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Almanaque - Edição 49 - Janeiro de 2012

Para pensar

Nesta seção do Almanaque, apresentamos textos retirados de obras do Racionalismo Cristão e de pesquisadores atuais e do passado.

O método experimental, base da ciência moderna, contribuiu para derrubar mitos e tabus e criou um fosso entre a ciência e as concepções de natureza espiritual. Na atualidade, entretanto, a própria postura científica começa a despojar de validade essa divisão. Forma-se uma onda de interesse a respeito de métodos considerados não ortodoxos de investigação. É que se constatam similaridades entre a teoria física atual, apoiada no método experimental, e alguns conceitos metafísicos, originados em pesquisas, baseadas em capacidades perceptivas que ultrapassam as possibilidades dos cinco sentidos e de suas extensões instrumentais.

Com a construção de instrumentos cada vez mais precisos e potentes, os pesquisadores passaram a se defrontar, com frequência, principalmente no estudo do microcosmo, com leis e fatos desconcertantes que contribuíram para desmontar a concepção mecanicista do Universo que imperava até pouco tempo.

Hoje, por exemplo, há uma noção científica assente de que, na análise dos fenômenos, o observador é visto como um participante cuja presença influencia o que está sendo observado. O mundo objetivo do tempo e do espaço cedeu terreno às determinações probabilísticas.

Passatempo

Cozinhando miojo

Para preparar miojo são necessários 3 minutos. Como prepará-lo tendo em mãos apenas duas ampulhetas, uma de 5 minutos e outra de 7 minutos?
Resposta na próxima edição.

Resposta da edição anterior:
Alice; Toni; sinfonia; 13 rosas.
Bruna; Max; teatro; 6 rosas.
Carol; Beto; dança, 24 rosas.
Marina; Alfredo; filme; 12 rosas.
Tina; Carlos; jantar; 1 rosa.

Humor

VENDEDOR: Este papagaio é inteligente e poliglota. Se você levantar o pé esquerdo dele, ele fala inglês; se levantar o direito, ele fala francês
COMPRADOR: E se eu levantar os dois?
PAPAGAIO: Aí eu caio, imbecil!



Jack Slow era um cara de raciocínio muito lento. Uma manhã em que estava no posto de sentinela em um forte no velho oeste norte-americano descobre um bando de índios se aproximando.

– General, general! Índios à vista, índios à vista!
– São amigos?
– Acho que sim. Estão todos juntos.

Melhore seu vocabulário em inglês

O texto a seguir foi composto com base nas 500 palavras mais usadas em inglês. Aproveite para rever seu vocabulário. Coloque o mouse sobre as palavras em vermelho para ver a tradução.

Trouble for Nothing - parte 1 de 2

HAROLD RUDD was a policeman for many years. He liked the life. But when his brother died and left him some money, he was ready to try another kind of work. His wife Freda wanted him to do this.

"It isn't a lot of money," Harold said to Freda. "But we've been able to save some, too. With my brother's money and the money in the bank we can buy a small shop."

Harold wanted very much to buy a shop. As a policeman walks alone through the streets at night, he often sees a shop and thinks: "A shopkeeper has a good life. He doesn't have to work at night. He doesn't work hard at all. He stands in his shop all day and sells things. He shuts his shop and goes to bed. He isn't afraid of thieves because there are policemen like me to take care of his shop at night."

Yes, on cold nights Harold often thought about a shopkeeper's life. Now at last he had the money to buy a small shop. But Freda did not want to do this.

"A shopkeeper has a good life," she said. "But what do we know about this work? There are small shops everywhere. There are too many of them. We may lose all our money. Do you want to be a policeman again? Now a small hotel... that's another matter. I know something about hotels."

Before she married Harold and became a policeman's wife, Freda worked in hotels in many parts of the country.

"I understand the work of a hotel," she said to Harold. "Believe me, you can make a lot of money in this way if you get the right hotel. We'll have to work hard, but in ten years' time we'll be able to sell the hotel. After that we can live without working."

Which did they buy, a shop or a hotel? Freda was a strong woman, so they bought a hotel.

It took them a long time to find the right place. They had to look everywhere for many months. They wanted a hotel in the country, but not too far from a town. They did not want a hotel that was too big.

Every day they looked in the newspaper. They saw people who sold hotels and big houses. Then they went to see the best of these hotels. Some were too big, some were too small. Some were old and dirty. The owners of these hotels did not ask for much money. But Harold and Freda wanted a nice, clean hotel.

In the end they found just the kind of hotel that they were looking for. They fell in love with it at once. The owner, who was old, was glad to sell it to two people like Harold and Freda. The hotel was pretty, with white walls. There were trees on all sides. Inside there were ten bedrooms in all. Freda could keep these clean with the help of one woman. And the hotel was not very far from London.

