 1775: André-Marie Ampère
Matemático e físico francês, nascido em Polémieux-au-Mont-d'Or. Seus trabalhos em física mais importantes foram no campo do eletromagnetismo. Em sua homenagem, a unidade de intensidade de corrente elétrica no sistema SI se diz ampère, símbolo A. Faleceu em Marselha, em 10 de junho de 1836.

22 jan 1908: Lev Davidovich Landau
Físico russo, nascido em Baku. É considerado um dos maiores físicos do século XX. Deu importantes contribuições para o desenvolvimento de diversos campos da Física, como, Baixas Temperaturas, Estado Sólido, Atômica, Nuclear, Plasma e Energia Estelar. Muitos termos físicos levam o seu nome. Faleceu em Moscou, em 1 de abril de 1968.

23 jan 1862: David Hilbert
Matemático alemão, nascido em Königsberg. Seus trabalhos em Geometria são considerados os mais importantes desde Euclides. Propôs uma série de problemas que vêm estimulando o trabalho dos matemáticos. Faleceu em Göttingen, em 14 de fevereiro de 1943.

23 jan 1907: Hideki Yukawa
Físico japonês, nascido em Tóquio. Foi homenageado com o prêmio Nobel de Física em 1949 pelos seus trabalhos sobre partículas elementares. Com base em cálculos inteiramente teóricos, previu a existência de mésons. Foi o primeiro físico japonês com formação totalmente feita no Japão a receber o prêmio Nobel de Física. Faleceu em Kyoto, em 8 de setembro de 1981.

25 jan 1736: Joseph Louis Lagrange
Matemático italiano, nascido em Turim, distinguiu-se em todos os ramos da Análise, Teoria dos Números, Mecânica Analítica e Mecânica Celeste. Seu Mécanique Analytique, publicado em 1788, sintetiza todos os trabalhos no campo da Mecânica desde os dias de Newton. Faleceu em Paris, em 10 de abril de 1813.

Almanaque - Edição 38 - Fevereiro de 2011

Para pensar
Fragmentos de obras editadas pelo Racionalismo Cristão


A Força Criadora mantém o Universo regido por leis naturais e imutáveis, às quais estão sujeitos todos os seres, não admitindo assim o Racionalismo Cristão provações, predestinações nem milagres. A doutrina racionalista cristã ensina que todos os atos de nossa vida decorrem do emprego do livre-arbítrio, faculdade espiritual controlada pelo pensamento, pelo raciocínio e pela vontade. Por isso, conforme pensarmos assim seremos; o que de mal desejarmos ao próximo a nós mesmos estaremos a desejar; e o que de bem fizermos, em nosso benefício redundará, pois seremos aquilo que quisermos ser. Ensina, pois, a não se cultivar sentimentos de ódio, de inveja ou de malquerença.

Melhore seu vocabulário em inglês

O texto a seguir foi composto com base apenas nas 500 palavras mais usadas em inglês. Aproveite para rever ou construir seu vocabulário. Algumas palavras e expressões têm sua tradução ao longo do texto. No corpo do texto, coloque o mouse sobre a palavra ou expressão em vermelho para ver a tradução.

Gold!

There are many rich people in this part of the country because gold was once found here. I was only a small child at the time but I can still remember everything well.

One day a man was walking along the banks of the River Sarwan. He saw something in the water. It was a small piece of gold and there were other pieces like it in the water. Some were big, some were small. The man who found these pieces of gold in the river became a rich man at once. But that was not the end of the matter. In a little time everyone was talking of only one thing : Gold!

Everyone wanted to be rich, like the man who found the pieces of gold in the river. Men came from everywhere to look for gold. They bought all the ground near the banks of the river. They made big holes in it, trying to find more gold. Some men found a lot; others found none at all.

Many of those who came here were bad men. They had guns. When they angry or had too much to drink, they made a lot of trouble. Good men were afraid of them but they could do nothing. Our town was not the same place as before. It became bigger and richer but for a long time it did not have a good name because of the bad men who came there to find gold.

Peter Fullerton was one of those who came to find gold. He was a good man. He did not have a gun but he was afraid of no one. He was a quiet man who worked hard and did not speak much. He bought nearly the last piece of ground. It was a long way from the river so no one else wanted to buy it. But Peter paid all his money for it.

He worked hard month after month until his ground was full of holes. But he never found one piece of gold. The men who had the ground next to him found some gold but Peter found nothing.

After six months he had no more money to buy even bread. He was a poor man, with only a piece of ground that no one wanted to buy from him. He was ready to leave and go to work in another place.

Then one night, just before he was going to leave, it began to rain hard. It rained for three days and three nights. When at last the rain stopped, Peter came out of his small wooden house and looked at his piece of ground. It did not look the same now. The holes were not there any more. But everywhere there were small plants.

There may be no gold here," Peter said, "but this ground is rich. I can grow things here. I can grow flowers and I can sell these flowers. The women in this town have money now. They have beautiful houses and they will want flowers to put in their houses. If I grow good flowers here, I will make money too. One day I may be a rich man like the others."

So Peter began to grow flowers. Again he worked hard for many months. Sometimes he had little to eat but some kind friends helped him. Soon his piece of ground was covered with beautiful flowers.

When these grew big, he cut them and took them to the town.

"We've never seen beautiful flowers like these before," all the rich women said. They were ready to pay good money for them, to make their homes more beautiful.

Later Peter was able to buy more fields until he owned all the ground near the river. People talked about his flowers all over the country. Soon he was asked to send them by train to cities far away. After five years he was a rich man.

He married a girl who loved flowers too and they had three sons. Peter is an old man now but his sons still grow flowers. And Peter himself goes into the fields every day to see the flowers that made him a rich and happy man.

"I was the only man who found true gold here," he often says. "The others took their gold out of the ground and went away. But my gold is still here!"

(Stories for Everyone, Longman)

Humor

Pérolas do Tribunal - 2

Os fatos a seguir foram retirados do livro Desordem no Tribunal. São frases que as pessoas realmente disseram, e que foram transcritas textualmente pelos taquígrafos, que tiveram que permanecer calmos enquanto estes diálogos realmente aconteciam à sua frente.

Pergunta: Sr. Marcos, por que acabou seu primeiro casamento?
Resposta: Por morte do cônjuge.
Pergunta: E por morte de que cônjuge ele acabou?



Pergunta: Poderia descrever o suspeito?
Resposta: Ele tinha estatura mediana e usava barba.
Pergunta: E era um homem ou uma mulher?



Pergunta: Ela tinha 3 filhos certo?
Resposta: Certo?
Pergunta: Quantos eram meninos?
Resposta: Nenhum.
Pergunta: E quantas eram meninas?



Pergunta: Doutor, quantas autópsias o senhor já realizou em pessoas mortas?
Resposta: Todas as autópsias que fiz foram em pessoas mortas...



Pergunta: Aqui na corte, para cada pergunta que eu lhe fizer, sua resposta deve ser oral, ok?
Pergunta: Que escola você freqüenta?
Resposta: Oral.



Pergunta: Doutor, o senhor se lembra a hora em que começou a examinar o corpo da vítima?
Resposta: Sim, a autópsia começou às 20h30min.
Pergunta: E o Sr. Décio já estava morto a essa hora?
Resposta: Não...ele estava sentado na maca, se perguntando porque eu estava fazendo aquela autópsia nele.



Colaboração de Eunice Kawazoe

Passatempo
O casal Pereira teve 15 filhos, nascidos em intervalos de um ano e meio. Maria, a filha mais velha, diz que ela é oito vezes mais velha que José, o caçula. Qual a idade de Maria?

Resposta na próxima edição.

Resposta da edição anterior:

Várias pessoas alugaram vans para uma excursão a uma zona arqueológica. Cada van levava o mesmo número de pessoas. No meio do caminho, 10 vans quebraram e cada uma das restantes teve de levar uma pessoa a mais. Na volta, outras 15 vans quebraram e cada uma das restantes teve de levar três pessoas a mais do que levava no início da viagem.

Sendo que cada van sempre levava o mesmo número de pessoas, quantas pessoas participaram da excursão?

Resp.: 900 pessoas em 100 vans, cada van levava inicialmente 9 pessoas.

Uma forma simples para encontrar a solução é usar álgebra elementar:

No início:
Número de vans = x; número de pessoas em cada van = y;
total de pessoas = x vezes y = xy.

No meio do caminho:
Número de vans = x - 10; novo número de pessoas em cada van = y + 1;
total de pessoas continua o mesmo. Podemos montar a seguinte equação:

(x - 10)(y + 1) = xy     (equação 1).

Na volta:
Número de vans = x - 25; novo número de pessoas em cada van = y + 3;
total de pessoas continua o mesmo. Podemos montar a seguinte equação:

(x - 25)(y + 3) = xy     (equação 2)

Resolvendo as equações (1) e (2) chegaremos a x = 100; y = 9.
Assim, xy = 900 é o número total de excursionistas.

As 1001 noites

Abdala Terra e Abdala Mar

Conta-se – mas Alá é mais bem-informado – que havia certa vez um pescador chamado Abdala, que tinha uma mulher e nove filhos a sustentar e era muito pobre. Sua rede constituía seu único sustento, sua loja, sua profissão e a porta de segurança de sua casa. Lançava-a ao mar todos os dias, vendia o que apanhava e gastava o que recebia, dizendo: "O pão de amanhã virá amanhã."

Chegou um dia em que a mulher deu à luz um décimo menino (pois seus outros nove filhos eram também varões pela graça de Alá!), e não havia em casa sequer um pedaço de pão para comer. Abdala saiu, dizendo que iria lançar a rede em nome do recém-nascido. Pediu as bênçãos de Alá e lançou a rede. Quando a retirou, estava cheia de estrume, areia, cascalhos e algas marinhas, sem uma sombra de peixe. Entristecido e surpreso, o pescador gritou: "Terá Alá criado essa criança sem prover-lhe o sustento? Não pode ser. Ele tomou a si satisfazer as necessidades de todas as suas criaturas, o Generoso, o Sábio. Glorificado seja seu nome."

Andou na praia e lançou a rede noutro lugar. Quando quis retirá-la, estava muito pesada. Nela encontrou um burro morto e fedendo. O pescador revoltou-se e pensou: "Este azar vem de minha mulher. Quantas vezes disse-lhe que o mar nada mais tinha para nós e que deveríamos mudar de profissão. Mas ela fica repetindo: "Alá karim! Alá karim! Sua generosidade não tem limites. Não desesperes, ó pai de meus filhos! Onde está a generosidade de Alá? Simbolizará este asno morto o destino de meu último filho?"

Por um tempo, Abdala ficou paralisado pela decepção, mas acabou reagindo, pediu perdão a Deus por suas dúvidas, e jogou mais uma vez a rede ao mar. Sentiu-a mais pesada ainda do que da segunda vez. Depois de puxá-la para a praia com muitos esforços, teve a estupefação de encontrar nela um ser humano, um filho de Adão que tinha cabeça, faces, barba, corpo e braços como os outros homens, mas acabava em rabo de peixe. Abdala não teve dúvida de que estava na presença de um Afrit, um daqueles gênios que se tinham rebelado contra nosso mestre Soleiman Ibn Daud e tinham sido encarcerados em barris de cobre e jogados no mar. Com o tempo, pensou o pescador, o metal apodreceu; o Afrit escapou e segurou-se na minha rede para vir à terra. E pôs-se a correr na praia, aterrorizado e gritando: "Tem pena de mim, tem pena de mim, ó Afrit de Soleiman!"

Para ler o texto completo, clique AQUI.

Efemérides

06 fev 1608: Padre Antonio Vieira
Jesuíta, escritor e orador português, nascido em Lisboa. Condenado e preso pela Inquisição por desenvolver campanha em defesa dos índios. Sua obra mais famosa é Os sermões. Seu trabalho De profecia e inquisição, que é uma defesa do livro intitulado Quinto império, está disponível na Biblioteca deste site. Faleceu em Salvador, BA, em 18 de julho de 1697.

11 fev 1839: Josiah Willard Gibbs
Físico e químico norte-americano, nascido em New Haven, Connecticut, considerado o maior cientista nascido nos Estados Unidos da América. As suas aplicações da termodinâmica aos processos físicos levou à criação da Mecânica Estatística e, mais tarde, essa sua abordagem foi estendida à Mecânica Quântica. Faleceu em New Haven, em 28 de abril de 1903.

12 fev 1809: Charles Darwin
Naturalista inglês, nascido em Shrewsbury. A seleção natural, da luta pela sobrevivência dos mais aptos, é a base central da sua teoria evolucionista. Sua obra mais conhecida é A origem das espécies que tinha originalmente por título "Sobre a origem das espécies por meio da seleção natural ou a conservação das raças favorecidas na luta pela vida. Faleceu em Downe, em 19 de abril de 1882.

12 fev 1918: Julian S. Schwinger
Físico norte-americano. Abiscoitou o Prêmio Nobel de Física em 1965 pelos trabalhos fundamentais em Eletrodinâmica Quântica, com profundas implicações na Física de partículas. Faleceu em 16 de julho de 1994.

14 fev 1564: Galileo Galilei
Físico, matemático e astrônomo italiano, nascido em Pisa, é considerado o fundador do método experimental. Entrou em conflito com a Igreja devido ao seu apoio explícito às idéias de Copérnico. Quase foi conduzido à fogueira por isso. Pressionado pelo temor, renegou suas idéias, mas teve de viver o resto de sua vida em prisão domiciliar. Apenas recentemente a Igreja Católica o perdoou. Foi o primeiro a usar a Matemática para descrever os fenômenos físicos. Propôs o uso de pêndulo para relógios e desenvolveu o telescópio com o qual descobriu as crateras lunares, as manchas solares, os satélites de Júpiter e as fases de Mercúrio. Faleceu em Arcetri, nas proximidades de Florença, em 8 de janeiro de 1642.

15 fev 1850: Sonja (ou Sofia) Kowalewski
Matemática russa, nascida em Moscou. Notabilizou-se por suas valiosas contribuições para a teoria das equações diferenciais. Em 1888 ganhou o prêmio Borodin, da Academia de Ciências da Suécia, por seu trabalho sobre a rotação de um corpo rígido em torno de um ponto. Esse trabalho foi tão notável que dobraram o valor do prêmio. Faleceu em Estocolmo, em 10 de fevereiro de 1891.

18 fev 1745: Alessandro Volta
Físico italiano, conhecido especialmente pela invenção da bateria. Mais tarde, viria a receber o título de conde. Faleceu em Como em 5 de março de 1827.

19 fev 1473: Nicolaus Copérnico
Astrônomo polonês, nascido em Torun. Numa época em que a Terra era tida como o centro do universo, Copérnico revolucionou o mundo intelectual propondo o sistema heliocêntrico. Ele afirmou que a Terra girava em torno de si própria e transladava em torno do Sol. Faleceu em Frauenburg, Prússia, hoje cidade polonesa chamada Frembork, em 24 de maio de 1543.

20 fev 1844: Ludwig Eduard Boltzmann
Físico austríaco, nascido em Viena. Sua contribuição mais importante foi para o desenvolvimento da Mecânica Estatística. Foi um dos primeiros a reconhecer a teoria eletromagnética de Maxwell. Derivou a lei geral que rege a distribuição de energia num sistema e enunciou o teorema da equipartição de energia. Foi muito mal compreendido pelos seus contemporâneos que não perceberam a natureza estatística da sua abordagem dos problemas. Os ataques constantes dos colegas à sua teoria finalmente deixaram-no muito cansado e, em profunda depressão, acabou suicidando-se, em Duino, Itália, em 5 de setembro de 1906.

22 fev 1843: Visconde de Taunay
Engenheiro militar, professor e romancista brasileiro, nascido Alfredo D'Escragnolle Taunay no Rio de Janeiro. Autor de A retirada da Laguna (disponível na Biblioteca deste site) e Inocência, um dos livros mais lidos da literatura brasileira. Foi um dos fundadores da Academia Brasileira de Letras. Faleceu no Rio de Janeiro, em 25 de janeiro de 1899.

Almanaque - Edição 39 - Março de 2011

Para pensar
Fragmentos de obras editadas pelo Racionalismo Cristão

O temperamento voluntarioso reflete a personalidade egocêntrica dos que entendem que a razão está exclusivamente do seu lado, e dos que querem impor aos outros as próprias ideias. Esses indivíduos estão frequentemente em choque com os demais, e nada é mais divertido para os espíritos do astral inferior do que assistirem aos choques humanos. Isso assanha os obsessores. Como andam sempre à espera do momento propício que lhes permita a atuação, o indivíduo voluntarioso vive marcado por eles. A cada passo percebem o ensejo de armar um atrito. Na falta de outra ocupação, esta, para eles, é absorvente.

O voluntarioso irrita-se facilmente quando o ponto de vista alheio não coincide com o seu, tornando-se um fomentador de contrariedades. Não é preciso salientar o que essa forma de obsessão, aliás comuníssima, representa para os seres humanos. Traiçoeiramente, ela vai penetrando, com lentidão, no subconsciente, até tomar conta da pessoa. Esta, não se apercebendo do envolvimento de que está sendo vítima, não reage, não se opõe, não dá importância ao mal que, por força do hábito, acaba por tornar-se-lhe agradável, facilitando o domínio dos obsessores, que passam a ser mais atuantes, mais violentos e difíceis de afastar.