Harold and Freda bought it at once and after some time went to live there. They were happy in their new home. They did not make a lot of money but they were pleased with life. People came from London in their cars to have dinner. Freda made good dinners so a lot of people began to come. But not many wanted to stay for the night.

"We must get new beds," said Harold. "Our beds are old and hard. You cannot sleep well at night on them. I'll write to one or two people in London who sell beds for hotels. I'll ask them to come and see me."

Then one morning as Harold looked out of the window, he saw some men in one of the fields near the hotel. Two men were making marks on the ground. When these two men made marks, two more men put pieces of wood in the ground. There was another man who stood near the workmen and wrote some notes in a little book. He was making the other men work. Harold called Freda.

"Come and look at these men," he said. "They're working very hard in that field over there. What are they doing? Can you see?"
"It's too far to see from here," his wife said. "Go out and talk to them. They may want something to eat when they've finished their work."

Freda was always thinking about the hotel.

So Harold went into the field. He went up to the man who was making notes in his little book.

"Good morning," said Harold. "You're all working very hard."

The man said good morning but not very nicely. He did not look at Harold and did not stop writing.

"What's all this work for?" asked Harold, "if I may ask. Are you going to build in this field?"
"If you must know," said the man, looking at Harold for the first time, "we're going to build a road through this field."
"A big road?" asked Harold.
"Yes, a big one," said the man. "It will go from London to Oxford. More and more people want to come this way in their cars so we have to build it quickly."
"A big new road! More and more cars! This is good news," thought Harold. He was thinking too about all the people in those cars who wanted something to eat. About all the people who wanted a bed to sleep in for the night before they got to London.

"I must go and tell Freda at once," Harold thought. "She will be pleased. We'll have to make the hotel bigger. But we'll soon be rich. I'll even be able to buy a car! "

He was so pleased that he laughed to himself.

"That white building over there," said the man. He was looking at Harold's hotel. "What is it? A hotel?"
"That's right," said Harold. "It's..." He was going to tell the man: "It's my hotel."
"Who owns it?" asked the man. "Do you know?"
"It's my hotel," said Harold, still very pleased.
"Oh, I'm sorry to hear that," said the man.
"Sorry? But why?" asked Harold. "I'll make a lot of money when you build this new road."

The man laughed in an unkind way.

"You will not make money from that hotel," he said. "You see, this road has to go through your hotel. In six months' time your hotel will not be there any more. This new road will be there in its place."

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As 1001 noites - A princesa Nur An-Nahar

Conta-se, ó rei afortunado, que havia certa vez na antiguidade dos tempos e das idades, um rei valoroso a quem Alá enviara três filhos varões que chamou Ali, Hassan e Hussein. Esses três príncipes foram criados no palácio paterno juntamente com uma prima órfã, a princesa Nur An-Nahar – Luz do Dia – que não tinha quem a igualasse em beleza e inteligência entre as filhas dos homens. O rei pensava casá-la com o filho de algum sultão. Mas assim que ela atingiu a puberdade, o rei deu-se conta de que os seus três filhos estavam apaixonados por ela e tudo fariam para conquistá-la e possuí-la. Na sua perplexidade, pensou: "5e der a adolescente a um de meus filhos, os dois outros murmurarão contra mim. Se a casar com um príncipe estranho, os três murmurarão contra mim."

Após refletir longamente, chamou os três filhos e disse-lhes:
– Sois iguais a meus olhos e não posso preferir um a outro dando-lhe a mão da princesa Nur An-Nahar. Só vejo uma solução: cada um de vós deve partir para uma terra distante e trazer-me a raridade mais curiosa que lá descobrir. Casarei a princesa com aquele que, na minha opinião, voltar com a raridade mais maravilhosa. Se aceitardes essa competição, darei a cada um de vós um escravo e todo o ouro de que precisar no seu empreendimento.

Os três aceitaram, receberam os sacos de ouro que pediram e seguiram viagem disfarçados em mercadores e acompanhados pelo respectivo escravo. Cavalgaram juntos até uma encruzilhada próxima da cidade, de onde partiam três caminhos divergentes. Comemoraram a data com um almoço no khan da encruzilhada e combinaram de se reencontrarem no mesmo local um ano depois, nem mais um dia nem menos um dia. E partiram, cada um tomando um dos três caminhos.

Após três meses, o príncipe Ali chegou ao reino de Bichangarch, nas costas oceânicas da Índia. Hospedou-se no melhor khan e foi dar um passeio no mercado. Todas as ruas eram cobertas para que se mantivessem frescas, e eram agradavelmente iluminadas por clarabóias. Cada rua era reservada a uma só espécie de mercadoria: numa, viam-se finos tecidos da Índia, brocados da Pérsia, sedas da China; outra era cheia de porcelanas e faianças; outra era reservada aos joalheiros; e assim por diante. Todas as mercadorias eram agradáveis à vista e da melhor qualidade. Ali ficou particularmente encantado com o grande número de rapazes que ofereciam flores. E reparou que os indianos gostavam tanto de flores que as carregavam em toda parte, nas mãos, no cabelo, nas orelhas, nas narinas. Além disso, todos os estabelecimentos estavam ornados com vasos cheios de rosas e jasmins. Ali sentiu-se conquistado pelo povo e pelo país. Enquanto caminhava na rua reservada aos tapetes, reparou num pregoeiro que levava debaixo do braço um pequeno tapete de seis pés quadrados e o oferecia por 30 mil dinares de ouro, dizendo:
– Aproveitai a oportunidade. Quem comprar sairá ganhando.