Melhore seu vocabulário em inglês

O texto a seguir foi composto com base apenas nas 500 palavras mais usadas em inglês. Aproveite para rever ou construir seu vocabulário. Algumas palavras e expressões têm sua tradução ao longo do texto. No corpo do texto, coloque o mouse sobre a palavra ou expressão em vermelho para ver a tradução.

The letter - parte 1 de 2

It was hot in the forest under the trees. It was always hot. It was hot when there was no rain. It was hot, too, when the rain fell.

Rook walked on with his two men. When he touched a tree, his men made a mark on it. After they made a mark on a tree, other men cut the tree down. Then they took it to the river. The water of the river carried the tree down to the sea.

There was a small town near the sea. There some men pulled the trees out of the river. The trees became parts of houses, parts of ships, or parts of dinner tables.

Rook was tired of trees.

As he walked on, he looked at all the trees and touched one of them sometimes. He thought of his old home in England. He remembered big cities, pretty women, good friends, shops.

Far away!

He came, when night fell, to his little house. It was made of wood. It had one room. Sometimes a ship came up the river and brought him food, but not often. It brought him letters, but not many.

It brought him a letter from an old friend the day before. At the end of the letter his friend said, "Andrews has married Mary Tanner."

Rook looked once more at the letter. Yes, It was Mary Tanner.

In the old days, Rook and Andrews often went to the Tanners' house. Rook was in love with Susan Tanner, Mary's sister. But Andrews was often with Susan, and Susan looked happy when Andrews came to the house. So Rook said nothing to Susan of his love for her. He went sadly away. He left Andrews to marry Susan. He came to Africa and he was still in Africa.

He looked at his letter again. "Andrews has married Mary Tanner," it said.

So Susan was not married.

"I wasn't right," Rook thought. "Susan didn't love Andrews. Mary loved him."

He put the letter down and thought of Susan. Blue eyes! But far away!

"Does she remember me?" he thought.

He got a drink and sat down. He still loved her; every day he thought of her. He could write to her. The ship would come back tomorrow. It always went up the river to the next forest station, and then came back. Then it went down the river to the sea again.

"It can take my letter if I write it tonight," he thought.

He went to his old wooden table, took a piece of paper, and began to write.

"Dear Susan," he wrote. Then he sat back in his chair to think. He could not write a letter of this kind quickly. He sat for a long time at the table. Then he wrote his letter:

Dear Susan,

Do you ever think of your old friend Leslie Rook? I'm here in an African forest. But I'm tired of trees, and I want to leave my work here. I want to come home. If I do that, will you marry me, my dear? I've loved you for a long time. I loved you when I came to your house. I loved you when I went away. I shall always love you.

I shall wait here for your answer. If I get no answer, I shall not trouble you again. Your old friend, Leslie.

He read the letter through. "Very bad!" He thought, and burnt it. Then he wrote another, but it was no better than the first. He burnt it too.

He tried again and again. At last he wrote a letter very much like the first.

"This is the best that I can do," he thought. "She'll understand. If she loves me at all, she'll answer this." He burnt all the other letters.

In the morning he gave the letter to a man. "This letter must go by the ship this afternoon," he said. Then Rook set out once more into the forest. It was raining. He was away most of the day.

When he came back, he saw the ship. It was going down the river. He stood and looked at it, and he thought of his letter to Susan. He thought of the great men who built ships and made trains; he thought of the men in ships who found their way over the water of the seas; he thought of the men who read the names on letters and took them to the houses.

He thought of Susan's house.

He turned, and he saw his man with the letter in his hand. "I didn't remember the letter until it was too late, sir," said the man. "The ship went without it."

Continua e termina na próxima edição.

(Stories of Today, Longman)

Humor

– Veja, papai, já sei escrever - disse o garotinho mostrando uma folha de papel cheia de rabiscos.
– Que ótimo! E o que está escrito?
– Não sei, papai, ainda não aprendi a ler.



Vendo um garoto à beira do rio pescando,
uma pessoa que passava por lá perguntou-lhe:
– Quanto peixes você já apanhou?
– Quando eu pegar o próximo, terei um.


Passatempo

Com 6 palitos do mesmo tamanho (palitos de dente ou de fósforo, por exemplo), formar 4 triângulos equiláteros (que têm os três lados iguais).

Resposta na próxima edição.

Resposta da edição anterior:

O casal Pereira teve 15 filhos, nascidos em intervalos de um ano e meio. Maria, a filha mais velha, diz que ela é oito vezes mais velha que José, o caçula. Qual a idade de Maria?

Uma forma de resolver este problema é pedindo a ajuda da Álgebra, esta maravilhosa invenção dos babilônios.

O primeiro passo é sempre dar nomes às coisas. Assim, chamemos de J a idade do José, e M a idade da Maria.
A idade da Maria é 8 vezes a do José, assim temos a primeira equação:

M = 8 vezes J
ou
M = 8 J (equação 1).

Cada criança nasceu 1,5 anos depois da outra. Como há 15 crianças, a última nasceu 21 anos depois da primeira. Daí a segunda equação:

M - J = 21 (equação 2).

Substituindo a primeira equação na segunda teremos:

8J - J = 7J = 21. Assim, J = 3, que é a idade do José. A Maria é 8 vezes mais velha do que José, portanto a idade dela é 24 anos.

As 1001 noites

Um belo adolescente triste

Eu sou filho de rei, e minha história é tão incomum que se fosse escrita com uma agulha no canto interno dos olhos serviria de lição a toda pessoa que gosta de se auto-aperfeiçoar.

Nasci na terra de Kabul onde meu pai, Tigamos, é rei. Ao mesmo tempo poderoso e justo, ele tem sob sua suserania sete reis tributários. Desde a minha infância, meu pai cuidou que fosse instruído nas ciências, nas artes e nos esportes, de maneira que aos quinze anos já era considerado um dos cavalheiros mais finos do reino. Dirigia as caçadas e as corridas, sentado no meu cavalo, mais veloz que um antílope. Certo dia, durante uma caçada, ao crepúsculo, vi a poucos passos uma gazela airosa que, ao me ver, fugiu como uma flecha. Segui-a com meus sete mamelucos até que chegamos a um rio caudaloso onde esperávamos acuá-la e prendê-la. Ela, porém, se jogou no rio e nadou com velocidade até a outra margem.
Apeamos sem demora, confiamos nossos cavalos a um dos mamelucos, saltamos num barco de pescar que estava lá e fomos em perseguição à gazela. Mal atingimos o meio do rio, perdemos o comando da embarcação e fomos levados pela correnteza. Passamos assim aquela noite e o dia seguinte, incapazes de controlar a violência da água e do vento, receosos, a cada minuto, de bater contra alguma rocha e morrer afogados. Foi só na manhã do segundo dia que conseguimos desembarcar numa terra coberta de árvores e atravessada por um córrego. Mas um homem refrescava os pés no córrego. Quando nos viu, pulou, e seu corpo dividiu-se em dois na altura da cintura. Somente a metade superior veio a nós.

Para ler o texto completo, clique AQUI.

Efemérides

03 mar 1845: Georg Ferdinand Ludwig Philipp Cantor
Matemático russo, nascido em São Petersburg. Fundador da Teoria dos Conjuntos. Introduziu o conceito de números transfinitos. Faleceu em Halle, Alemanha, em 6 de janeiro de 1918.

14 mar 1847: Castro Alves
Poeta brasileiro nascido em Curralinho-BA (hoje Castro Alves). Considerado um dos mais expressivos representantes do Romantismo brasileiro, ao lado de Gonçalves Dias. Seu livro Espumas flutuantes (disponível na Biblioteca deste site) consagrou-o para sempre. Seus poemas são lidos e admirados ainda hoje, especialmente aqueles em que denuncia a iniquidade da escravidão. Faleceu em Salvador-BA, em 6 de julho de 1871.

14 mar 1879: Albert Einstein
Físico alemão, nascido em Ulm. Considerado um dos gênios do século e mais conhecido pela sua Teoria da Relatividade Restrita. Criou também a Teoria da Relatividade Geral, ou mais apropriadamente, Teoria da Gravitação. Entretanto, o prêmio Nobel de Física que ganhou foi em razão da explicação que deu do efeito fotoelétrico e, genericamente, por seus trabalhos em Física Teórica. A partir de 1933, passou a residir em Princeton, Nova Jersey, onde trabalhou pelo resto de sua vida dedicando-se, principalmente, a encontrar uma teoria de unificação das leis físicas. Nunca aceitou a interpretação estatística da Mecânica Quântica. Neste sentido, é sua a famosa frase: "Por acaso Deus joga dados?" Quando visitou o Brasil, teria dito que é impossível citar os maiores físicos teóricos do mundo sem incluir Mario Schenberg. Faleceu em Princeton, em 18 de abril de 1955.

16 mar 1825: Camilo Castelo Branco
Escritor português, nascido em Lisboa. Foi uma das maiores figuras literárias de Portugal do século 19. Suas numerosas obras literárias incluem desde melodramas românticos até trabalhos que seguem a estética realista. Um dos maiores conhecedores do idioma português. Seu romance Amor de perdição está disponível na Biblioteca deste site. Faleceu em Seide, em 1 de junho de 1890.

21 mar 1768: Jean-Baptiste-Joseph Fourier
Matemático francês, nascido em Auxerre. Também egiptologista. Teve grande influência no desenvolvimento da física matemática em consequência do seu livro Théorie analytique de la chaleur, publicado em 1822. Contribuiu significativamente para o desenvolvimento da teoria das funções de uma variável real. Faleceu em Paris, em 16 de maio de 1830.

23 mar 1749: Pierre-Simon de Laplace
Matemático, astrônomo e físico francês, nascido em Beaumont-en-Auge. Seus trabalhos mais notáveis foram sobre Mecânica Celeste e Teoria Analítica das Probabilidades. Faleceu em Paris, em 5 de março de 1827.

23 mar 1882: (Amalie) Emmy Noether
Matemática alemã, nascida em Erlangen. Por suas importantes contribuições para o desenvolvimento da Álgebra Superior foi reconhecida como a algebrista mais criativa dos tempos modernos. Faleceu em Bryn Mawr, E.U.A., em 14 de abril de 1935.

27 mar 1845: Wilhelm Conrad Roentgen
Físico prussiano, nascido em Lennep. Por sua descoberta dos raios X, recebeu o primeiro prêmio Nobel de Física, em 1901. Faleceu em Munique, em 10 de fevereiro de 1923.

31 mar 1596: René Descartes
Matemático e filósofo francês, nascido em La Haye. Tem sido considerado o pai da filosofia moderna. Sua obra mais conhecida talvez seja o Discurso do método (disponível na Biblioteca deste site), onde aparece a famosa afirmação "Penso, logo existo". Faleceu em Estocolmo, em 1 de fevereiro de 1650.

31 mar 1906: Shin'ichiro Tomonaga
Físico japonês, nascido em Kyoto. Juntamente com Feynman e Schwinger, recebeu, em 1965, o prêmio Nobel de Física, pelos trabalhos que conduziram ao casamento (consistência) da Eletrodinâmica Quântica com a Teoria da Relatividade Restrita. Faleceu em Tokio, em 8 de julho de 1979.

Almanaque - Edição 40 - Abril de 2011

Para pensar
Fragmentos de obras editadas pelo Racionalismo Cristão


Imperam, em ambientes sombrios do astral inferior, espíritos de má índole, bisbilhoteiros, fanfarrões, intrigantes, os que gostam de graçolas fúteis e de mau gosto, amantes de mexericos, vingativos, gozadores, pusilânimes, pérfidos, ociosos, xingadores bestiais e ignóbeis que também foram, em corpo físico, mentirosos, delatores, vilões, sensualistas, malandros, traidores, velhacos, impostores, pervertidos, prevaricadores, homicidas, gatunos, falsificadores e imorais.

Vagando pela atmosfera fluídica da Terra nas condições mais lamentáveis, encontram-se esses infelizes em estado perturbativo, em decorrência dos erros resultantes do mau uso do livre-arbítrio, e que, como contumazes delinqüentes, empregam suas maléficas atividades nos divertimentos mais condenáveis possíveis, como são os de atormentar o ser humano, que, alheio à sua presença e maquinações, por falta de esclarecimento espiritual os atrai inconscientemente, e acaba por praticar o que eles lhe intuem.

Existem, além disso, os que foram inimigos, que tudo fazem, agora que se tornaram invisíveis, para vingar-se dos antigos desafetos. Esse é o grande perigo a que todos estão sujeitos. Contra tal risco precisam precaver-se, com o pensamento bem orientado, pondo a força de vontade em ação para não pensar mal e não praticar atos criminosos, única maneira de afastar todas as más influências que aqueles espíritos inferiores produzem.

Prática do Racionalismo Cristão, 13ª edição, p. 63.

Melhore seu vocabulário em inglês

O texto a seguir foi composto com base apenas nas 500 palavras mais usadas em inglês. Aproveite para rever ou construir seu vocabulário. Algumas palavras e expressões têm sua tradução ao longo do texto. No corpo do texto, coloque o mouse sobre a palavra ou expressão em vermelho para ver a tradução.

The letter - parte 2 de 2

Rook was not very angry. He called a runner. He told him to take the letter through the forest. There was another place not far away and the ship always stopped there.

The runner set out with the letter. At first, he ran well; but then he heard an animal in front of him. He could not see it, but it was a big animal. It made a lot of noise. He ran back and went up a tree. He waited there for a long time until he could not hear the animal. Then he came down the tree. But he could not find the letter; it was lost.

He remembered the ship, which was going on its way down the river. He ran through the forest and looked for the letter. There was not much time. He must find the letter quickly. At last he saw it on the ground under a tree.

The runner caught the ship, and the ship took the letter down to the sea. There it was put into a bag with some other letters, and the bag was put into a bigger ship. On the next day it set out on its long journey over the sea, and in about a month it got to London.

When the bags of letters were taken off the ship, something broke. Some of the bags fell into the water. A man went down under the water to find the bags. He found them all.

Some men opened the bags and looked at the letters inside. The letters were wet, but these men were able to read the names on the letters. They did this kind of work all their lives. They knew their work. Susan's letter went on its way with the others.

The bags of letters were put into a train. At the end of that journey they were all taken out, and seven of them were put into a fast train to Newton. Susan lived at Newton. The train ran quickly through the night. In a part of the train next to the bags, two men waited. At the right time they began the work which they were going to do. They made a big hole in the wooden wall, and got through the hole to the bags of letters. Some of these letters had money in them, and the thieves knew about it. They wanted the money.

The two thieves waited until the train was not going very quickly. Then they put all the bags through the window. The bags fell on the ground near the line. Another man was waiting near the line.

When the train stopped at the next station, the two men went out quickly. They ran back through the night to a car which was waiting for them. The other man was in the car.

"Have you got them all?" Said a man from the train.

"Seven bags?" Asked the man in the car.

"Yes."

"I have seven," he said.

The car started and went very fast away from the line and the station. It came at last to a small, white house. The men took the seven bags into the house. There was no one else in the house.

They opened all the letters. When they found some money in them, they took the money. They did not read any of the letters. They did not care about the things that other people wrote in their letters.

When they had all the money, they put all the letters in the fireplace of the house, and began to burn them. Then they went away; but the fire went out before all the letters were burnt.

In the newspaper on the next day, Susan Tanner read about the thieves who stole the letters from the train. She did not tare very much, and she turned the newspaper over and read something on the back.

Some days later, a police car came to the white house. The police saw the burnt paper in the fireplace. They found some pieces which were only partly burnt, and they read them.

"Here's part of a love letter," said one. "Someone wants to marry a girl. There's no name on it. The fire has burnt the name. We can't send it to anyone."

In an African forest, a man waited for an answer which ever came. In her house at Newton, a girl with sad eyes thought of the man who once left her and whom she loved.

(Stories of Today, Longman)

Humor

Depois de alguns anos de namoro, o pai da garota chama o rapaz e pergunta:
– Eu queria saber se as suas intenções com a minha filha são sérias ou não.
O rapaz, animado, responde:
– Que legal! Eu não sabia que podia escolher.



O pescador chega em casa e a sua mulher lhe diz:
– Hoje você não pescou nada, não é?
– Como você sabe?
– É que você esqueceu a carteira em casa.

Passatempo

Um comerciante trabalha com uma balança como a mostrada na figura. Ele dispõe de apenas quatro pesos padrões e é capaz de pesar qualquer quantidade, em múltiplos de 250 gramas, desde 250 gramas até 10 quilos. Quais os pesos dos quatro pesos padrões?
Resposta na próxima edição.

Resposta da edição anterior:

Com 6 palitos do mesmo tamanho (palitos de dente ou de fósforo, por exemplo), formar 4 triângulos equiláteros (que têm os três lados iguais).

Possivelmente, você tentou encontrar a solução dispondo os palitos sobre uma superfície, a de uma mesa por exemplo. Não encontrou a solução porque ela requer trabalhar em três dimensões e as superfícies têm apenas duas. A figura mostra a solução




As 1001 noites

As 1001 noites - Judar, o pescador e o saco encantado

Conta-se que vivia certa vez um mercador chamado Omar. Tinha ele três filhos: Salim I, Salim II e Judar, o mais jovem. Havia-os criado até a maturidade; porém sempre preferiu Judar, o que levava seus dois irmãos invejá-lo e odiá-lo. Quando Omar, que era muito velho, notou esse ódio, receou que Judar fosse molestado por seus irmãos após a sua morte e, na presença do cádi, partilhou seus bens em quatro partes iguais: uma para cada filho e uma para a mulher.