Ali achou o preço absurdo e pediu ao pregoeiro que lhe mostrasse o tapete. Após examiná-lo e não achar nele nada excepcional, disse ao pregoeiro:
– Não vejo em que este pequeno tapete vale o preço exorbitante que estás pedindo. Será que ele tem alguma característica ou poder escondidos?
– É isso mesmo, respondeu o pregoeiro. O tapete tem uma virtude única: quem se sentar nele é transportado para o lugar do mundo onde deseja ir e com a velocidade do raio. Nenhum obstáculo impede a marcha do tapete. As tempestades se afastam. As montanhas, muralhas e outros obstáculos se abrem para deixá-lo passar.

Após falar assim, o pregoeiro começou a dobrar o tapete como para levá-lo e ir embora. Mas Ali deteve-o com um grito de alegria:

– Ó pregoeiro abençoado, se podes provar o que disseste, pagar-te-ei os 30 mil dinares que pedes e mais mil dinares de gratificação.
– Onde estão os 31 mil dinares?
– Em tal khan, respondeu Ali. Irei lá contigo e pagarei assim que tiver tido a prova.
– Sobre minha cabeça e meus olhos, replicou o pregoeiro. Mas esse khan está longe. Iremos mais rapidamente no tapete.

Estendeu o tapete. Os dois se sentaram nele. O príncipe disse aonde queria ir. Antes de terminar sua frase, já estavam na porta do khan com todo o conforto. O príncipe mandou seu escravo pagar os 31 mil dinares e ficou eufórico, considerando que nenhum dos seus irmãos conseguiria maravilha igual e que Nur An-Nahar já era sua. Poderia ter voltado num instante ao reino do pai, mas lembrou-se do compromisso que os três irmãos haviam assumido de se reencontrarem lá no fim de um ano. Passou, pois, o tempo divertindo-se com as maravilhas da Índia, os elefantes, os faquires, os malabaristas, as dançarinas, procurando superar a saudade que tinha da princesa amada.

O segundo irmão, Hassan, foi à Pérsia e chegou à cidade de Chiraz. Instalou-se no melhor khan e foi conhecer o mercado, que lá chamam bazistan. Ficou maravilhado com os tapetes, os brocados, os mosaicos. O lugar estava lotado de vendedores, apressados e barulhentos, disputando entre si a preferência dos compradores. Sua atenção foi atraída por um homem venerável que andava lenta e gravemente, sem gritar como os outros, mas segurando na mão um tubo de marfim como se fosse um cetro de rei.

“Aquele corretor me inspira confiança," pensou Hassan, e dirigiu-se a ele, querendo dar uma olhada no tubo. Mas antes que tivesse chegado a ele, o homem começou a proclamar numa voz altiva:

– Compradores, aproveitai a oportunidade. Apenas 30 mil dinares por este tubo de marfim. O inventor morreu, e nunca haverá outro tubo igual. Trinta mil dinares. Uma pechincha!

O príncipe recuou e perguntou ao proprietário de uma loja:

– Podes informar-me, irmão, se este pregoeiro é louco ou brincalhão?

Respondeu o mercador:

– Ele é o mais honesto e competente dos corretores. Todos nós apelamos para ele nos negócios importantes. Se está oferecendo o tubo por 30 mil dinares, o tubo deve valer ainda mais, embora sua utilidade possa não ser evidente. Se quiseres, vou chamá-lo e poderás interrogá-lo. Entra por favor e descansa.

Hassan sentou-se na loja acolhedora, e o comerciante chamou o corretor, dizendo-lhe:
– Este honrado estrangeiro está surpreso de que peças 30 mil dinares pelo pequeno tubo de marfim. Poderás explicar-lhe o porquê deste preço?

O corretor disse ao príncipe:

– Repara que um lado do tubo está fechado com cristal. Quem olhar através dele verá qualquer lugar do mundo que desejar. Através dele, podes ver teu país, tua cidade, tua família ou qualquer outra pessoa ou objeto, estejam onde estiverem. Não vale esse poderio quase milagroso 30 mil dinares?
– Se o que estás dizendo for real, pagarei os 30 mil dinares e mais mil dinares de gratificação, disse Hassan.
– Podes verificar por ti mesmo, retrucou o corretor. Eis o tubo. Hassan apanhou o tubo e desejou ver Nur Na-Nahar de quem tinha uma saudade dolorosa. Imediatamente, viu-a através do tubo, sentada entre suas escravas no hammam, rindo, olhando para um espelho e brincando. Ficou tão comovido que quase deixou o tubo cair no chão.