Após a morte do pai, os três irmãos arruinaram-se em processos que Salim I e Salim II moveram contra Judar. Depois, Salim I e Salim II maltrataram, burlaram e roubaram a mãe. E ela se refugiou junto a Judar, o qual, embora empobrecido, a acolheu com todo carinho. Os dois Salim caíram rapidamente na miséria, pois não conheciam profissão alguma e eram preguiçosos e malvistos. Procuraram a mãe, chorando. Uma mãe é sempre compassiva. Passou a servir-lhes as sobras da casa de Judar, dizendo-lhes, todavia: "Comei rapidamente e saí. Se vosso irmão vos surpreender aqui, poderá virar-se contra mim."

Um dia, contudo, enquanto comiam, Judar chegou. Mas em vez de zangar-se, sorriu para seus irmãos, abraçou-os e convidou-os a morar com ele. Sua mãe gritou: "Meu filho, possa Alá abençoar-te e aumentar tua prosperidade: és o mais generoso de todos nós."

Judar ia cada manhã lançar sua rede ao mar, e viviam, ele, a mãe e os irmãos, do produto de sua pesca. Certa vez, jogou a rede três dias seguidos sem nada apanhar. No quarto dia, foi a uma praia mais distante no lago Karun e enquanto se preparava para lançar a rede às águas, viu um mouro deslocando-se em sua direção, montado numa mula. O mouro apeou, cumprimentou Judar e disse-lhe:
– Ó Judar, filho de Omar, preciso de teus préstimos. Se me obedeceres, recolherás grandes vantagens. Serás meu amigo e o encarregado de meus negócios.
O jovem prometeu obedecer. Disse o mouro:
– Recita a Fatiha para dar à tua promessa um caráter sagrado.
Judar recitou a Fatiha. Disse então o mouro:

– Amarra meus braços atrás das minhas costas com estas cordas, joga-me no mar e espera. Se as minhas mãos saírem da água em primeiro lugar, lança tua rede e traze-me às costas. Pois não sei nadar. Mas se forem meus pés que emergirem primeiro, considera-me morto. Leva então esta mula e este saco ao mercado e procura por Chamaia, o judeu. Pagar-te-á cem dinares pela mula. Teu único dever será guardar o segredo.

Judar seguiu as instruções do mouro, e ao ver os pés emergirem primeiro, montou a mula e foi ao mercado onde localizou o judeu. O judeu pagou-lhe os cem dinares prometidos e recomendou-lhe o segredo por sua vez.

Para ler o texto completo, clique AQUI.

Efemérides

09 abr 1869: Élie-Joseph Cartan
Matemático francês, nascido em Dolomieu. Desenvolveu a teoria dos grupos de Lie e contribuiu para a teoria das subálgebras. Faleceu em Paris em 6 de maio de 1951.

15 abr 1707: Leonard Euler
Físico e matemático suíço, nascido em Basilea. É considerado o pai da geometria analítica moderna. Introduziu o uso do cálculo infinitesimal para desenvolver a Mecânica. Também desenvolveu uma teoria para explicar os movimentos da lua (problema de três corpos) e foi pioneiro na ciência da Hidrodinâmica. Faleceu em São Petersburgo em 18 de setembro de 1783.

16 abr 1845: Julio Ribeiro
Escritor e gramático brasileiro, nascido em Sabará, MG. Não há acordo sobre o dia em que nasceu. Alguns biógrafos apontam como sendo 10 de abril. Criador da bandeira do estado de São Paulo, concebida em 1888 para ser a bandeira da República. Foi membro da Academia Brasileira de Letras. Anticlerical e ardoroso representante do Naturalismo, movimento fundado pelo francês Émile Zola. A Carne, publicado em 1888, é seu romance mais conhecido, possivelmente a sua obra-prima, e está disponível na Biblioteca deste site. Faleceu em Santos em 01 de novembro de 1890.

18 abr 1882: Monteiro Lobato
Escritor brasileiro nascido em Taubaté, SP. Dotado de grande poder de expressão e domínio de linguagem. Revolucionou a indústria e a comercialização de livros. Fundador da moderna literatura infanto-juvenil brasileira, criou personalidades antológicas, como Jeca Tatu, Visconde de Sabugosa, a boneca Emília e Dona Benta, proprietária do Sítio do Picapau Amarelo. De suas obras para adultos, destacam-se Urupês e A onda verde. Faleceu em São Paulo. em 4 de julho de 1948. (Os livros Reinações de Narizinho e O Sítio do Pica-pau Amarelo estão disponíveis na Biblioteca deste site.)

19 abr 1883: Getúlio Dorneles Vargas
Nascido em São Borja, RS, foi presidente do Brasil duas vezes: 1930-1945 e 1951-1954. Após ter sido derrotado como candidato à presidência em 1930 (na época governador do estado do Rio Grande do Sul), conduziu uma revolução que o levou ao poder. Manteve a Assembleia Constituinte até 1937, quando decidiu governar por si mesmo, criando o Estado Novo. Durante seu segundo mandato, diante dos sucessivos escândalos que abalaram o seu governo, suicidou-se no Rio de Janeiro em 24 de agosto de 1954.

20 abr 1884: Augusto dos Anjos
Poeta brasileiro nascido em Cruz do Espírito Santo, PB, famoso por sua linguagem de expressão científica. Sua obra mais conhecida é Eu ("A mais abstrusa das mesclas de lirismo espiritual e de rudeza materialista", Agripino Griecco.)  Está disponível na Biblioteca deste site. Faleceu em Leopoldina, MG, em 12 de novembro de 1914.

21 abr 1792: Execução e morte de Joaquim José da Silva Xavier
Nascido em Pombal, MG, em 16 de agosto de 1746 ou 12 de novembro de 1748, é mais conhecido como Tiradentes, por ter sido dentista. Grande patriota e mártir, organizou e liderou a primeira grande insurreição contra o governo português no Brasil. Considerado herói nacional, é também lembrado como um dos precursores dos movimentos de independência na América Latina. A execução se deu no Rio de Janeiro.

23 abr 1858: Max Karl Ernst Ludwig Planck
Físico alemão nascido em Kiel. Sua teoria quântica e a teoria da relatividade, de Einstein, inauguraram a era moderna da Física. Seus primeiros trabalhos, influenciados por Clausius, foram em termodinâmica. Depois dedicou-se ao estudo das propriedades físicas do corpo negro. Foi nessa ocasião que ele introduziu a ideia revolucionária da quantização da energia. Demorou muito para Planck acreditar nos quantos que ele mesmo descobriu, apesar dos trabalhos de Einstein (efeito foto-elétrico) e de Bohr (modelo atômico). Recebeu o prêmio Nobel de Física em 1918. Faleceu em Gotemburgo em 4 de outubro de 1947.

25 abr 1900: Wolfgang Pauli
Físico austríaco nascido em Viena. Passou a maior parte de sua vida em Zurique. Uma de suas contribuições mais importantes à Física Moderna é o descobrimento do Princípio de Exclusão de Pauli. Foi ele quem por primeira vez propôs a existência do neutrino (descoberto apenas 30 anos depois). Recebeu o prêmio Nobel de Física em 1945. Faleceu em Zurique em 15 de dezembro de 1958.

29 abr 1854: Henri Jules Poincaré
Matemático, cosmólogo e filósofo da ciência francês, nascido em Nancy, Lorena. Mais conhecido pelas suas inúmeras contribuições para a Matemática (pura e aplicada) e Mecânica Celeste. Considerado por muitos como o último universalista. Faleceu em Paris em 17 de julho de 1912.

30 abr 1777: Johann Karl Friederich Gauss
Matemático alemão nascido em Brunswick num pobre casebre. Inventou o método conhecido como mínimos quadrados e fez muitas contribuições para a Teoria dos Números. Descobriu uma geometria não euclidiana. Tornou-se célebre quando mostrou como redescobrir o asteroide Ceres, cujas coordenadas haviam sido perdidas. Mais tarde interessou-se pelo estudo do magnetismo, em particular do magnetismo terrestre. Também é lembrado pelas suas contribuições à Estatística e ao Cálculo Infinitesimal. Faleceu em Gotemburgo em 23 de fevereiro de 1855.

Almanaque - Edição 41 - Maio de 2011

Para pensar
Fragmentos de obras editadas pelo Racionalismo Cristão


Os atos cotidianos precisam ser pautados criteriosamente, para refletir o maior bom senso possível. A organização social obedece a esquema cujos traços gerais definem a posição que todos devem adotar no intercâmbio das relações humanas. A esse particular, de especial importância, todos devem estar atentos. Entre as normas de bem viver estão o acatamento e o respeito ao semelhante, na sua natural representação espiritual. Para conseguir esse fim, é preciso haver controle nas atitudes, domínio sobre si mesmo e raciocínio em ação.

Do descontrole em atos e palavras resultam as ofensas, os conseqüentes remorsos, os ressentimentos que custam a passar e, não raro, as antipatias e inimizades.

(Prática do Racionalismo Cristão, 13ª ed., 2009. p.81).


Melhore seu vocabulário em inglês

O texto a seguir foi composto com base apenas nas 500 palavras mais usadas em inglês. Aproveite para rever ou construir seu vocabulário. Algumas palavras e expressões têm sua tradução ao longo do texto. No corpo do texto, coloque o mouse sobre a palavra ou expressão em vermelho para ver a tradução.

It makes you think



THE ship was nearly ready to leave London, and a lot of people in it were walking about. They were asking questions and looking for their rooms.

In one of the larger rooms of the ship two men sat quietly. They were having a drink. All their bags and other things were in their rooms.

"Are you going far?" asked one of them, a doctor.
"Egypt," said the other, a writer."And you?"
"India."

Through the windows the doctor could see some of the big buildings which stand on the banks of the River Thames.

"Those buildings look very new," he said." Most buildings near the river are older than those."
"Yes," said the writer." But the old buildings were burnt down. Haven't you heard the story?"
"What story?"
"There were some buildings there full of food. They were full of rats too."
"Places like that are nearly always full of rats," said the doctor.
"Yes. But there's a story* about those rats. One day some workmen saw all the rats on the road. The rats were leaving the buildings and going over the river to the other side. Hundreds of rats left. Not one rat "Oh," said the doctor, "I remember that story. Most people heard about it. The buildings were burnt down just after the rats left."
"Yes. These buildings are new. The old buildings were burnt. The rats knew about the fire. They went away because they didn't want to be burnt alive."
"Yes. I heard the same thing. The rats knew about the fire before it happened."
"How did they know?"asked the writer. What do you think about it?"
"What's going to happen tomorrow?" said the doctor." Men don't know, but rats may know. What does a rat think? We don't know. It never tells us. We can't ask it. Some animals know more than we know in many ways. A dog which is lost can find its way home. Every year birds make long journeys over the sea to hotter countries. How do they find the way? I can't find my way over the sea."
"They do it every year, but we can't understand it."
"I know another story about rats," said the doctor." There was a building full of rats near a smaller river than this. It was in the country. The rats lived in it for many years. One day they all left the building, and that night a lot of water came down the river and filled the building."
"I haven't heard that story," said the writer.
"A lot of people talked about it. How did the rats know about the water before it came?"

The writer looked into the doctor's face.

"What do you think?" he said." Do rats know about things before they happen?"
"Yes, I think so."
"I think the same. But have you thought much about this?"
"Not much," said the doctor.
"The rats near the River Thames here knew about the fire before it happened. I believe that. Do you believe it?"
"Yes."
"You and I were not here when the rats left. We didn't see them. But the same thing may happen again."
"Oh, yes, it may happen often," said the doctor.
"Yes. So let us say this: one day you and I are on the banks of the river. We see a lot of rats. They are leaving the buildings. What do we think?"
"There's going to be a fire."
"That's right," said the writer. He took a drink from his glass." What shall we do?"
"We shall get some water ready," said the doctor.
"Yes. We shall get a lot of men with water. As soon as anyone sees the beginning of the fire, we shall put the fire out. We can do that if we see it at the beginning. It's a small fire at first."
"Yes."
"Now think. The rats know everything that's going to happen."
"Yes," said the doctor.
"But shall put the fire out, and so they know that."
"Yes."
"If there's not going to be a fire, they will not run away."
"Oh," said the doctor," if there's not going to be a fire, the rats will stay in the building."
"So we shall not see them."
"No," said the doctor," we shall see no rats at all."

The writer finished his drink.

"So," he said," we shall not know about the fire. We shall not be ready with our water, and we shall not put the fire out. So the fire will burn the rats."
"Oh, no," said the doctor." If there's going to be a fire, the rats will go away. They don't want to be burnt."
"If they go, we shall see them and stop the fire," said the writer.
"But they will not go if we stop the fire."
"If they don't go," said the writer," we shall not see them and the fire will burn them."
The doctor laughed. "Have another drink," he said." You can talk like that for ever."
"Yes, I can. And we'll never find the answer."

Soon the doctor stood up.

"I must go and change my clothes," he said. "I'll see you at dinner."

Later that night the two men were looking over the side of the ship.

"We shall start very soon now," said the writer." Everything's ready."
"Look!" cried the doctor.

The writer looked over the side. A lot of rats were leaving the ship. The two men looked at the rats until they could see no more.

"Now what are you going to do?" said the doctor. "Are you going to leave the ship too? Why are all those rats going away? What's going to happen to this ship?"

* The two stories about the rats are true.

(Stories of Today, Longman)

Humor



Estão esperando pacientemente
até que coloquemos os postes.




– Eu estava sempre discutindo com minha mulher. Então, resolvi fazer uma viagem.
– E adiantou?
– Sim, quando voltei ela tinha fugido com o chofer!


Passatempo

Complicação doméstica

Eis uma situação que pode ocorrer em qualquer família. A solução dele pode levar um matemático à beira da loucura. Mas uma dona de casa o resolveu em poucos minutos.

Silva, Pereira e Barros eram bons amigos. Após a morte da esposa de Barros, sua sobrinha ficou com a casa. Silva também era viúvo, e morava com sua filha. Quanto Pereira se casou, ele e sua mulher sugeriram que todos eles poderiam morar juntos. Cada um dos moradores (homem ou mulher) deveria contribuir com R$ 250,00 no começo do mês para as despesas da casa e, o que sobrasse, seria dividido igualmente por todos.

A primeira das despesas mensais foi de R$ 920,00. Quando o que sobrou foi dividido, cada um recebeu uma quantia exata, sem centavos. Quanto cada um recebeu, e por que? Resposta na próxima edição.

Resposta da edição anterior:

Um comerciante trabalha com uma balança como a mostrada na figura. Ele dispõe de apenas quatro pesos padrões e é capaz de pesar qualquer quantidade, em múltiplos de 250 gramas, desde 250 gramas até 10 quilos. Quais os pesos dos quatro pesos padrões?

Os quatro pesos pesam 0,250 kg, 0,750 kg, 2,250 kg e 6,750 kg cada um. Exemplos de pesagem:

1. para pesar 0,5 kg de mercadoria, ele coloca a mercadoria e um peso de 0,250 kg num prato, perfazendo 0,750 kg; no outro prato coloca o peso de 0,750 kg;

2. para pesar 5 kg de mercadoria, ele a coloca num prato juntamente com os pesos de 0,250 kg e 2,250 kg, perfazendo 7,50 kg; no outro prato ele coloca os dois pesos restantes, de 6,750 kg e 0,75 kg, que também perfazem 7,50 kg.

3. para pesar 10 kg de mercadoria, ele a coloca num prato e no outro coloca os quatro pesos que possui.

A solução, portanto, requer que se distribua de forma adequada os pesos nos dois pratos da balança.



As 1001 noites

As 1001 noites - As estranhas coincidências da vida

Ao inspecionar certo dia o seu reino, acompanhado por seu vizir Jafar, o califa Harun Ar-Rachid viu, sendo retirado do rio Tigre, o corpo de uma mulher assassinada. O califa comoveu-se e disse a Jafar:

–  Se não descobrires o assassino desta pobre mulher, serás enforcado no seu lugar.

Jafar teve sorte, pois o assassino se apresentou por si mesmo ao califa e contou a seguinte história: "Sabei, ó Comandante dos Fiéis, que esta mulher era minha mulher, mãe de meus três filhos. Amava-a, e ela me amava. No início deste mês, adoeceu e disse-me: 'Tenho, ó Ali, o desejo de comer uma maçã.' Corri ao mercado, determinado a comprar maçãs até por um dinar a unidade. Mas não havia maçãs no mercado. E um agricultor me disse: 'Esta fruta é rara. Só pode ser encontrada em Basra no jardim do califa.' Por amor à minha mulher fiz a viagem até Basra em quinze dias e quinze noites. E convenci o jardineiro do califa a me vender três maçãs por três dinares cada. Ao voltar, encontrei minha mulher ainda mais doente. Colocou as três maçãs de lado e não as comeu."

Para ler o texto completo, clique AQUI.

Efemérides

01 maio 1829: José de Alencar
Romancista brasileiro nascido em Mecejana, CE. Foi um dos fundadores do romance brasileiro. Entre suas obras mais famosas, encontram-se O guarani e Iracema. Juntamente com Ubirajara formam a trilogia indianista do autor. Como curiosidade, mencionamos que ele era apreciador de palavras cruzadas e quebra-cabeças e cunhou o nome Iracema fazendo um anagrama com a palavra América. Sua obra Iracema está disponível na Biblioteca deste site. Faleceu no Rio de Janeiro, em 12 de dezembro de 1877.