Convencido de que não existia maravilha igual, pagou os 31 mil dinares e sentiu-se já na posse da mão de sua amada. Gastou o restante do tempo entre poetas e literatos, tentando memorizar os mais belos poemas da literatura persa.

Para ler o texto completo, clique AQUI.

Efemérides

01 jan 1893: Paulo Setúbal
Escritor brasileiro nascido em Tatuí, SP. Seu nome completo é Paulo de Oliveira Leite Setúbal. Seus romances tratam de temas da história do Brasil, de forma leve e bem humorada. Talvez seu livro mais conhecido seja A marquesa de Santos. Para baixá-lo, clique AQUI. Faleceu em São Paulo, em 4 de maio de 1937.

01 jan 1894: Satyendra Nath Bose
Físico e matemático indiano, mais conhecido como o descobridor dos bósons (este termo foi cunhado em sua homenagem). Juntamente com Einstein, criou a estatística Bose-Einstein que descreve o comportamento dos bósons. Faleceu em Calcutá, em 4 de fevereiro de 1974.

03 jan 1894: Luiz de Mattos
Filósofo, escritor, comerciante português radicalizado no Brasil. Codificador do Racionalismo Cristão. Fundador do jornal "A Razão" e elaborou o primeiro "Manual de Redação" que se conhece. Abolicionista, acolheu em sua fazenda e protegeu escravos que fugiam de seus cativeiros. Seus eloquentes e corajosos artigos publicados no jornal que fundou causaram muita perplexidade e despertaram enorme interesse dos seus leitores. O "A Razão" passou a ser o diário mais procurado e lido na ocasião. Faleceu no Rio de Janeiro, em 15 de janeiro de 1926. Para ler uma minibiografia, clique AQUI.

04 jan 1643: Isaac Newton
Cientista inglês (físico, matemático, astrônomo, alquimista e filósofo), nascido em Woolsthorpe. Em seu livro Philosophiae Naturalis Principia Mathematica, também conhecido como Principia, descreve sua famosa lei da gravitação universal e apresenta suas três leis em que se apoia a mecânica clássica. Faleceu em Londres, em 31 de março de 1727. Ver edição de dezembro deste Almanaque.

04 jan 1839: Casimiro de Abreu
Poeta brasileiro, nascido em Barra de São João, RJ. Seu nome completo é José Marques Casimiro de Abreu. Sua obra lírica está reunida no volume As primaveras, publicado em 1859. Faleceu em Nova Friburgo. em 18 de outubro de 1860.

21 jan 1929: Martin Luther King
Ativista político norte-americano, nascido em Atlanta, Geórgia. Batalhou pelos direitos civis, principalmente dos negros e mulheres. Seu discurso mais famoso é "Eu tenho um sonho". Recebeu o Prêmio Nobel da Paz em 1964. Foi assassinado em Memphis, Tenessee, em 4 de abril de 1968.

22 jan 1775: André-Marie Ampère
Matemático e físico francês, nascido em Polémieux-au-Mont-d'Or. Seus trabalhos em física mais importantes foram no campo do eletromagnetismo. Em sua homenagem, a unidade de intensidade de corrente elétrica no sistema SI se diz ampère, símbolo A. Faleceu em Marselha, em 10 de junho de 1836.

22 jan 1908: Lev Davidovich Landau
Físico russo, nascido em Baku. É considerado um dos maiores físicos do século XX. Deu importantes contribuições para o desenvolvimento de diversos campos da Física, como, Baixas Temperaturas, Estado Sólido, Atômica, Nuclear, Plasma e Energia Estelar. Muitos termos físicos levam o seu nome. Faleceu em Moscou, em 1 de abril de 1968.

23 jan 1862: David Hilbert
Matemático alemão, nascido em Königsberg. Seus trabalhos em Geometria são considerados os mais importantes desde Euclides. Propôs uma série de problemas que vêm estimulando o trabalho dos matemáticos. Faleceu em Göttingen, em 14 de fevereiro de 1943.

23 jan 1907: Hideki Yukawa
Físico japonês, nascido em Tóquio. Foi homenageado com o prêmio Nobel de Física em 1949 pelos seus trabalhos sobre partículas elementares. Com base em cálculos inteiramente teóricos, previu a existência de mésons. Foi o primeiro físico japonês com formação totalmente feita no Japão a receber o prêmio Nobel de Física. Faleceu em Kyoto, em 8 de setembro de 1981.