10 maio 1746: Gaspard Monge
Matemático e acadêmico francês, conde de Péluse, nascido em Beaune. Foi um dos fundadores da famosa e tradicional École Polytechnique, de Paris. Inventor da Geometria Descritiva. Fez parte da comissão de cientistas que acompanhou Napoleão ao Egito. Fez contribuições importantes à Teoria das Equações Diferenciais Parciais. Faleceu em Paris, em 28 de julho de 1818.

11 maio 1918: Richard P. Feynman
Nasceu em Nova York. Certamente o mais notável físico norte-americano de toda a história, foi um dos pioneiros da eletrodinâmica quântica. Ganhou o Prêmio Nobel de Física de 1965. Seu curso Lectures on Physics (3 volumes) está disponível na Biblioteca deste site.Faleceu em Los Angeles, em 15 de fevereiro de 1988.

15 maio 1859: Pierre Curie
Físico francês nascido em Paris. Notabilizou-se por seus trabalhos em cristalografia, radioatividade, pizoeletricidade e magnetismo. Juntamente com sua mulher, Marie (Madame) Curie, ganhou o prêmio Nobel de Física de 1903. Faleceu em Paris, em 19 de abril de 1906.

18 maio 1883: Eurico Gaspar Dutra
Marechal do exército brasileiro, nascido em Cuiabá. Foi Presidente da República de 31 de janeiro de 1946 a 31 de janeiro de 1951. Durante seu governo, foi redigida uma nova constituição, foi abolido o jogo no país, foi inaugurada a Companhia Siderúrgica de Volta Redonda, cancelou-se o registro do partido comunista, romperam-se as relações diplomáticas com a Rússia, encampou-se a Estrada de Ferro Leopoldina. Após o seu mandato, recolheu-se à vida privada. Faleceu no Rio de Janeiro, em 11 de junho de 1974.

21 maio 1921: Andrei Dimitrievich Sakharov
Físico soviético nascido em Moscou. Desempenhou papel fundamental no desenvolvimento da primeira bomba de hidrogênio soviética. Mais tarde, pregou o desarmamento nuclear internacional. Tornou-se o líder dos dissidentes soviéticos. Em 1975, foi agraciado com o Prêmio Nobel da Paz. Faleceu em Moscou, em 14 de dezembro de 1989.

Almanaque - Edição 42 - Junho de 2011

Para pensar
Fragmentos de obras editadas pelo Racionalismo Cristão


(O Racionalismo Cristão, por tratar-se de uma filosofia espiritualista, isenta portanto de misticismo ou religiosidade, não admite o sobrenatural, mistérios, milagres nem dogmas: tudo no universo e na vida tem explicação racional.)

[...] a Matéria não evolui nem possui atributos. Esses são exclusivos da Força, e se exteriorizam nos diversos domínios da natureza.

Os atributos que os seres humanos demonstram constituem, apenas, reduzido número daqueles que podem revelar espíritos mais esclarecidos que, em virtude do maior grau de evolução, já não precisam voltar a este planeta.

A pessoa que quiser demorar-se na investigação deste importante tema encontrará campo aberto para desdobrar o raciocínio e fortalecer suas convicções, e concluir que, no universo fenomênico em que vivemos, esses dois princípios, Força e Matéria, estão na raiz de todos os fatos e questões existenciais.

(Racionalismo Cristão, 44ª ed., 2010. p. 30).


Melhore seu vocabulário em inglês

O texto a seguir foi composto com base apenas nas 500 palavras mais usadas em inglês. Aproveite para rever ou construir seu vocabulário. Algumas palavras e expressões têm sua tradução ao longo do texto. No corpo do texto, coloque o mouse sobre a palavra ou expressão em vermelho para ver a tradução.

No Friends at Dinner

ALAN LOFT came to live in Mrs. Finney's house. She was not a kind woman, and he knew that very well. But he could not find any other rooms in the town. All the other rooms were taken by other people. He did not like Mrs. Finney, but he was glad to have a bed and food.

    "Don't put your feet on my chairs, young man," said Mrs. Finney. "Keep my chairs clean."
"I'll never put my feet on them," he answered quietly. But he looked at Rover, the dog. Rover always slept on the best chairs.
"And don't stay out late at night," she said. "I don't want a lot of noise when you come in late. I want to sleep."
"I'll stay at home every night," he said. "May I ask a friend to dinner sometimes?"
"No. Don't bring any of your friends here. I don't want a lot of men in the house. And if you want your own dinner, you must come at the right time. If you come back late, you can't have any dinner."
"I'll never be late," he said.
But Rover had his dinner when he came in, and sometimes he came in very late at night.
"You must pay me at the beginning of every month," she said, "not at the end. I haven't a lot of money, and I'll have to buy a lot of food for a big man like you."

Alan paid her some money at once. He lived there for nearly a month. He was not happy. She did not give him very much food, and he did not see his friends very often.

One morning he was telling his troubles to a friend, Roy.

Para ler o texto completo, clique AQUI.

Humor

Num berçário dois bebês conversam:
Bebê 1: Você sabia que eu sou menino?
Bebê 2: É?!! Como você sabe?
Bebê 1: Espera a enfermeira sair que eu te conto.
Bebê 2: Tá bom...
A enfermeira saiu do berçário e o Bebê 1 foi levantando sua cobertinha bem devagar com um leve sorriso no rosto e disse:
Olha!!! Sapatinhos azuis.



O bêbado entra no bar e se aproxima de uma mesa onde estão sentados dois rapazes idênticos:
– Será que estou vendo demais?
– De jeito nenhum! — responde um deles — Nós somos gêmeos.
Incrédulo o bêbado retruca:
– Os quatro?

Passatempo

Bom negócio

– Joãozinho - explicava um comerciante bem sucedido a seu filho -, não é o que você paga por uma mercadoria, mas o que você obtém com a venda que faz dela um bom negócio. Ganhei dez porcento na venda que acabo de fazer de uma camisa. Se eu a tivesse comprado por dez porcento menos e tivesse um lucro de vinte porcento, ela teria sido vendida por vinte e cinco centavos menos. Então, por quanto vendi a camisa?
Resposta na próxima edição.

Resposta da edição anterior:

Enunciado: Eis uma situação que pode ocorrer em qualquer família. A solução dele pode levar um matemático à beira da loucura. Mas uma dona de casa o resolveu em poucos minutos.

Silva, Pereira e Barros eram bons amigos. Após a morte da esposa de Barros, sua sobrinha ficou com a casa. Silva também era viúvo, e morava com sua filha. Quanto Pereira se casou, ele e sua mulher sugeriram que todos eles poderiam morar juntos. Cada um dos moradores (homem ou mulher) deveria contribuir com R$ 250,00 no começo do mês para as despesas da casa e, o que sobrasse, seria dividido igualmente por todos.

A primeira das despesas mensais foi de R$ 920,00. Quando o que sobrou foi dividido, cada um recebeu uma quantia exata, sem centavos. Quanto cada um recebeu, e por que?


Solução: A Sra. Pereira era filha de Silva e sobrinha de Barros, de modo que eram quatro os moradores. A contribuição deles foi de R$ 1.000,00, a despesa foi de R$ 920,00, cada um recebeu de volta R$ 20,00.

As 1001 noites

As 1001 noites - Convite à paz mundial

Conta-se que um xeque venerável possuía uma bela criação de aves domésticas que produziam ovos e frangos grandes e apetitosos. Ora, naquela capoeira havia um grande e maravilhoso galo, de voz ressonante e plumagem vistosa que, além dos seus encantos físicos, era dotado de sabedoria e sagacidade e conhecia as zonas sombrias do coração. Sabia também ser justo e atencioso para com suas esposas e evitar provocar nelas ciúmes e ressentimentos. Era citado como modelo em tudo, e seu dono chamava-o Voz-da-Aurora.

Certo dia, Voz-da-Aurora saiu a descobrir as terras que se estendiam para além da capoeira. Encantado com o que via, foi picando os grãos de trigo ou cevada ou milho que encontrava pelo caminho até que, levado mais longe do que planejara, achou-se num lugar selvagem que nunca visitara e onde tudo lhe parecia estranho e hostil. Começou a preocupar-se e soltou alguns gritos ansiosos.

Enquanto procurava o caminho da volta, viu uma raposa correndo na sua direção. Temendo por sua vida, voltou as costas e voou com toda a força de suas asas até um galho alto de uma árvore onde a raposa não era capaz de atingi-lo. A raposa chegou ao pé da árvore e, vendo que lhe era impossível subir até o galo, levantou a cabeça para ele e disse-lhe:

Enquanto procurava o caminho da volta, viu uma raposa correndo na sua direção. Temendo por sua vida, voltou as costas e voou com toda a força de suas asas até um galho alto de uma árvore onde a raposa não era capaz de atingi-lo. A raposa chegou ao pé da árvore e, vendo que lhe era impossível subir até o galo, levantou a cabeça para ele e disse-lhe:
– A paz esteja contigo, ó figura de bom augúrio, ó meu irmão, ó companheiro encantador.

Mas Voz-da-Aurora não respondeu à saudação nem olhou na direção da raposa. A raposa não desanimou e disse-lhe:

– Ó meu prezado e bonito amigo, por que não olhas para mim nem me saúdas quando te trago notícias maravilhosas?

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Efemérides

07 jun 1848: Francisco de Paula Rodrigues Alves
Nascido em Guaratinguetá, SP, foi Presidente da República de 1902 a 1906. É considerado o presidente civil mais notável. Reconstruiu e embelezou o Rio de Janeiro. Reformou a Saúde Pública e foi durante o seu governo que a febre amarela foi erradicada do país. Seu extraordinário Ministro do Exterior, Barão do Rio Branco (José Maria da Silva Paranhos), notabilizou-se por sua eficiente diplomacia em questões de fronteiras com a Bolívia, Uruguai, Guiana Inglesa (hoje Guiana) e Guiana Holandesa (hoje Suriname). Foi governador de São Paulo nos anos 1887-1888, 1900-1902 e 1912-1916. Reelegeu-se presidente mas, antes da posse, faleceu no Rio de Janeiro, em 18 de janeiro de 1919.

13 jun 1831: James C. Maxwell
Físico escocês, nascido em Edimburgo. Suas contribuições à Física têm sido comparadas com as de Newton e Einstein. Seus trabalhos mais importantes foram em Eletromagnetismo, Termodinâmica e Mecânica Estatística. O fato de suas equações do Eletromagnetismo permanecerem invariantes por transformações de Lorentz foi a principal inspiração para o desenvolvimento da teoria da relatividade, de Einstein. Faleceu de câncer antes dos 50 anos, em Cambridge, em 5 de novembro de 1879.

13 jun 1888: Fernando Pessoa
Lisboense, Fernando Antonio Nogueira Pessoa é a maior figura da literatura portuguesa moderna. Escreveu obras literárias também em inglês. Pretendendo representar diferentes personalidades que sentia existir em si mesmo, escreveu, também, sob vários heterônimos, os mais famosos sendo Álvaro de Campos, Alberto Caeiro e Ricardo Reis. Uma coletânea de seus poemas está disponível na biblioteca deste site. Faleceu em Lisboa, em 30 de novembro de 1935.

13 jun 1911: Luiz Álvarez
Físico experimental norte-americano, nascido em San Francisco. Um de seus trabalhos mais conhecidos foi a datação das pirâmides do Egito usando propriedades de decaimento do 14C. Foi agraciado com o Prêmio Nobel de Física em 1968. Faleceu em Berkeley, em 1 de setembro de 1988.

17 jun 1832: William Crookes
Físico e químico inglês, nascido em Londres. Descobriu o elemento químico tálio (número atômico 81), identificou a primeira amostra conhecida de hélio, inventou o radiômetro, descobriu e pesquisou os raios catódicos (feixes de elétrons usados nos dispositivos de vídeo padrão CRT, invenção dele). Também criou um dos primeiros aparelhos usados no estudo da radioatividade nuclear. O seu livro Fatos espíritas está disponível na seção "Biblioteca" deste site. Faleceu em Londres, em 4 de abril de 1919.

19 jun 1623: Blaise Pascal
Matemático, físico e filósofo francês, nascido em Clermont-Ferrand, Puy-de-Dôme. Foi o primeiro a usar os triângulos, que ficaram conhecidos como triângulos de Pascal, no estudo da teoria das probabilidades. Seus estudos da ciclóide muito contribuíram para o desenvolvimento do cálculo infinitesimal. Suas experiências (realizadas pelo seu cunhado) confirmaram que o ar tem peso. Seus estudos sobre Hidrodinâmica e Hidrostática conduziram ao descobrimento da lei de Pascal, lei básica da Hidráulica. Seu pensamento filosófico-religioso enfatiza a importância das razões do coração sobre as da própria razão. Faleceu em Paris, em 19 de agosto de 1662.

21 jun 1839: Machado de Assis
Contista, crítico, cronista, dramaturgo, ensaísta, jornalista, novelista, poeta e romancista, nascido no Rio de Janeiro. Considerado o fundador da Academia Brasileira de Letras, foi seu primeiro presidente, cargo que ocupou até sua morte. Oferecemos, para seu deleite, o livro A mão e a luva, disponível na seção "Biblioteca. Faleceu no Rio de Janeiro, em 29 de setembro de 1908.

29 jun 1810: Ernst Eduard Kummer
Matemático, nascido em Sorau, Brandeburgo, hoje Polônia. Introduziu os números ideais, que são um subgrupo especial de um anel, levando à extensão do teorema fundamental da Aritmética ao campo dos números complexos. Faleceu em Berlim, em 14 de maio de 1893.

Almanaque - Edição 43 - Julho de 2011

Para pensar: inteligência e raciocínio

Os textos apresentados nesta seção foram retirados de obras do Racionalismo Cristão.

A inteligência, como atributo mestre do espírito, orienta os demais, apurando-os e contribuindo para torná-los melhores e mais eficientes. Da inteligência dependem, pois, os outros atributos espirituais que se criam, expandem, crescem, ampliam e aprimoram, de acordo com a evolução do espírito.

A inteligência está na retaguarda do raciocínio, provendo-o dos meios necessários ao seu desdobramento. Ela dá alcance ao horizonte do espírito, é o instrumento capaz de clarear a mente do ser humano, proporcionando-lhe maior discernimento sobre a vida espiritual. Grande aliada da perfeição, a inteligência faz com que a pessoa reconheça as suas falhas e procure evitá-las.

O raciocínio constitui valioso atributo espiritual de que dispõe o ser humano para analisar os fatos da vida e tirar dos acontecimentos as lições que lhe puderem ser úteis.

O raciocínio é como que uma luz projetada sobre os problemas difíceis da existência, para torná-los claros e compreensíveis.

Além de nortear o espírito no curso da sua evolução, ele representa, ainda, um poderoso instrumento de defesa contra o convencionalismo mundano, contra o fanatismo, contra as mistificações de qualquer natureza, que produzem subordinações indicativas de formas agudas ou amenas de avassalamento.

Humor

Notícias boas, ruins e péssimas

Dois amigos apaixonados por futebol combinaram que quando um deles morresse voltaria à Terra para falar se tinha futebol lá no outro lado.
Uma semana depois um deles morreu. Cumprindo o combinado ele voltou e disse:
– Eu tenho uma notícia boa e uma má notícia. Qual quer primeiro?
– A boa, disse o outro animado
– Lá no outro lado tem futebol sim.
– E qual é a notícia ruim?
– Você foi convocado para jogar nesse domingo.



O médico liga para casa de Pedro, seu melhor paciente, e vai logo dizendo:
– Pedro, eu tenho uma notícia ruim e outra péssima!
O homem aflito responde:
– Bem, então diga a ruim e depois a péssima!
– Está bem. A ruim é que você só tem mais 24 horas de vida!
– E qual a notícia péssima?
– O exame saiu ontem e eu não conseguia falar com você!

Passatempo

Como distribuir os ovos?

O galo e a galinha estão tentando descobrir
quantos ovos podem colocar na grade de tal maneira
que não haja mais do que dois ovos em cada fileira
horizontal, vertical e nas diagonais.
Dois ovos já foram colocados, de modo que naquela diagonal
não está permitido colocar mais nenhum.
Resposta na próxima edição.

Resposta da edição anterior:
A camisa foi comprada por R$ 12,50 e vendida por R$ 13,75.

Melhore seu vocabulário em inglês

O texto a seguir foi composto com base nas 500 palavras mais usadas em inglês. Aproveite para rever seu vocabulário. Coloque o mouse sobre as palavras em vermelho para ver a tradução.

The story with no end

LISTER put down his book. " I've finished that story," he said.
"Every story has an end," said Fuller. "When something happens, something else always happens after it. But a writer always comes to the end. There's always a place which makes a good end."
"That's nearly always true," said Lister, "but not always. I know a story which never ends. It's always beginning."
"It can't begin for ever," said Fuller.
"Yes, it can. This is the story:
"Three men were sitting by a fire on the side of a hill. One of them began to tell a story, and this is the story which he told:
"Three men were sitting by a fire on the side of a hill. One of them began to tell a story, and this is the story which he told:
"Three men were sitting . . ."
"Yes, I understand," said Fuller. "But if you tell that story for a month, you're not at the beginning then."
"Yes, I am. No one ever knows anything about the three men. And one of them always began to tell a story. So I'm always at the beginning."

Para mais histórias, clique AQUI.

As 1001 noites - O cádi-mula e o cobrador de impostos

Contam, ó afortunado rei, que vivia antigamente numa das cidades do Egito um cobrador de impostos cuja profissão obrigava-o a ficar muito tempo fora de casa. Sua esposa não hesitou em aproveitar as freqüentes ausências e arrumou um amante lindo como a lua.