25 jan 1736: Joseph Louis Lagrange
Matemático italiano, nascido em Turim, distinguiu-se em todos os ramos da Análise, Teoria dos Números, Mecânica Analítica e Mecânica Celeste. Seu Mécanique Analytique, publicado em 1788, sintetiza todos os trabalhos no campo da Mecânica desde os dias de Newton. Faleceu em Paris, em 10 de abril de 1813.

Almanaque - Edição 50 - Fevereiro de 2012

Para pensar

Nesta seção do Almanaque, apresentamos textos retirados de obras do Racionalismo Cristão e de pesquisadores atuais e do passado.

O bom senso

Inexiste no mundo coisa mais bem distribuída que o bom senso, visto que cada indivíduo acredita ser tão bem provido dele que mesmo os mais difíceis de satisfazer em qualquer outro aspecto não costumam desejar possuí-lo mais do que já possuem. E é improvável que todos se enganem a esse respeito; mas isso é antes uma prova de que o poder de julgar de forma correta e discernir entre o verdadeiro e o falso, que é justamente o que é denominado bom senso ou razão, é igual em todos os homens; e, assim sendo, de que a diversidade de nossas opiniões não se origina do fato de serem alguns mais racionais que outros, mas apenas de dirigirmos nossos pensamentos por caminhos diferentes e não considerarmos as mesmas coisas. Pois é insuficiente ter o espírito bom, o mais importante é aplicá-lo bem. As maiores almas são capazes dos maiores vícios, como também das maiores virtudes, e os que só andam muito devagar podem avançar bem mais, se continuarem sempre pelo caminho reto, do que aqueles que correm e dele se afastam.

René Descartes, O discurso do método, disponível na Biblioteca deste site.

Passatempo

1. A mãe de Marta teve quatro filhos.
O primeiro chamou-se Primavera,
o segundo, Verão e
o terceiro Outono.
Qual o nome do quarto?

2. Você tem diante de si 10 conjuntos de 10 moedas cada. Você sabe quanto as moedas devem pesar. Sabe, também, que cada uma das 10 moedas de um dos conjuntos pesa 1 grama a menos do que deveria e que todas as demais dos outros conjuntos têm o peso correto. Dispondo de uma balança digital precisa, determine qual é o conjunto das moedas que pesam menos.

Respostas na próxima edição.

Resposta da edição anterior:

Começa-se virando as duas ampulhetas ao mesmo tempo. Quando a areia da ampulheta de 5 minutos se esgotar, volta-se a virá-la. Quando a areia da ampulheta de 7 minutos acabar, coloca-se o miojo no fogo. Neste momento já se passaram 2 minutos na ampulheta de 5, restando 3 minutos. Retira-se o miojo do fogo quando a areia desta ampulheta chegar ao fim.

Embora todo o processo tenha durado 10 minutos, o miojo ficou no fogo apenas 3.

Humor

Uma pessoa entra na delegacia de polícia bastante assustada.
– Vocês têm pinguins gigantes nesta região?
– Nem gigantes nem pequenos.
– Chi! Então foi uma freira que atropelei.


O padeiro da cidadezinha procura o padre, em prantos.
– Seu padre, seu padre, minha mulher morreu.
– Como? – se assusta o padre.Você não é o Manuel da Padaria?
– Sou, sim senhor.
– Então, não estou entendendo. No fim do ano passado dei extrema unção à sua mulher, e depois fiz o enterro dela. Como é que você vem me dizer, seis meses depois, que a sua mulher morreu?
– Ah, seu padre. É que eu casei de novo.
– Não diga? Meus parabéns!


Melhore seu vocabulário em inglês

O texto a seguir foi composto com base nas 500 palavras mais usadas em inglês. Aproveite para rever seu vocabulário. Coloque o mouse sobre as palavras em vermelho para ver a tradução.

Trouble for Nothing - parte 2 de 2

He made some more notes in his little book.

At first Harold could not say anything. Then he cried angrily: "But you can't build a road through my hotel. I've only just bought it. Where shall I live?"

The man did not answer.

"It's my ground," said Harold. "I've paid money for it and you can't take it from me. I know the law. I was a policeman for many years."
" Look," said the man. " We have to build this road from London to Oxford. It will go through other houses and hotels. Everyone will get money for this. But the road must be built. We can't stop it because of you and your hotel."
"It took me a long time to find this hotel," said Harold. "I'll never find another hotel like it. I'm going to stop this road. I'm going to fight you and your road. The law will help me."
"I have nothing more to say to you," said the man, "except this. You'll get a letter soon. One of our men will come and see you. His work is to look at all these houses and hotels. He understands these things. When he has been to see you, we'll pay you money for your hotel and your ground. That's the end of the matter. Why do you want to make a lot of trouble? What good will it do you?"

After that Harold went back sadly to the hotel. He told Freda the news. He was still angry.

"I'm going to stop this road," he said. "They will not build it through our hotel."
" How can we stop them?" asked Freda. "They've done this kind of thing in many places. You can read about it in the newspaper nearly every day. If you fight them, we'll only lose money. No, this is not the answer."
"Do you know the answer?" asked Harold. " What must we do?"
"We must make them pay us a lot of money for this hotel," said Freda. "Then we can buy a better one in another place."
"How can we do that?" asked Harold.
"Their man is coming to see the hotel, isn't he?" said Freda. "When he comes, there must be a lot of people in the hotel. All the rooms must be full. What will he think? This is a good hotel. The owners are making a lot of money. We must pay them a lot of money for it if we want to build our road through their ground."
"But there are ten rooms in the hotel," said Harold. "They are never all full. You know this well. How can we find people for all these rooms? They must be here when that man comes."
"That is true," said Freda. "But it isn't hard to find ten people for two or three nights. We have a lot of friends. We can ask them to come and stay with us. We can telephone them before the man gets here. They'll be glad to help us."
"Yes, you're right, my dear," said Harold. "You're always right. We'll do that. It is the answer."

So they wrote and told their friends about the matter. Their friends wrote back: "We'll be glad to come and stay with you when the time comes."

After that Harold and Freda waited for the letter. At last it came. "Mr. Smith is the name of the man who will come to see your hotel," the letter said.

" He's coming in three days' time," said Harold, reading the letter to Freda.

So they telephoned their friends and made everything ready. The next day their friends came. They brought their children too. All the rooms were full and there were a lot of cars outside the hotel. Harold and Freda were very happy when they went to bed that night.

"When that man comes tomorrow," said Harold, "there will not be a room for him here. He'll have to stay in someone's house. I'll ask Mrs. Barker. She'll give him a room if he wants to stay for the night."

The man did not come until the afternoon. He came in a big car. He was a fat, man with a red face. Harold came out of the hotel to meet him.

"I'm Smith," the man said. " Did you get our letter? I'll stay the night and we can do our work tomorrow morning. Then I have to go and see some other places."
"Yes, I got your letter," said Harold. "But it came too late. The hotel is full. Every room is taken. Sometimes we have a room but not often. But I've found you a room with Mrs. Barker. Her house is not far from here and she'll take good care of you tonight. Then we can talk about things in the morning."
"No room?" asked the man. "But I wanted to sleep in your hotel. Oh, it doesn't matter. Will you show me the way to Mrs. Barker's house? "
" I'll take you there," said Harold.

He took the man to Mrs. Barker's house and left him there.

"Come and have dinner with us if you like," he said to the man. But the man did not come to the hotel that night.
"He may be angry with us," said Freda. "Will he give us more money now?"
"He's not angry," said Harold. "He's tired after his journey. He has to go to a lot of places like this. He'll be here in the morning."

When the man came the next morning, Harold asked him: "Did you sleep well?"

"Very well,"said the man. "Mrs. Barker was very kind to me. She gave me a good dinner and a good bed, the kind of bed that I like. And now, Mr. Rudd, let us go and see your bedrooms. In my letter, you remember, I told you about a new kind of bed that we're making for hotels..."
"A new kind of bed?" said Harold. " I don't understand. Aren't you Mr. Smith? Haven't you come about the new road that they're going to build from London to Oxford? The road that will go through my hotel?"
"I am Mr. Smith," said the man. "But I don't know anything about this new road. I've come from Wood and Sons. You wrote to us last month about beds. Don't you remember?"
"Yes, I did," said Harold. "I remember now. I got your letter but … oh, what can I say? If they build this new road, I shall not have a hotel. So I shall not want any new beds. I'm sorry."
"I'm sorry too," said the man. "But if you buy another hotel, please remember my name. P. Smith from Wood and Sons. Tell your friends about our new beds. Here's a little book about them."

The man got into his car and went off. Harold went to find Freda. She was reading a letter.

"That wasn't the right Mr. Smith," he said.

She looked at him and laughed.

"I know," she said. "Just read this letter."

Harold took the letter and read it. Then he laughed too.

"So they're not going to build the road through our hotel," he said.
"We've had a lot of trouble for nothing," Freda said. "But it doesn't matter. The road will not be far away. A lot of people will come near here in their cars. When they build this new road, we'll make a lot of money."
"So I'll have to buy new beds," said Harold. "I'll write to Mr. Smith at once. Yes, P. Smith of Wood and Sons."

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As 1001 noites - Epílogo: na milésima segunda noite


Quando Xerazad concluiu a história da princesa Nur An-Nahar, sem iniciar imediatamente outra história, como vinha fazendo ao longo de mil e uma noites, o rei olhou-a com ar interrogativo. Ela levantou-se, beijou a terra diante dele e disse-lhe:

– Ó rei do tempo, inigualável em tua grandeza, eu sou na verdade tua escrava e te contei durante mil e uma noites histórias antigas repletas da experiência e da sabedoria das gerações. Ser-me-á permitido em contrapartida solicitar um favor de tua Majestade?
– Pede e serás atendida, disse o rei.