Certo dia, o marido da moça arreou sua mula para ir cobrar impostos. E pediu à mulher para preparar-lhe provisões para a viagem. Impaciente para vê-lo partir, a mulher pôs-se imediatamente ao trabalho, mas constatou que faltava pão. O marido ofereceu-se para ir buscá-lo na padaria. Enquanto o marido estava comprando pão, surgiu o amante, pensando que já tinha o campo livre. Chegou, gritando que precisava na hora de trezentos dinares.
– Meu amor, não disponho dessa importância nem sei onde consegui-la assim de imediato.
– Mas eis a mula, minha amada, insistiu o jovem. Dá-me a mula. Poderei vendê-la por trezentos dinares.
– Enlouqueceste? Quando meu marido voltar e não encontrar a mula, que fará senão bater em mim?

Mas o amante soube usar argumentos que levaram a moça a aceitar o risco de apanhar. Entregou a mula, tendo, contudo, o cuidado de ficar com os arreios.
Ao voltar com o pão, o marido foi ao estábulo para carregar a mula e só encontrou o elmo pendurado num prego e a sela jogada por cima do feno. Gritou para a mulher: "Onde está a mula?" Ela respondeu: "Acaba de sair. Parou na soleira e me disse que iria administrar a justiça no tribunal."
– Ousas brincar comigo, berrou o marido, levantando a mão. Não sabes que posso esmagar-te com um só golpe?

– O nome de Alá esteja sobre nós dois, retrucou a mulher sem se perturbar. Por que brincaria contigo? Por que iria enganar-te? Mesmo que tentasse fazê-lo, como conseguiria, sendo tu tão perspicaz e astuto e bem mais inteligente que eu? Mas devo confessar-te um segredo que não te revelei antes por medo de atrair alguma desgraça sobre nós: a mula é enfeitiçada e, às vezes, transforma-se num cádi.

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Efemérides

1 jul 1646: Gottfried Wilhelm von Leibniz
Matemático, geólogo, jurista, historiador e filósofo alemão, descobridor do Cálculo Infinitesimal (simultânea e independentemente de Newton), nascido em Leipzig. Seu conceito do universo concebido como uma harmonia preestabelecida, sua análise do demônio, sua epistemologia, lógica e filosofia da natureza colocam-no entre os filósofos de maior estatura. Sua obra ajudou a moldar a mente dos iluministas. Faleceu em Hanover, em 14 de novembro de 1716.

2 jul 1914: Mário Schenberg
Engenheiro elétrico, físico, escritor e crítico de artes plásticas, nascido em Recife, PE. Conhecido internacionalmente principalmente por seus trabalhos em Astrofísica, em especial na formação das estrelas supernovas. Faleceu em São Paulo, em 10 de novembro de 1990.

07 jul 1848: Francisco de Paula Rodrigues Alves
Nascido em Guaratinguetá, SP, foi Presidente da República de 1902 a 1906. É considerado o presidente civil mais notável. Reconstruiu e embelezou o Rio de Janeiro. Reformou a Saúde Pública e foi durante o seu governo que a febre amarela foi erradicada do país. Seu competente Ministro do Exterior, Barão do Rio Branco (José Maria da Silva Paranhos), se notabilizou por sua eficiente diplomacia em questões de fronteiras com a Bolívia, Uruguai e Guianas Inglesa e Holandesa. Foi governador de São Paulo nos anos 1900-1902 e 1912-1916. Reelegeu-se presidente mas, antes da posse, faleceu no Rio de Janeiro, em 18 de janeiro de 1919.

11 jul 1836: Antonio Carlos Gomes
Compositor brasileiro, nascido em Campinas, SP. Recebeu apoio pessoal do imperador D. Pedro II para estudar música no Rio de Janeiro e, mais tarde, em Milão, onde recebeu o título de Maestro Compositor após apenas três anos de estudos. Suas obras mais importantes são: A Noite do Castelo, Salvador Rosa, Maria Tudor, O Guarani, Lo Schiavo e Condor. Faleceu em Belém, PA, em 16 de setembro de 1896.

11 jul 1924: Cesar Lattes
Físico nascido em Curitiba, PR. Com a idade de 23 anos, ele foi um dos fundadores do Centro Brasileiro de Pesquisas Física (CBPF), no Rio de Janeiro. Sua principal linha de pesquisa foram os raios cósmicos. Em suas experiências, descobriu o méson pi, ou píon, quando ainda tinha 24 anos. Com seu grupo, determinou a massa das denominadas bolas de fogo, um fenômeno espontâneo que ocorre durante colisões de altas-energias. Faleceu em Campinas, SP, em 8 de março de 2005.

16 jul 1925: Paulo Leal Ferreira
Físico nascido no Rio de Janeiro, RJ, co-fundador do Instituto de Física Teórica, da Sociedade Brasileira de Física e da Academia de Ciências do Estado de São Paulo. Suas pesquisas em Física foram direcionadas para tópicos fundamentais, com ênfase em Teoria Geral de Partículas e Campos (Equação de Dirac, potenciais confinantes, quark model, álgebras deformadas). Faleceu em São Paulo, SP, em 30 de dezembro de 2005.

18 jul 1853: Hendrik Antoon Lorentz
Físico holandês, nascido em Arnhem, conhecido pelos seus notáveis trabalhos nos campos da eletrodinâmica e mecânica clássicas. Abiscoitou o prêmio Nobel de Física em 1902, por sua teoria da radiação eletromagnética a qual, confirmada pelos trabalhos de Zeeman, deu origem à Teoria da Relatividade Especial de Einstein. Faleceu em Haarlen, em 4 de fevereiro de 1928.

28 jul 1904: Pavel Alekseyevich Cherenkov
Físico russo, nascido em Voronezh. Foi o primeiro a detectar a chamada radiação cerenkov, que é uma emanação eletromagnética emitida por uma partícula altamente energética ao passar por um meio transparente com velocidade maior do que a da luz naquele meio. Por esse trabalho, compartiu com Igor Y. Tamm e Ilya M. Frank o prêmio Nobel de Física de 1958. Faleceu em Moscou, em 6 de janeiro de 1990.

Almanaque - Edição 44 - Agosto de 2011

Para pensar: Ambição

Os textos apresentados nesta seção foram retirados de obras do Racionalismo Cristão.

Desejos insuperáveis são aspirações inatingíveis. Há indivíduos de desmedida ambição que nunca se contentam com o que possuem. Sempre queixosos, acham que merecem mais, vivendo em permanente estado de insatisfação.

É perfeitamente racional, e até elogiável, que cada um procure melhorar as condições de vida e não poupe esforços para alcançar essa melhoria. Isso não se consegue, porém, com desânimo e lamúrias, que só servem para agravar as situações difíceis e debilitar as energias espirituais.

A ambição sem limites, associada à revolta íntima, produz mau humor, do qual se aproveitam espíritos do astral inferior para atuar sobre os revoltados, incutindo-lhes na mente os mais sombrios pensamentos, capazes de os levar à obsessão e, por via dela, a outros males.

A lei da atração não falha. Todos estão sujeitos ao seu império. O ser humano precisa compenetrar-se da transitoriedade das coisas que pertencem à Terra. A escravização aos valores materiais, tão facilmente perecíveis, além de atrasar a evolução espiritual, tem causado muitos e muitos sofrimentos.

A ambição comedida é natural; a desenfreada, uma forma de obsessão, em que o egoísmo e a egolatria influem decisivamente. Os ambiciosos e descomedidos não olham os meios para obter os fins: lesam, usurpam e açambarcam. Domina-os a ideia obsessiva do ganho rápido, mesmo através de manobras extorsivas. Para esses, não existem contemplações nem meios-termos. A determinação é avançar. Arquitetam golpes ousados, pouco lhes importando que firam os preceitos da moral e da honradez.

RACIONALISMO CRISTÃO, 44ª edição, Rio de Janeiro, 2010.

Humor

No restaurante:
– Azeitona tem pernas?
– Não!
– Então comi um besouro.



Novas versões de velhos adágios

Mais vale dois maribondos voando do que um na mão picando.

Na vida tudo é passageiro. Exceto o motorista e o cobrador.

Viva cada dia como se fosse o último. Um dia você acerta.

Ter a consciência limpa é ter a memória fraca.

Quem cedo madruga, fica com sono à tarde.

Evite acidentes, faça de propósito.

É nos pequenos frascos... que cabe menos perfume.

Nunca olhe para trás... sem antes virar o pescoço.

Há duas palavras que abrem muitas portas: Puxe e Empurre

Passatempo

Qual a idade da criança?

Visitando a fazenda de um agricultor, Carlos perguntou-lhe:
– Qual a idade de seu filho?
Lisonjeado pelo interesse em sua família, o agricultor respondeu:
– A idade dele é 5 vezes a de minha filha e a idade de minha esposa é 5 vezes a de meu filho. Eu tenho o dobro da idade de minha mulher enquanto que a vovó, cuja idade é a soma da de todos nós, tem 81 anos.
Qual a idade do filho do agricultor e de todos os demais?

Resposta na próxima edição.

Resposta da edição anterior:

Melhore seu vocabulário em inglês

O texto a seguir foi composto com base nas 500 palavras mais usadas em inglês. Aproveite para rever seu vocabulário. Coloque o mouse sobre as palavras em vermelho para ver a tradução.

Dead man's mark
(Parte 1 de 2)

WHEN this story begins, two men were going on a long journey through a forest in Africa. Night was beginning to fall. At last they came to a part of the forest without many trees.

"Let us stop here for the night," said one of the men. His name was Halliday. "We've come a long way today and I'm tired."
This was true. Halliday was tired. But he did not want to stop because of this. The other man, Moorhouse, looked ill. Halliday was a doctor and saw this. But Moorhouse did not ask to stop. He too wanted to get out of the forest.
"If Moorhouse gets a good night's sleep, he may be better in the morning," Halliday was thinking. "I'm a doctor but I have nothing to give him. Only sleep can help him now."
Moorhouse did not answer. He took his bag off his back and sat down on a fallen tree. He sat there his head in his hands. Halliday made a bed for house on the ground.

"Try to get some sleep," he said. " I'll make a fire."

It was hot in the forest even at night but they had to make a fire because of the animals. Some of these animals were not afraid of men but they were of fire. Halliday could hear the noise of these animals not far off in the forest.

He got as much wood as he could carry in his arms. Then he broke it into small pieces and made a fire. It did not burn well at first because the wood was wet.

Then he too sat down near Moorhouse, there, looking at the fire. He was thinking about the beginning of their journey ...

* * *

Five months before, three men se dirigiram a set Bassoko. Bassoko is a town in Africa near the sea. They went into the forest to find a man. This man was Halliday's father. Many years before, he went into the forest and did not come back. He was still a young man at the time. He went to many countries and wrote books about them. Then he came to Bassoko. He wanted to make this long journey through the forest to see the people of those parts and to write about them. But no one from Bassoko wanted to go with him. They were afraid to go into the forest. Halliday's father was afraid of nothing so he set out alone. He never came back.

His son was three years old at the time. He did not even remember his father. Later, when he was a young man, he became a doctor. But this work did not please him. He wanted to do one thing in life. He wanted to find his father.

"He may be still alive. Who knows?" Halliday often thought. "If he's dead, how did he die? I shall not be happy until I know the answer."

When his mother died, Halliday took all his money out of the bank and came to Bassoko. Two friends came with him. One of them was Moorhouse. He knew a lot about plants and wanted to see the plants in this African forest. The other was named Lovell. He knew all about animals. Lovell was now dead.

Halliday and his two friends made everything ready. They could not take a car with them because there were no good roads in those parts. So they bought five strong donkeys to carry all their things. They had to take a lot of food with them for the journey.

The first part of the journey was not hard. They went over some high hills. They had to go through rivers too but there was not much water in them at that time of the year. Then they came to the forest. It looked like a wall in front of them. The trees were so high that the three men often could not see the sun. Then there were the plants. Some of these were nearly as big as the trees. It was very hot in those parts and these plants grew quickly.

Most of the time they had to cut a way through the forest. It was hard work but the young men were strong. Then two of their donkeys died. Another donkey ran away and was eaten by animals. After that they had to carry many of their things on their own backs.

Every night when they stopped, they made marks on the trees on all sides. They made one mark on the trees on the first night. On the next night they made two marks and on the night after that they made three marks. Lovell told them to do this.

"This will help us to know the way when we come back," he said.

But at this time they did not think much about that.

They often met people in the forest. These men were poor and lived in small houses made of dirt. But they were friendly. They always helped the three men. Lovell could speak to them. He asked them about Halliday's father. But no one remembered him.

Then, after about a month, they came to a small town on the banks of a river. It was the end of the first part of their journey. The people there remembered Halliday's father. They took the three men to the headman of the town.

(Continua na próxima edição.)

As 1001 noites - As aventuras do rei bastardo

Conta-se - mas só Alá sabe tudo - que havia certa vez três amigos, todos genealogistas de profissão, que viviam numa antiga cidade da Arábia. Dotados de sutileza, eram capazes de subtrair a carteira de um avarento sem que ele o percebesse. Reuniam-se todos os dias para planejar as trapaças que aplicariam, visando a divertir-se mais do que a lucrar. Pois seus embustes eram mais espirituosos que maldosos. Colocavam o que ganhavam numa bolsa comum e gastavam a metade em mantimentos e a outra metade na compra de haxixe, com que se embriagavam todas as noites. Sua embriaguez também nada tinha de vulgar. O haxixe aumentava, ao contrário, sua agudez mental e inspirava-lhes expedientes que faziam as delícias de quem as testemunhasse.

Certo dia, dirigiram-se cedo ao jardim que rodeava o palácio do rei, e lá fingiram uma briga entre si com insultos e palavrões lançados em voz alta. O sultão, que passeava no jardim, foi incomodado pelos gritos e mandou prender os três brigões e levá-los à sua presença.

Interrogados, responderam:

– Nós exercemos três profissões diferentes e estávamos disputando sobre qual delas é a melhor. Perdemos a cabeça na discussão. Daí as invectivas e as grosserias. Esquecemos da presença do sultão nosso senhor. Merecemos ser castigados.
Perguntou o sultão:
– Que profissões são essas?
O primeiro beijou a terra entre as mãos do sultão e respondeu:
– Sou genealogista de pedras finas e conheço todos os segredos das genealogias lapidares.
– Por Alá, disse o sultão, tens mais o aspecto de um patife que de um sábio. Mas talvez as duas coisas não sejam incompatíveis. Em todo caso, explica-me em que consiste a genealogia lapidar.
– É a ciência da origem e da espécie de todas as pedras preciosas e a arte de distinguir, num simples olhar, as pedras genuínas das falsas.
– Porei à prova teu saber, disse o soberano. E, dirigindo-se ao segundo genealogista, perguntou:
– E tu? – Sou genealogista de cavalos. Posso ao primeiro relance saber em que tribo nasceu tal cavalo, e em que terra foi criado, e quais foram suas doenças passadas e que doenças lhe ameaçam o futuro. E sei curar qualquer doença de cavalo, por mais incurável que a tenham declarado.
– Tu também me pareces mais um patife que um cientista. Porei à prova teu saber. E tu? perguntou ao terceiro amigo.
– Ó rei do tempo, minha profissão é mais importante e mais difícil que as deles. Sou um genealogista de seres humanos. Olhando para um homem e ouvindo-lhe a vibração da voz, sei se ele é bastardo ou não, e quais foram seus pais e antepassados. Olhando para uma mulher, mesmo velada, adivinho-lhe a raça, a origem, a profissão e também a conduta dos pais. Todos reconhecem que sou um genealogista infalível.
– Eis uma coleção surpreendente de talentos, exclamou o rei. Vou guardar-vos aqui e comprovar vossas habilidades. Se forem autênticas, sereis recompensados. Se forem meras alegações, sabereis como morrem os falsificadores.

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Efemérides

03/04 ago 1805: William Rowan Hamilton
Físico e matemático irlandês, nascido à meia-noite em Dublin. No final de sua vida adotou a data de 4 de agosto para seu aniversário. Recebeu o título de Sir em 1835, ano em que foi publicado seu trabalho On a General Method in Dynamics. Nesse mesmo ano, descobriu os quaternions, um marco no desenvolvimento da Álgebra. Sua obra The Elements of Quaternions foi publicada um ano após seu falecimento. Faleceu em Dublin, em 2 de setembro de 1865.

05 ago 1802: Niels Henrik Abel
Matemático norueguês, nascido em Nedstrand. Contribuiu para o desenvolvimento de vários ramos da matemática moderna. Foi ele quem provou ser impossível resolver algebricamente a equação geral de quinto grau. Os grupos comutativos também são chamados abelianos em sua homenagem. Faleceu em Froland, em 6 de abril de 1829.

05 ago 1827: Manuel Deodoro da Fonseca
Alagoano, liderou o golpe de estado que derrubou o imperador D. Pedro II. Foi o primeiro presidente do Brasil. Faleceu no Rio de Janeiro, em 23 de agosto de 1892.

08 ago 1901: Ernest Orlando Lawrence
Físico norte-americano nascido em Canton, South Dakota, EUA. Abiscoitou o prêmio Nobel de Física de 1939 pela sua invenção do ciclotron, o primeiro acelerador de partículas a atingir altas energias. Faleceu em Palo Alto, EUA, em 27 de agosto de 1958.