Com essa permissão, Xerazad chamou as amas e os eunucos e ordenou:

– Trazei os meninos.

Obedeceram. Os meninos eram três: um já andava, o segundo engatinhava e o terceiro ainda mamava. Xerazad colocou-os diante do soberano e disse:

– Ó rei do tempo, estes são teus filhos, e o favor que peço é para eles: não me mandes matar para que eles não se tornem órfãos e sejam entregues a servidores que não saberiam criá-los como uma mãe.

Estas palavras comoveram o rei até as lágrimas. Apertou os filhos contra seu coração e disse a Xerazad:

– Ó minha amada, eu já te poupei a vida antes mesmo de saber que me deste três filhos, porque és pura e leal. Que Alá te abençoe e a teus pais e tuas raízes. E que Ele seja testemunha de que tudo farei para afastar de ti qualquer mal e qualquer sofrimento. Sabes histórias maravilhosas, e há muito com elas me distraíste. Foi-se minha cólera, e é com prazer que retiro a cruel lei por mim imposta.

Xerazad beijou-lhe as mãos e os pés em sinal de gratidão e sentiu uma imensa alegria. E essa alegria ecoou em todo o palácio e transbordou sobre a cidade inteira.

Foi para todos uma noite única em seu esplendor. No dia seguinte, o rei acordou sorridente e feliz. Mandou vir o vizir pai de Xerazad e outorgou-lhe, na presença de toda a corte, uma suntuosa veste honorífica, dizendo-lhe:

– Possa Alá proteger-te por me teres casado com tua generosa filha. Foi ela que me levou a arrepender-me de meus crimes passados e a desistir de matar as filhas de meus súditos. Ademais, ela me deu três filhos varões.

Depois, o rei ofereceu brindes valiosos a todos os presentes e mandou distribuir esmolas aos órfãos, às viúvas e aos necessitados. E ele e seu povo viveram na prosperidade e na alegria até que foram visitados pelo apagador das felicidades e o separador de parentes e amigos. Glória Àquele que escapa das vicissitudes do tempo e vive de eternidade em eternidade. E bênçãos e paz sobre o mensageiro de Alá, o eleito entre todas as criaturas, nosso senhor Maomé, por intermédio do qual solicitamos a Deus um fim feliz.

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Efemérides

06 fev 1608: Padre Antonio Vieira
Jesuíta, escritor e orador português, nascido em Lisboa. Condenado e preso pela Inquisição por desenvolver campanha em defesa dos índios. Sua obra mais famosa é Os sermões. Seu trabalho De profecia e inquisição, que é uma defesa do livro intitulado Quinto império, está disponível na Biblioteca deste site. Faleceu em Salvador, BA, em 18 de julho de 1697.

11 fev 1839: Josiah Willard Gibbs
Físico e químico norte-americano, nascido em New Haven, Connecticut, considerado o maior cientista nascido nos Estados Unidos da América. As suas aplicações da termodinâmica aos processos físicos levou à criação da Mecânica Estatística e, mais tarde, essa sua abordagem foi estendida à Mecânica Quântica. Faleceu em New Haven, em 28 de abril de 1903.

12 fev 1809: Charles Darwin
Naturalista inglês, nascido em Shrewsbury. A seleção natural, da luta pela sobrevivência dos mais aptos, é a base central da sua teoria evolucionista. Sua obra mais conhecida é A origem das espécies que tinha originalmente por título "Sobre a origem das espécies por meio da seleção natural ou a conservação das raças favorecidas na luta pela vida. Faleceu em Downe, em 19 de abril de 1882.

12 fev 1918: Julian S. Schwinger
Físico norte-americano. Abiscoitou o Prêmio Nobel de Física em 1965 pelos trabalhos fundamentais em Eletrodinâmica Quântica, com profundas implicações na Física de partículas. Faleceu em 16 de julho de 1994.

14 fev 1564: Galileo Galilei
Físico, matemático e astrônomo italiano, nascido em Pisa, é considerado o fundador do método experimental. Entrou em conflito com a Igreja devido ao seu apoio explícito às idéias de Copérnico. Quase foi conduzido à fogueira por isso. Pressionado pelo temor, renegou suas idéias, mas teve de viver o resto de sua vida em prisão domiciliar. Apenas recentemente a Igreja Católica o perdoou. Foi o primeiro a usar a Matemática para descrever os fenômenos físicos. Propôs o uso de pêndulo para relógios e desenvolveu o telescópio com o qual descobriu as crateras lunares, as manchas solares, os satélites de Júpiter e as fases de Mercúrio. Faleceu em Arcetri, nas proximidades de Florença, em 8 de janeiro de 1642.