08 ago 1902: Paul Adrien Maurice Dirac
Físico inglês nascido em Bristol. Desenvolveu uma teoria que prediz o spin do elétron e a existência do pósitron. Foi co-inventor da estatística de Fermi-Dirac. Juntamente com Erwin Schroedinger, ganhou o prêmio Nobel de Física em 1933. Faleceu em Tallahassee, EUA, em 20 de outubro de 1984.

10 ago 1823: Antonio Gonçalves Dias
Poeta brasileiro nascido em Barra Mansa, RJ. Entre suas obras destacam-se I-Juca-Pirama e Canção do exílio. Ambas estão disponíveis na Biblioteca deste site. Faleceu a bordo de um navio, que naufragou nas costas do Maranhão, em 10 de setembro de 1864. O poeta foi a única vítima, aos 41 anos de idade, porque não teve forças para sair do camarote.

10 ago 1912: Jorge Amado
Escritor brasileiro nascido em Itabuna, BA. Entre suas obras, destacam-se Terras do sem fim e Gabriela, cravo e canela. Esta última está disponível na Biblioteca deste site. É o escritor brasileiro mais popular do século passado e sua obra tem alcance internacional, estando traduzida para quase todos os idiomas. Faleceu em Salvador, BA, em 06 de agosto de 2001.

12 ago 1887: Erwin Schroedinger
Físico austríaco nascido em Viena. Contribuiu para o desenvolvimento da Mecânica Quântica descobrindo sua equação básica. Repartiu com Dirac o prêmio Nobel de Física de 1933. Faleceu em Viena, em 4 de janeiro de 1961.

20 ago 1601 (dia do batismo): Pierre de Fermat
Matemático francês nascido em Beaumont-de-Lomagne. Não se conhece o dia exato do seu nascimento. Jurista e dedicou-se muito à Matemática. Durante um século não teve quem sequer o igualasse na teoria moderna dos números. Descobriu a Geometria Analítica independentemente de Descartes. Descobriu, também, o "Princípio de Fermat de tempo mínimo", os "Números de Fermat" e vários teoremas. Faleceu em Castres, em 12 de janeiro de 1665.

21 ago 1789: Augustin-Louis Cauchy
Matemático francês nascido em Paris. Foi um dos matemáticos modernos mais brilhantes. Suas maiores contribuições encontram-se incorporadas principalmente em três trabalhos: Cours d'analyse de l'École Royale Polytechnique (1821); Résumé des leçons sur le calcul infinitésimal (1823); Leçons sur les applications du calcul infinitésimal à la géométrie (1826-28). Faleceu em Sceaux, em 23 de maio de 1857.

26 ago 1743: Antoine-Laurent de Lavoisier
Químico francês nascido em Paris. É sua a famosa frase: "Na natureza nada se cria, nada se perde, tudo se transforma". Formou-se em Direito, mas sua vocação sempre foi voltada às ciências. Criador da Química Moderna. Identificou o oxigênio e mostrou que a água é formada por dois átomos de hidrogênio e um de oxigênio: H2O. Faleceu em Paris, em 8 de maio de 1794.

30 ago 1871: Ernest Rutherford
Físico da Nova Zelândia nascido em Spring Grove. Sua liderança inspirou duas gerações de físicos. Sua influência sobre o pensamento científico pode ser comparada às de Faraday e Newton. Recebeu o prêmio Nobel de Química em 1908. Faleceu em Cambridge, em 19 de outubro de 1937.

31 ago 1821: Herman L. F. von Helmholtz
Cientista alemão nascido em Potsdam. Dedicou-se, com brilhantismo, à Fisiologia, Óptica, Eletrodinâmica, Matemática e Meteorologia. Sua preocupação com a percepção sensorial está manifesta em seus dois trabalhos maiores: On the Sensations of Tone as a Physiological Basis for the Theory of Music (traduzido ao inglês em 1875); e, Handbook of Physiological Optics (1867). No Sensations, há uma curiosa nota de rodapé onde Helmholtz associa cores a cada uma das notas musicais. Faleceu em Berlim, em 8 de setembro de 1894.

Almanaque - Edição 45 - Setembro de 2011

Para pensar: Harmonia universal

Os textos apresentados nesta seção foram retirados de obras do Racionalismo Cristão.

Na grandiosa obra da Inteligência Universal tudo se encadeia num sentido harmonioso. Nas sábias leis que conduzem à perfeição e produzem desde o insignificante grão de areia, o pequenino inseto, o microscópico átomo, aos grandes astros dispersos no infinito, constituindo o Universo, tudo toma o estado preciso ao meio e às correntes fluídicas, para o estabelecimento de uma vida em harmonia com as irrevogáveis leis da natureza.

As leis naturais que regem o Universo, de elevadíssima sabedoria, que surpreendem o ser humano, encerram todos os conhecimentos, decorrem de uma seqüência lógica no processo da evolução, confirmam todas as ciências materiais e explicam todos os fenômenos.

No estudo desses princípios, é mister compreender que novas causas, novos efeitos cercam incessantemente o estudioso, envolvendo-o e ligando-o pelo pensamento a todos os seres inteligentes, corpóreos e incorpóreos, transmitindo-lhe por intuição impressões do mundo espiritual, permitindo-lhe sentir melhor as vibrações do bem e do mal.

PRÁTICA DO RACIONALISMO CRISTÃO, 13ª edição, p. 87, Rio de Janeiro, 2009.

Humor

   Já no leito da morte, o marido chama sua mulher e diz:
– Querida, sinto que já estou de partida. Mas não quero que você fique sozinha. Após minha ida, gostaria que você se casasse com o Geraldo. Ele é uma ótima pessoa, trabalhador e vive sob elevados princípios morais.
Ela respondeu:
– Querido, estou de olho no Miguel há já algum tempo.



Muito abatido, enfermo recebe visita do médico.
– Olá! Tenho duas notícias, uma boa e uma ruim. Qual você quer ouvir primeiro?
– A boa.
– Você vai para o céu!

Passatempo

Enxame de abelhas

Se um quinto das abelhas de um enxame voava ao redor de um pessegueiro, um terço voava em uma larajeira, três vezes a diferença desses números voava em um pé de lechia e uma voava sozinha de uma flor para outra, qual era o número de abelhas no enxame?

Resposta na próxima edição.

Resposta da edição anterior:
A filha tem 1 ano; o filho, 5; o agricultor, 50 e sua mulher, 25.

Melhore seu vocabulário em inglês

O texto a seguir foi composto com base nas 500 palavras mais usadas em inglês. Aproveite para rever seu vocabulário. Coloque o mouse sobre as palavras em vermelho para ver a tradução.

Dead man's mark
(Parte 2 de 2)

When Halliday's father came to the town (the headman told them) he was tired and ill. The people took care of him for a long time but at last he died. When he died, they put him on a big fire because they always burnt their dead. But they kept his papers. The headman still had these in a box. He gave them to Halliday.

So Halliday's father was dead. Halliday was sorry to hear this but now he knew the answer to his question. He was ready to go back to England and be a doctor all his life.

The three men stayed with the people of the forest for some time. Moorhouse made a lot of notes about the plants and flowers that he found there. Lovell went into the forest to see the animals. There were many kinds of animals there and he wanted to write a book about them. But one day he went into the forest and did not come back. They looked everywhere for him but they never found him.

After that, Halliday and Moorhouse got ready for the journey back to Bassoko. Before they started they thanked the people and gave them many things.

Their troubles soon started. It began to rain hard and after a time they lost their way. They could not find the marks on the trees that Lovell told them to make. But they did not stop. They did not want to die in the forest. They still had some food but not very much. And they were not as strong as before. Moorhouse was sometimes ill.

All the time the two men were thinking: " Shall we ever get out of this forest alive?"

Halliday often thought: "What shall I do if Moorhouse has to stop? Shall I leave him here? Or shall I stay with him?"

He did not know. He worked hard and often he cut a way for the two of them through the forest. Moorhouse could not work hard any more. Halliday was always afraid. He was afraid now as they sat by the fire that night.

"I must stop thinking about these things," he said to himself. He took out the notebook that he always carried with him and began to write in it. He wrote about the day's journey. When he finished he turned to Moorhouse and said:

"Tomorrow is New Year's Day. Did you know?"

Moorhouse laughed sadly.

"So today is the last day of the year, is it?" he said. "It may be the last day of my life, too. Who knows?"

" Don't talk like that," said Halliday. "Tomorrow the New Year begins. New life comes with the New Year."

But he did not believe this himself. Not far off he heard the noise of the animals again. He put some more wood on the fire and tried to go to sleep.

* * *

The next morning Moorhouse was very ill. He could not even stand up.

"This is the end for me," said Moorhouse. " Leave me here. You can't carry me."

This was true. Moorhouse was a big man. But Halliday did not want to leave his friend alone in the forest. He thought about this for a long time. But at last he said

"You're right. If I stay here with you, no one will save us. I must try to get out of the forest. There I'll be able to get some help."

He got a lot of wood for Moorhouse. He did not want the fire to go out. He left him most of the food. He left him the gun too. After that he set out alone through the forest.

The work of cutting a way through the forest made Halliday very tired. He wanted to sleep but still he did not stop. Then he came to a part of the forest without many trees. He looked about him. At first he could not believe his eyes. There, on one of the trees, was a mark. There were marks on the other trees on all sides. And there was only one mark on each tree. So he was only one day's journey from the end of the forest! After that Halliday did not stop again.

Halliday soon got out of the forest. As soon as he met some men, he told them about Moorhouse. He gave them a lot of money and they were ready to come with him into the forest. When they found Moorhouse, he was still alive. The men helped to carry him out of the forest. In this way Moorhouse was saved.

When at last Halliday came back to England, he took his father's papers and wrote a book. Everyone wanted to read it because they still remembered the name of the man who went into the forest alone and did not come back. Halliday himself never went into a forest again. He was happy to stay in England and be a doctor. But he often thought about his journey through the African forest and the marks that his dead friend Lovell made on the trees - the marks that saved the lives of two men.

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As 1001 noites - Destino ou merecimento?

Minha história é simples. Fui um cordoeiro por toda a minha vida, especializado em cânhamo, como meu pai e meu avô tinham sido antes de mim. Minha renda mal dava para sustentar a mulher e os filhos. Mas como não tinha capacidade para exercer outra profissão, estava satisfeito e não me queixava a Deus nem atribuía minha pobreza senão a minha ignorância e estupidez.

Conheci dois homens ricos, Saad e Saadi, que vinham habitualmente descansar e conversar perto de minha loja e assim tornaram-se meus amigos. Um dia, ouvi-os discutir um assunto que me interessou: Será a riqueza adquirida por certos homens o resultado de sua capacidade e aplicação ou um presente do destino?
– Ó Saadi, disse finalmente Saad, vejo que nenhum de nós irá convencer o outro sem provas. Proponho, portanto, que localizemos um homem pobre e honesto e coloquemos um pequeno capital em suas mãos. O estado de sua fortuna nos meses seguintes provará quem de nós dois está certo: tu que deixas tudo por conta do destino, ou eu que acredito que cada homem é o arquiteto de sua vida.

Escolheram-me para sua experiência e deram-me duzentos dinares de ouro, perguntando: "Achas que com este capital poderás desenvolver teu negócio e tornar-te rico?" Respondi: "Serei mais rico que todos os cordoeiros de Bagdá juntos."
Ao ver os dinares de ouro na mão, senti-me num êxtase e procurei escondê-los em algum lugar seguro. Após muito deliberar comigo mesmo, tirei dez dinares para minhas despesas e coloquei o restante nas dobras da barra com que costumo envolver meu turbante. Depois, comprei um lombo de carneiro e dirigi-me para casa. Mas enquanto caminhava, a cabeça agitada por sonhos de riqueza, um falcão faminto desceu do céu e, antes que me desse conta do que estava acontecendo, arrebatou meu lombo de carneiro no bico e meu turbante nas garras e voou.

Após gastar os dez dinares, recaí na miséria anterior. Dez meses depois, os dois amigos vieram visitar-me para verificar quem deles tinha acertado. Recebi-os com olhos baixos, e disse-lhes: "O destino continuou a antagonizar-me, e estou em piores condições do que antes."

E contei-lhes o que havia acontecido. Saadi sorriu maliciosamente pela decepção do amigo. Mas Saad disse-me: "Não duvido de tuas palavras, embora possa suspeitar que gastaste os duzentos dinares na devassidão. Seja como for, não quero deixar meu amigo Saadi triunfar tão facilmente. Eis outros duzentos dinares de ouro. Tenta novamente a sorte, e não vás escondê-los no teu turbante." E foram embora.

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Efemérides

17 set 1826: Georg Friedrich Bernhard Riemann
Matemático alemão nascido em Hannover. Foi um dos matemáticos mais criativos do século 19. Suas ideias relativas à geometria do espaço tiveram profunda influência no desenvolvimento da física teórica moderna e proporcionou os fundamentos para os conceitos e métodos usados posteriormente na teoria da relatividade. Faleceu em Selasca, Itália, em 20 de julho de 1866.

20 set 1900: Humberto de Alencar Castelo Branco
Nascido em Fortaleza. Foi presidente (militar) do Brasil de 15 de abril de 1964 a 15 de março de 1967. Faleceu em Fortaleza, em 18 de julho de 1967.

22 set 1791: Michael Faraday
Físico e químico inglês, nascido em Newington, foi um dos maiores cientistas experimentais de todos os tempos. Descobriu o princípio do motor elétrico e construiu um; descobriu o fenômeno da indução eletro-magnética. Foi o primeiro a liquifazer o cloro. Fabricou o primeiro dínamo, estabeleceu as leis da eletrólise, descobriu que um campo magnético gira o plano de polarização da luz, etc. Faleceu em Hampton Court, Inglaterra, em 25 de agosto de 1867.

29 set 1901: Enrico Fermi
Físico italiano nascido em Roma. Foi um dos cientistas que inauguraram a chamada era nuclear. Ganhou o prêmio Nobel de Física de 1938 pelo seu descobrimento das reações nucleares induzidas por nêutrons. Conseguiu realizar a primeira fissão nuclear controlada em Chicago e trabalhou no projeto da bomba atômica em Los Alamos. Desenvolveu a matemática estatística necessária para esclarecer vários fenômenos subatômicos (estatística de Fermi-Dirac). Faleceu em Chicago, em 28 de novembro de 1954.

30 set 1870: Jean Baptiste Perrin
Físico francês nascido em Lille. Estudou o movimento browniano e confirmou a natureza atômica da matéria. Por esse trabalho, ganhou o prêmio Nobel de Física de 1926. Foi capaz de estimar o tamanho dos átomos e moléculas assim como sua quantidade em um dado volume. Faleceu em New York, em 17 de abril de 1942.

Almanaque - Edição 46 - Outubro de 2011

Para pensar: Espiritualidade em grau superior

O texto apresentado foi retirado de obras do Racionalismo Cristão.

A evolução tem que ser conquistada pela própria criatura, pelo emprego constante da sua vontade.

O que por aí chamam de religião, para nós, racionalistas cristãos, é conduta. Não adianta as pessoas assistirem a missa com frequência, receberem espíritos diariamente ou irem aos cultos semanais, se não melhorarem moralmente a cada instante.

A humanidade angustiada, aflita, cansada de ser enganada por seitas, religiões e outras tantas crendices, anseia por uma filosofia que lhe satisfaça a razão e lhe traga equilíbrio e paz.

Desde a antiguidade, as religiões existentes, até hoje, não conseguiram acabar com a prostituição, com a mendicância, com as crianças abandonadas, com a violência, com a corrupção e nem impediram que o mundo se transformasse nessa balbúrdia desvairada, em busca da satisfação, a qualquer custo, de todas as formas de prazeres materiais, como a sensualidade, os tóxicos, o jogo, etc. Somente o Racionalismo Cristão ensina como extinguir essas misérias e a desordem reinante no íntimo das pessoas. Aqueles que estudarem os princípios contidos no livro Racionalismo Cristão [conseguirão controlar os seus pensamentos, conquistando uma vida equilibrada, uma felicidade relativa, pois quase todos os prazeres da vida material são como lindos ramalhetes coloridos e perfumados, entre cujas flores há sempre uma serpente escondida. O Racionalismo Cristão é a chave que abre as portas de ouro a nossa alma, para entrar a espiritualidade em grau superior.

Humor

– Doutor, quebrei meu braço em dois lugares.
– Então não volte mais lá.


– Doutor, quando vou dormir sempre acho que há um monstro embaixo de minha cama. O que devo fazer?
– Serre as pernas da cama.


– Você precisa usar óculos.
– Como sabe? Ainda não lhe disse qual é meu problema!
– Percebi logo que você entrou aqui pela janela.


Passatempo

Qual o sobrenome das meninas?

Oito crianças repartiram entre elas 32 maçãs da seguinte forma: Ana ficou com uma maçã; Maria com duas; Joana com três e Catarina com quatro. Nelson Silva ficou com o mesmo número de maçãs que sua irmã; Tomás Ramos ficou com o dobro de sua irmã; Benedito Gomes ficou com o triplo de sua irmã; e José Rodrigues ficou com o quádruplo de sua irmã. Qual o sobrenome das meninas?

Resposta na próxima edição.

Resposta da edição anterior:
Havia 15 abelhas no enxame.

Melhore seu vocabulário em inglês

O texto a seguir foi composto com base nas 500 palavras mais usadas em inglês. Aproveite para rever seu vocabulário. Coloque o mouse sobre as palavras em vermelho para ver a tradução.

Still with us (parte 1 de 2)

NEWTON
BRIGGS, his friend
An OLD MAN
MANLEY, the owner of the hotel

A room in a small country hotel. There is not much light. NEWTON and BRIGGS have come to stay at the hotel for the night. The OLD MAN is sitting on the other side of the room.

NEWTON (looking, at the book on the table in front of them): Have you finished with that book? May I read it now? I like to read in bed. I don't sleep very well in hotel bedrooms. BRIGGS: Yes, you can have it, if you like. But if yon read this book in bed, you may not go to sleep at all.

NEWTON: Oh? Why not?

BRIGGS: Read it and you'll understand. It's called “ The Dead Still With Us”. (He gives the book to NEWTON) “All true stories" the writer says. They're about these old buildings and the dead people who are still seen in them at night.

NEWTON: I know, I know. Don't tell me! They walk at night with their heads under their arms. Or without heads at all. I like reading that kind of book but it doesn't make me afraid at night. I don't believe in these things. They can't be true.

BRIGGS: You may be right. I don't believe in them myself. But a book like this makes you think. I was reading this book on the train. I looked at the people with me and thought: Are these people here alive or dead? How do I know?

NEWTON ( laughing): If a man's dead, he can't come back.

BRIGGS: But can we know this? We can't know the answer to this question until we are dead ourselves.

NEWTON: When something like this happens to me, I'll believe it. But not before.

BRIGGS: I read a story in the newspaper only last month. It was about a shopkeeper. I don't remember the name of the place now. But this shopkeeper died just after the war. He has been dead now for years but people still hear him in his shop. They hear noises and see a light in his shop at night.

NEWTON: But that must be the shopkeeper who lives there now.

BRIGGS : No, it can't be. No one lives there now. People have bought the shop but they've always sold it again quickly because they hear these noises. The old man who lived there always worked late at night. And now he still comes back.

NEWTON: Oh, I don't believe these stories. They write them to make people buy the newspaper.

OLD MAN (speaking for the first time): A lot of people have heard these noises. They have seen the light in the shop with their own eyes.

NEWTON (looking at the OLD MAN): But have you seen him?

The OLD MAN does not answer this question.

OLD MAN: Some of these stories may be true. I remember a story that my father once told me.

BRIGGS: Yes?

OLD MAN (looking at NEWTON): You may not believe it.

NEWTON: I shall not believe it. But I'm ready to hear your story.

BRIGGS: Yes, tell us.
(Continua)

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As 1001 noites - Farruz e sua esposa

Conta-se que certo rei estava sentado um dia no terraço de seu palácio quando viu, no terraço da casa oposta, uma mulher cuja beleza não tinha igual entre as mulheres. O rei perguntou: – A quem pertence essa casa?" Responderam-lhe:
– A teu servidor Farruz, e essa mulher é a sua esposa."
O rei desceu do terraço, embriagado por uma súbita paixão. Chamou Farruz e disse-lhe: – Pega esta carta e vai entregá-la em tal cidade e volta com a resposta.
Farruz pegou a carta e, de volta a casa, colocou-a sob o travesseiro. Pela manhã, despediu-se da mulher e dirigiu-se para a cidade, sem suspeitar das intenções do rei. Assim que o viu partir, o rei disfarçou-se e foi bater na porta da casa de Farruz. A mulher abriu-lhe.
– Vim visitar-te, disse o rei. Ela sorriu e respondeu:
– Refugio-me em Alá desta visita. Pois não vejo nela nada de bom.

Retrucou o rei:
– Sou o amo de teu marido. Parece que não me conheces.
Respondeu ela com determinação:– Com certeza conheço-te. És o soberano de meu marido e meu soberano também. Também entendi a tua manobra, e sei o que queres de mim. E para te provar que compreendo o que te traz, vou recitar para ti estes versos do poeta:

Não trilharei o caminho da fonte
se outros podem colar os lábios na rocha úmida.
Jogarei fora as melhores carnes,
se for dado às moscas partilhá-las comigo.


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Efemérides

07 out 1885: Niels Henrik David Bohr
Físico dinamarquês nascido em Copenhagen. Enquanto trabalhava com Rutherford, em Manchester, criou em 1913 o modelo do átomo de hidrogênio que leva o seu nome. De acordo com esse modelo, o átomo de hidrogênio era formado por um elétron girando, com energia quantizada, em torno de um próton central, numa órbita circular. Em 1922 recebeu o prêmio Nobel de Física em reconhecimento por suas contribuições à Física Atômica. Em 1927, Bohr propôs o princípio da complementaridade para explicar os paradoxos aparentes que surgiam no comportamento onda-partícula das partículas subatômicas. Em 1943 conseguiu fugir de Copenhagen indo à Inglaterra. Mais tarde foi aos Estados Unidos da América, onde colaborou no desenvolvimento da bomba atômica, mas esteve sempre profundamente preocupado com as implicações decorrentes desse desenvolvimento. Faleceu em Copenhagen, em 18 de novembro de 1962.

09 out 1893: Mario de Andrade
Escritor nascido em São Paulo. Desempenhou papel importante no Movimento Modernista de 1922. Talvez sua obra mais famosa seja Macunaíma (1928). Faleceu em São Paulo, em 25 de fevereiro de 1945.

19 out 1913: Vinicius de Moraes
Poeta, músico e dramaturgo nascido no Rio de Janeiro. Entre suas obras, destacam-se "Samba de Orly" e "Garota de Ipanema", em parceria com Antônio Carlos Jobim. Faleceu no Rio de Janeiro, em 9 de julho de 1980.

23 out 1908: Ilya Mikhaylovich Frank
Físico russo nascido em Leningrado, hoje S. Petersburgo. Juntamente com Pavel A. Cherenkov e Igor Y. Tamm, ganhou o prêmio Nobel de Física de 1958 pela explicação teórica do efeito Cerenkov. Faleceu em Moscou, em 22 de junho de 1990.

25 out 1811: Évariste Galois
Matemático francês nascido em Paris. Tornou-se famoso pelas suas importantes contribuições à teoria dos grupos. Em praticamente uma noite (véspera do estúpido duelo que ceifou sua curtíssima vida), botou no papel sua famosa teoria que resolveu muitos problemas que permaneceram insolúveis por muito tempo. Faleceu em Paris, em 31 de maio de 1832.

26 out 1869: Washington Luís Pereira de Sousa
Nascido em Macaé, RJ, foi presidente da República de 1927 a 1930, quando foi deposto por um golpe de estado militar liderado por Getúlio Vargas. Foi o último presidente de Velha República. Faleceu em São Paulo, em 4 de agosto de 1947, um ano após o seu retorno do exílio, que durou 16 anos.

27 out 1892: Graciliano Ramos
Escritor nascido em Quebrangulo, AL. Autor de vários romances entre os quais Caetés (1933), Vidas secas (1938) e Memórias do cárcere (1953). Estes dois últimos foram adaptados para o cinema. Faleceu no Rio de Janeiro, em 20 de março de 1953.

31 out 1815: Karl Theodor Wilhelm Weierstrass
Matemático alemão nascido em Ostenfelde, considerado um dos fundadores da teoria moderna das funções. Sua preocupação com o rigor matemático pode ser ilustrado pela sua construção de uma função contínua que não tem derivada em nenhum ponto. Muitos de seus estudantes tornaram-se matemáticos criativos,como Sofia Kovalevskaya. Faleceu em Berlim, em 19 de fevereiro de 1897.

Almanaque - Edição 47 - Novembro de 2011

Para pensar

O texto apresentado foi retirado de obras do Racionalismo Cristão.

O verdadeiro sábio pensa muito e fala pouco, justamente por sentir imperiosa necessidade de pensar. O mesmo acontece com cientistas, inventores, investigadores, enfim, com os estudiosos em geral. Somente pela meditação constante, habitual, o ser humano é capaz de aumentar seus conhecimentos e enriquecer sua vida interior.

Quando alguém se põe a meditar, concentrado em determinado assunto, estabelece os meios, as condições, o clima espiritual que facilitam, pelas vibrações harmônicas que emite, a ligação às Forças Superiores.

A Força Criadora está presente no Universo, atua em toda parte, penetra todos os corpos, sem deixar um único ponto vazio. O repositório da sabedoria mais alta não está na Terra, como muitos supõem, mas no Espaço, em sua concepção absoluta. Os avançados progressos da tecnologia moderna não existiriam, se muitas frações dessa sabedoria não tivessem sido transmitidas aos seres humanos pela via da intuição.

Nosso planeta, sem que a maioria dos seus habitantes se dê conta dessa grande verdade, continua a receber importantes subsídios dos planos superiores. E eles viriam, ainda em escala maior, se o contingente de seres em condições de receber essas intuições fosse mais elevado.

Entretanto, é indispensável que o ser humano se prepare para essa elevação, eliminando da alma todo sentimento inferior. A calma, a serenidade e a reflexão constituem hábitos altamente saudáveis para o corpo e o espírito.

Humor

Pedro ganhou de João um casal de passarinhos. Levou para casa e os ficou admirando. Em dado momento veio-lhe uma dúvida: qual era o macho? Telefonou para o João:
– Como posso saber qual é o macho e qual a fêmea?
– Muito fácil, Pedro. Pegue umas minhocas do quintal de sua casa e dê para eles. O passarinho macho come apenas minhoca macho e o passarinho fêmea come só minhoca fêmea.





Como saber se um pintinho recém-nascido é macho ou fêmea? Fácil: suspenda-o pelas perninhas. Se ficar nervoso é macho; se ficar nervosa é fêmea.

Passatempo

Venda das vacas

Um fazendeiro vendeu duas vacas por R$ 2.100,00. Com uma delas ele ganhou 10% e com a outra perdeu 10%. No total, porém, ele ganhou 5%. Qual foi o preço de custo original das vacas?

Resposta na próxima edição.

Resposta da edição anterior:
Os nomes são: Ana Gomes; Maria Rodrigues; Joana Silva; e, Catarina Ramos

Melhore seu vocabulário em inglês

O texto a seguir foi composto com base nas 500 palavras mais usadas em inglês. Aproveite para rever seu vocabulário. Coloque o mouse sobre as palavras em vermelho para ver a tradução.

Still with us (parte 2 de 2)


NEWTON
BRIGGS, his friend
An OLD MAN
MANLEY, the owner of the hotel

A room in a small country hotel. There is not much light. NEWTON and BRIGGS have come to stay at the hotel for the night. The OLD MAN is sitting on the other side of the room.

OLD MAN: A young man who lived in this town went to fight in the war. He was in love with a girl and he wanted to marry her before he went away. She loved him but she didn't want to get married until after the war. So he went off and, like many other men, he was killed. His father and mother got a letter one day, telling them the bad news. Then they had to tell the girl. When they got to her home, she was looking very happy. Before they could speak, she said: " Why hasn't he come with you? Is he coming later?" They couldn't understand her. Then she told them. The night before, the young man came to see her. They talked for a long time and then he went away again.

BRIGGS: But the young man was dead.

OLD MAN: Yes, he was dead. He was killed days before. But he came to the girl's house. She saw him and she talked to him. What do you say about that?

NEWTON: I don't believe a word of it! It's only a young girl's story. She was alone when she saw the young man. These stories are all the same. If two people see something …

OLD MAN: That may happen. ( He gets up) But I have to go now.

BRIGGS: Have something to drink before you go.

OLD MAN: No, thank you. I have a lot of work to do in my shop along the road. Good night.

BRIGGS: Good night.

The OLD MAN goes out. The two men sit without speaking. Then MANLEY, the owner of the hotel comes in. He puts on the light.

MANLEY:

Dinner will be ready
in an hour. Can I get anything for you?

BRIGGS: No, thank you. We were just talking.


NEWTON: About dead men who come back. There was an old man here just now who told us a good story.

MANLEY: An old man? Here? But no one has come into the hotel or gone out. I can always hear the noise of the door.

BRIGGS: But he left just before you came into the room.

MANLEY: No, no, I was just outside the door.

NEWTON: But we saw him, Mr. Manley.

MANLEY: What did he look like?

NEWTON: We did not see him very well. The light wasn't on.

BRIGGS: He has a shop, he said, Along the road.

MANLEY: But there isn't a shop near here. There was a shop but no one lives there now. Oh! An old man, did you say? (Mr. MANLEY’s face becomes very white. He sits down.) Oh no, he can't come here! He has never come here before.

NEWTON: What's the matter, Mr. Manley?

BRIGGS: Why can't he come here? Who is he?

MANLEY: I don't believe it. I've never believed those stories about him.

NEWTON: What stories?

MANLEY: He comes back to work in his shop at night, people say. No, no, it can't be true.

BRIGGS: Is he the shopkeeper who …?

MANLEY: Oh, you've heard about him, have you?

NEWTON: He had work to do. He told us that.

BRIGG and NEWTON look at each other.

MANLEY: You mustn't tell anyone about this. If people hear about it, they will not come to my hotel any more. You can stay here without paying for the room. But please don't tell anyone.

BRIGGS and NEWTON get up.

MANLEY: I'll give you a good dinner too. All for nothing.

BRIGGS: Er, thank you, Mr. Manley. I've just remembered. I have to go back to London tonight. At once.

NEWTON: Yes, it's very kind of you, Mr. Manley. I have to go too. We'll get something to eat on the train. Good night.

They go out, leaving MANLEY alone.


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As 1001 noites - A história esplêndida do Príncipe Diamante

Conta-se, nos livros dos sábios, poetas e outros homens superiores, que viveu outrora um rei magnífico que era acompanhado a cada passo pela felicidade e a boa fortuna. Sua justiça era mais rigorosa que a de Kisra Anuchiruan, e sua generosidade, mais liberal que a de Hatim Tay. Louvado seja Aquele que dotou a terra de alguns homens excepcionais, assim como colocou o sol no firmamento, deu beleza às mulheres e rosas à primavera. Esse rei era chamado Chams Xá e tinha um filho cujos encantos ultrapassavam o esplendor das estrelas quando brilham sobre o mar. Seu nome era Almás, Diamante. Um dia, Diamante disse ao pai:

– A minha alma está triste e cansada da cidade. Preciso ir caçar, senão sou capaz de rasgar as vestes e de cometer alguma loucura.

Como amava o filho, o pai deu as ordens necessárias, e os falcoeiros prepararam os falcões, os palafreneiros arrearam os cavalos, e o príncipe Diamante encabeçou assim uma brilhante comitiva a caminho dos lugares de caça.

Chegaram ao sopé de uma montanha tão alta que seu cume perfurava o céu. Lá viram uma nascente e um gamo bebendo nesta nascente. Diamante, encantado com esse quadro, mandou parar os cavaleiros e se lançou sozinho no rasto do belo animal. Mas o gamo fugiu com a velocidade de uma flecha. Diamante seguiu-o através de planícies e montanhas até que o cavalo, espumante e sem fôlego, parou num deserto onde não havia traço de seres humanos, e só se sentia a presença do Invisível. Como o gamo havia desaparecido atrás de uma duna de areia, Diamante escalou a duna e, chegando ao cume, avistou um oásis verdejante entrecortado de regatos e ornado de flores vermelhas e brancas que pareciam refletir a penumbra do crepúsculo e a tímida clareza da aurora. Diamante desceu até o oásis e lá, ao abrigo de uma árvore centenária, deparou com um trono solitário. Um rei velho coroado mas descalço, ocupava o trono. Cumprimentaram-se, e o príncipe perguntou ao rei o que o levara a refugiar-se naquele lugar desolado. O rei contou-lhe sua espantosa história:

"Saberás, ó belo adolescente, que antes de vir para esta ilhota no meio do deserto, eu reinava sobre as terras de Babil. Alá tinha-me outorgado sete filhos varões. Tudo no meu reino corria na paz e na prosperidade até que, um dia, meu filho mais velho soube por um caravaneiro que, nas terras distantes de Sim e Massim, havia uma princesa tão bela que sua aparição escurecia a face da lua cheia. Chamava-se Mohra. Soubemos também pelo caravaneiro que essa beleza acabava de chegar à primavera de sua exuberância, e as abelhas começavam a enxamear em volta dela. Ela, porém, tinha idealizado um quebra-cabeça, e todo pretendente devia comprometer-se a resolver o enigma ou deixar-se degolar. A pergunta era: `Que relação existe entre a pinha do pinheiro e a pinha do cipreste?' Quando eu soube dessa condição, quis invadir o reino de Tamuz e raptar a princesa. Mas meu filho opôs-se, dizendo: `Meu pai, não é digno de nós arrancar pela força o que não podemos conseguir pelo mérito.' Compreendi então que ninguém consegue apagar uma palavra sequer do livro do destino.   
   Princesa Mohra
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Efemérides

05 nov 1849: Rui Barbosa
Jurista brasileiro, também conhecido como a "Águia de Haia", nascido em Salvador. Foi, também, diplomata, filólogo, escritor, político e orador. Membro fundador da Academia Brasileira de Letras, da qual foi presidente de 1908 a 1919. Talvez sua obra mais conhecida seja o discurso Oração aos moços, preparado para a turma de 1920 na Faculdade de Direito de São Paulo. Não pôde proferi-lo pessoalmente por razões de saúde. Faleceu em Petrópolis, em 01 de março de 1923.

07 nov 1867: Marie Curie (Marja Sklodowska)
Física francesa, nascida em Varsóvia (Polônia). Seu nome de solteira era Marja Sklodowska. Juntamente com seu marido, Pierre Curie, foi uma das pioneiras na pesquisa da radioatividade. Descobriu os elementos radiativos polônio e rádio. Por isso, os Curie compartilharam o prêmio Nobel de Física com A. H. Becquerel. Após a morte de seu marido, Marie Curie continuou a pesquisar as propriedades químicas e aplicações médicas do rádio. Foi agraciada com o prêmio Nobel de Química em 1911. Faleceu em Sallanches, em 4 de julho de 1934, vítima de leucemia, indubitavelmente causada pela radioatividade dos materiais com que trabalhou intensamente. Seu marido Pierre e cunhado Jacques descobriram o efeito piezoelétrico. Sua filha mais velha, Irène Joliot-Curie também foi uma física notável.

07 nov 1878: Lise Meitner
Física austríaca, nascida em Viena. Bombardeando urânio com nêutrons, ela e seu sobrinho Otto Robert Frisch interpretaram corretamente os resultados obtidos como evidências de fissão nuclear e previram as reações nucleares em cadeia. Ela faleceu em Cambridge, em 27 de outubro de 1968.

19 nov 1892: Antonio Cottas
Português nascido em Sirvuzelo – Monte Alegre. Imigrou para o Brasil em 1905 e logo se revelou homem de grande visão para negócios. Tornou-se cidadão brasileiro em 8 de agosto de 1939. Sua obra mais importante foi consolidar o Racionalismo Cristão, do qual foi presidente por quase 60 anos, sucedendo a Luiz de Mattos, o fundador dessa Doutrina. Faleceu no Rio de Janeiro, em 12 de junho de 1983.

Almanaque - Edição 48 - Dezembro de 2011

Para pensar

O texto apresentado foi retirado de obras do Racionalismo Cristão.

Não se deve confundir os campos de energia com a Força, pois matéria e energia são intercambiáveis. As diferentes formas de energia estão em transformação constante, em constante desagregação, indo cada categoria para o estado que lhe é próprio, dele desagregado pela Força Criadora com o fim de compor corpos e correntes precisas na dimensão física e fora dela.

A Força mantém o Universo regido por leis naturais e imutáveis. Naturais, por decorrerem de uma sequência lógica no processo da evolução, e imutáveis, por serem absolutas, amplas, livres de qualquer dependência ou sujeição. Nesse sentido, não há lugar para o imprevisto, para o acaso ou a dúvida, tudo está encadeado e tem sua razão de ser.

No tocante ao espírito, a evolução se processa através de incontáveis existências terrenas em corpo humano, e só por meio delas o raciocínio desenvolve-se no amplo caminho da espiritualidade, sob cuja luz o misticismo perde a forma, o sentido, a significação, para dar lugar somente ao que o bom senso e a lógica admitem como verdadeiro, com fundamento nas lições aprendidas durante a vida.

Fora do campo da espiritualidade, que é imenso e inesgotável, jamais poderá alguém encontrar solução para os problemas existenciais. A definição de Força e Matéria situa-se, pois, dentro da lógica dos fenômenos psíquicos amplamente divulgados pelo Racionalismo Cristão.

Humor

Viajavam três pessoas em um carro. O motorista dirigia feito um doido.

– Tenha mais cuidado, - disse um dos passageiros.
– Não se preocupe, meu santo é forte, - e continuou a dirigir da mesma forma.
– Pare, quero descer, - disse um deles.
– Já disse que meu santo é forte, mas vou parar para você descer.

Após deixar o passageiro, continuou a viagem dirigindo como antes.

– Pare, também quero descer, - disse nervosamente o outro passageiro.
– Não tenha medo, meu santo é forte. Mas pode descer, e parou o carro.

Continou a viagem quando ouviu outro apelo:

– Pare, quero descer.

O motorista ficou intrigado, pois os demais já haviam descido do carro.

– Quem é você?
– Sou seu santo...



– Olá, vizinho. Você tem ouvido meu filho praticar suas lições de piano. Ele adora tocar esse instrumento. O que você acha de enviá-lo à Europa para se aperfeiçoar?
– Excelente ideia. Quanto mais longe melhor...

Passatempo

Feriado romântico

Depois de um feriado, cinco amigas se juntaram para conversar sobre a noite romântica que seus namorados prepararam pare elas durante o feriado. Cada homem levou sua namorada para se divertir em um lugar diferente da cidade e a presenteou com uma quantidade diferente de rosas.

A partir das dicas abaixo, descubra o namorado de cada amiga, aonde a levou na noite romântica a quantas rosas foram recebidas por ela.

1. Alice é namorada de Toni. Nenhum casal é formado por duas pessoas com a mesma inicial do nome.

2. Alice (que recebeu mais de 6 rosas) não foi levada ao teatro. Alfredo deu 12 rosas para a namorada.

3 Beto levou sua namorada para dançar. Quem recebeu 24 rosas de presente não foi assistir uma sinfonia.

4. Carlos não levou sua namorada ao teatro ou a uma sinfonia. Tina foi levada para jantar.

5. Toni deu de presente a sua namorada um número ímpar de rosas. Carol não foi levada para assistir a sinfonia.

6. Carol (que não é namorada de Alfredo) recebeu duas vezes mais rosas do que a mulher que foi levada para assistir um filme (que recebeu mais rosas do que a namorada de Max).

7. Bruna não recebeu apenas 1 rosa.

(Da literatura à bordo da TAM)

Clique AQUI e obtenha um esquema para ajudar na solução. Esse esquema foi montado de acordo com as orientações disponíveis AQUI.

Resposta na próxima edição.

Resposta da edição anterior:
R$ 1.500,00 e R$ 500,00

Melhore seu vocabulário em inglês

O texto a seguir foi composto com base nas 500 palavras mais usadas em inglês. Aproveite para rever seu vocabulário. Coloque o mouse sobre as palavras em vermelho para ver a tradução.

Lost - A coat

ABOUT once a month I have to go to Repford for my work. As I leave the house, my wife always says to me with a laugh:

"Remember to look for your coat when you're in Repford."

I laugh too. You see, I once lost my coat there. I got another one in its place, and it looks the same. It is even a little better than the coat that I lost. But I have never been able to put it on because ... it is a thief's coat. It happened like this.

One day when I got to Repford I went into a hotel to have something to eat before I began my work. I always go to the same hotel, The White Horse, because the food is good. They know me there. The waiter took my coat and put it in a small room. People's coats are kept there. Then he took me to my table.

I had a lot of time so I did not eat my food quickly. About an hour later I was ready to go and begin my work. I paid for my food and asked the waiter to bring me my coat.

"Will you put the coat on or carry it, sir?" asked the waiter when he came back with the coat. "It's not cold today," I said. "I'll carry it over my arm."

As I took the coat from him, something fell out on to the floor.

"Here," said the waiter, "you nearly lost this."

He gave me a small white box.

"What's this?" I said, looking at the box in my hand. "It isn't my box. I've never seen it before."
"But it fell out of your coat, sir," said the waiter. "You saw it fall, didn't you?"

That was true. But then I looked at the coat over my arm with greater care.
"Oh, you've brought someone else's coat," I said. "It looks very much like my coat but this one is newer. And there's a dirty mark on the back of my coat.

We went into the small room. There were about ten coats still there. I looked at all of them in turn but there was not another one like my coat.

"Someone has taken your coat and left you his," said the waiter. "This kind of thing happens sometimes."
"I don't care about the coat," I said. "The man has left me a better one. But what shall we do about this box?" "Open it, sir," said the waiter. "Let us look inside."

I opened the box. There was a beautiful gold ring in it.

"Oh, what a beautiful ring!" I said. "You have to pay a lot of money for a ring like this. I must take it to the police station."
"That's the best thing to do," said the waiter. "The man may not come back here but he'll go to the police station if he has lost a ring like that. Yes, take it to the police station."

So I went along to the police station. I showed the ring to the policeman there.

"Has anyone lost a ring?" I asked.

The policeman took out a big book and looked in it.

"Yes," he said. "A young man came in this morning. He bought the ring in London and lost it on the train."
"But I found this ring in a hotel, in a coat," I said.

"That doesn't matter," said the policeman. "It looks like the same ring. I'll just telephone the young man and ask him to come to the police station. Can you wait, sir?"

I sat down on a chair near the policeman's table and waited. It did not take the young man long to get to the police station. He looked very pleased when the policeman showed him the ring.

"Yes, this is the ring that I lost," he said. He turned to me. "How can I thank you, sir? You see, I'm getting married in two days' time. I paid a lot of money for this ring and then I lost it in the train."
"But I didn't find it on the train," I said. "I haven't even been on a train today. I came to Repford by car."
"Where did you find it? " the young man asked.

I told him the story of the coat.

"You haven't been on the train. l haven't been in the hotel. So how did my ring get in the coat?"

The young man and I looked at the policeman. Did he know the answer?

"Who sat next to you on the train?" the policeman asked the young man.
"There were a lot of people on the train so I didn't get a place," said the young man. " I had to stand all the way."
"Did anyone stand next to you?" asked the policeman.
"Yes, there was someone," said the young man. "But I don't remember his face."
"You may remember his coat," said the policeman. "Was it like this one?"

The policeman showed the young man my coat.

"Yes, it was," said the young man. "But my friend here isn't the thief."

The policeman laughed.

"No," he said. "The man next to you on the train was the thief. He stole your ring and, like our friend here, he went into the hotel to get some food. When he left, he didn't take the right coat. He was afraid to go back to the hotel because he did not want to be caught. Thieves are always afraid."
"I'm sorry," said the young man. "I've got my ring but you've lost your coat."
"It doesn't matter at all," I said. "My coat was older than this one. The thief "I have to thank you for this," the young man said. "Now tell me, can you come to Repford again the day after tomorrow? As I told you, I am getting married. I want you to come. Here's the name of the place. I'll write it on a piece of paper for you. Please come. And bring your wife too."

My wife and I went to Repford on the day to see the young man get married. He and his wife looked very happy. I was pleased too. Because I found the ring, the young man was able to get married. But I have never seen my coat again. When I go to Repford I always look at the coats of everyone in the street. If I ever see my coat, I shall know the man who stole the young man's ring.

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As 1001 noites - A justiça de Karakouss

Karakouss foi um dos déspotas mais esquisitos da história. Seu nome tornou-se símbolo da injustiça, e a sua injustiça tinha um cunho especial, como mostra a seguinte história.


Para ampliar, clique na imagem.
Quando Karakouss era governador do Cairo, um ladrão tentou entrar numa casa para roubar. Escalou a parede até a janela. Mas a moldura da janela cedeu, e o ladrão caiu na rua, quebrando a perna. No dia seguinte, o ladrão se apresentou perante o governador e disse:
– Vossa Excelência, eu sou um ladrão de profissão. Ontem, tentei entrar numa casa para roubar, mas a moldura da janela era muito fraca; cedeu, e caí e quebrei a perna.
Karakouss ordenou aos seus guardas que trouxessem o proprietário da casa. O proprietário chegou, trêmulo. O governador repetiu-lhe a narração do ladrão e acrescentou:

– Por que fizeste a moldura da tua janela tão fraca que cedeu e levou este pobre ladrão a quebrar a perna?

O homem empalideceu; mas ele conhecia o governador. Refletiu rapidamente e disse: – Excelência, não foi culpa minha. Eu paguei ao carpinteiro o bastante para que ele fizesse uma moldura resistente. Por que a fez fraca, não sei.
– Bem pensado, disse o governador. Trazei-me o carpinteiro.

Quando o carpinteiro se apresentou, Karakouss lhe disse:

– Este homem diz que te pagou o suficiente para que instalasses uma boa janela em sua casa. Por que fizeste a moldura da janela fraca demais para aguentar o peso desse pobre ladrão, que caiu e quebrou a perna?

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Efemérides

05 dez 1868: Arnold Johannes Wilhelm Sommerfeld
Físico russo nascido em Königsburg. Seu modelo atômico permitiu explicar as linhas espectrais de estrutura fina. Em seus trabalhos sobre espectros atômicos, sugeriu substituir as órbitas circulares de Bohr por elípticas. Desta idéia postulou o número quântico azimutal e, mais tarde, introduziu, também, o número quântico magnético. Sua teoria dos elétrons em metais mostrou-se fecunda no estudo da termoeletricidade e da condução metálica. Faleceu em Munique, em 26 de abril de 1951.

05 dez 1901: Werner Karl Heisenberg
Físico e filósofo alemão nascido em Würzburg. Considerado, geralmente, o pai da Mecânica Quântica. Como conseqüência da sua rejeição por qualquer tipo de modelo para o átomo, usou matrizes para descrever suas propriedades. Por esse trabalho ganhou o prêmio Nobel de Física em 1932. Seu famoso princípio da incerteza (1927) transcendeu os limites da Física. Faleceu em Munique, em 1 de fevereiro de 1976.

07 dez 1823: Leopold Kronecker
Matemático prussiano, nascido em Liegnitz. Suas contribuições mais importantes foram para a Teoria dos Números, Teoria das Equações Algébricas e Álgebra Superior. A função delta de Kronecker tem esse nome em sua homenagem. Faleceu em Berlim, em 29 de dezembro de 1891.

10 dez 1920: Clarice Lispector
Nasceu em Tchetchelnik (Ucrânia). Veio ainda menina para o Brasil e morou no Recife, PE. Autora de Perto do coração selvagem; A maçã no escuro e A hora da estrela, entre outras obras, inclusive para crianças. É considerada uma das maiores escritoras brasileiras. Faleceu no Rio de Janeiro, em 09 de dezembro de 1977.

10 dez 1804: Carl Gustav Jacob Jacobi
Matemático alemão, nascido em Postdam. Foi um dos fundadores da teoria das funções elípticas (com o norueguês Niels Henrik Abel). De suas contribuições pioneiras à teoria dos determinantes surgiu o determinante funcional que hoje leva o seu nome (nosso conhecido jacobiano). Faleceu em Berlim, em 18 de fevereiro de 1851.

11 dez 1893: Alceu Amoroso Lima (Tristão de Athayde)
Escritor brasileiro, nascido no Rio de Janeiro. Até sua morte, exerceu uma poderosa influência na vida cultural brasileira. Sua obra é imensa e atinge os mais diversos campos: crítica literária, sociologia, direito, filosofia, religião, etc. Faleceu em Petrópolis, em 14 de agosto de 1983.

16 dez 1865: Olavo Bilac
Poeta brasileiro nascido no Rio de Janeiro. Além de poeta foi cronista, jornalista e conferencista. Contudo, é mais conhecido pela sua obra poética. Bilac é o mais típico dos nossos parnasianos, estilo que ele mesmo chegou a codificar no soneto "Profissão de fé" – para ler esse soneto clique AQUI. Faleceu no Rio de Janeiro, em 28 de dezembro de 1918.

24 dez 1822: Charles Hermite
Matemático francês nascido em Dieuze. Seu trabalho em teoria das funções inclui a aplicação das funções elípticas para encontrar a primeira solução da equação geral do quinto grau (equação quíntica). Publicou a primeira prova de que e é um número transcendental. Deu importantes contribuições para o desenvolvimento da teoria das formas algébricas, e teoria das funções elípticas e abelianas. Faleceu em Paris, em 14 de janeiro de 1901.

25 dez 1642: Isaac Newton
Filósofo e matemático inglês nascido em Woolsthorpe. Descobriu o cálculo infinitesimal e é o autor da teoria clássica universal da gravitação. Por seus trabalhos em óptica, foi eleito membro da Royal Society em 1672. Em Cambridge, Newton dedicou muito tempo a experiências alquímicas. Abandonou sua cátedra na universidade para entrar no Parlamento em 1701, e dois anos mais tarde assumiu a presidência da Royal Society, permanecendo neste cargo até a sua morte. Toda sua vida foi marcada por intensas atividades em Matemática, Óptica, Cronologia, Química, Teologia, Mecânica, Dinâmica e Ocultismo. Entre suas mais notáveis contribuições científicas estão o cálculo infinitesimal, a teoria clássica da gravitação universal e sua derivação das leis de Kepler, formulação do conceito de força expresso nas suas três leis do movimento, a teoria corpuscular da luz. Sua obra está compilada em seus dois maiores trabalhos: Philosophiae Naturalis Principia Mathematica, o famoso Principia (1687) (há tradução para o português, da Edusp), e Opticks (1704). Faleceu em Londres, em 20 de março de 1727. As datas mencionadas referem-se ao calendário juliano. A Inglaterra somente adotou o atual calendário gregoriano muito tempo depois do nascimento de Newton. No calendário gregoriano as datas de nascimento e morte de Newton são 4 de janeiro de 1643 e 31 de março de 1727.

28 dez 1882: Arthur Stanley Eddington
Astrônomo e astrofísico inglês, nascido em Kendal. Foi pioneiro dos estudos teóricos do interior das estrelas. Seu trabalho Mathematical Theory of Relativity (1923) muito ajudou para introduzir em idioma inglês as teorias de Einstein. Um de seus livros, Fundamental theory – em que pretende unificar a teoria quântica, a relatividade e a teoria da gravitação de Einstein –, é controvertido e, possivelmente, ainda não compreendido. Faleceu em Cambridge, em 22 de novembro de 1944.

28 dez 1903: John von Neumann
Matemático húngaro nascido em Budapeste. Suas contribuições foram importantes para o desenvolvimento da Mecânica Quântica, Lógica, Meteorologia e dos computadores. Enunciou o teorema mini-max, pedra angular da teoria dos jogos. Em 1956 abiscoitou o Prêmio Enrico Fermi. Faleceu em Washington, em 8 de fevereiro de 1957.