15 fev 1850: Sonja (ou Sofia) Kowalewski
Matemática russa, nascida em Moscou. Notabilizou-se por suas valiosas contribuições para a teoria das equações diferenciais. Em 1888 ganhou o prêmio Borodin, da Academia de Ciências da Suécia, por seu trabalho sobre a rotação de um corpo rígido em torno de um ponto. Esse trabalho foi tão notável que dobraram o valor do prêmio. Faleceu em Estocolmo, em 10 de fevereiro de 1891.

18 fev 1745: Alessandro Volta
Físico italiano, conhecido especialmente pela invenção da bateria. Mais tarde, viria a receber o título de conde. Faleceu em Como em 5 de março de 1827.

19 fev 1473: Nicolaus Copérnico
Astrônomo polonês, nascido em Torun. Numa época em que a Terra era tida como o centro do universo, Copérnico revolucionou o mundo intelectual propondo o sistema heliocêntrico. Ele afirmou que a Terra girava em torno de si própria e transladava em torno do Sol. Faleceu em Frauenburg, Prússia, hoje cidade polonesa chamada Frembork, em 24 de maio de 1543.

20 fev 1844: Ludwig Eduard Boltzmann
Físico austríaco, nascido em Viena. Sua contribuição mais importante foi para o desenvolvimento da Mecânica Estatística. Foi um dos primeiros a reconhecer a teoria eletromagnética de Maxwell. Derivou a lei geral que rege a distribuição de energia num sistema e enunciou o teorema da equipartição de energia. Foi muito mal compreendido pelos seus contemporâneos que não perceberam a natureza estatística da sua abordagem dos problemas. Os ataques constantes dos colegas à sua teoria finalmente deixaram-no muito cansado e, em profunda depressão, acabou suicidando-se, em Duino, Itália, em 5 de setembro de 1906.

22 fev 1843: Visconde de Taunay
Engenheiro militar, professor e romancista brasileiro, nascido Alfredo D'Escragnolle Taunay no Rio de Janeiro. Autor de A retirada da Laguna (disponível na Biblioteca deste site) e Inocência, um dos livros mais lidos da literatura brasileira. Foi um dos fundadores da Academia Brasileira de Letras. Faleceu no Rio de Janeiro, em 25 de janeiro de 1899.

Almanaque - Edição 51 - Março de 2012

Para pensar

Nesta seção do Almanaque, apresentamos textos retirados de obras do Racionalismo Cristão e de pesquisadores atuais e do passado.

Conhecimentos via intuição

A Força Criadora está presente no Universo, atua em toda parte, penetra todos os corpos, sem deixar um único ponto vazio. O repositório da sabedoria mais alta não está na Terra, como muitos supõem, mas no Espaço, em sua concepção absoluta. Os avançados progressos da tecnologia moderna não existiriam, se muitas frações dessa sabedoria não tivessem sido transmitidas aos seres humanos pela via da intuição.

Nosso planeta, sem que a maioria dos seus habitantes se dê conta dessa grande verdade, continua a receber importantes subsídios dos planos superiores. E eles viriam, ainda em escala maior, se o contingente de seres em condições de receber essas intuições fosse mais elevado.

Entretanto, é indispensável que o ser humano se prepare para essa elevação, eliminando da alma todo sentimento inferior. A calma, a serenidade e a reflexão constituem hábitos altamente saudáveis para o corpo e o espírito. O mundo, onde quer que o indivíduo se encontre, reclama sua presença, para fazê-lo participar dos acontecimentos que a todos envolvem.

Como peças indispensáveis de um conjunto, como componentes da Inteligência Universal, não nos cabe fugir às responsabilidades e aos deveres que a vida impõe a cada um, ainda mesmo que não nos sejam agradáveis.

Sempre que nos encontrarmos, por qualquer motivo, em posição desfavorável, saibamos cumprir, com ânimo e bravura, a parte que nos toca nos deveres, imprimindo aos nossos atos e às nossas ações a maior parcela de dignidade.

Passatempo

O Sr. e Sra. Ferreira e seus dois filhos formam uma família brasileira típica. De acordo com um dos seus vizinhos:

1. Jorge e Dora são parentes consanguíneos.
2. Haroldo é mais velho do que Jorge.
3. Vera é mais nova do que Haroldo.
4. Vera é mais velha do que Dora.

Se duas e somente duas das afirmações acima são verdadeiras, qual é o primeiro nome de cada membro da família Ferreira

Respostas na próxima edição.

Resposta da edição anterior:

1. A mãe de Marta teve quatro filhos.
O primeiro chamou-se Primavera,
o segundo, Verão e
o terceiro Outono.
Qual o nome do quarto?
Resp.: Marta.

2. Você tem diante de si 10 conjuntos de 10 moedas cada. Você sabe quanto as moedas devem pesar. Sabe, também, que cada uma das 10 moedas de um dos conjuntos pesa 1 grama a menos do que deveria e que todas as demais dos outros conjuntos têm o peso correto. Dispondo de uma balança digital precisa, determine qual é o conjunto das moedas que pesam menos.
Resp.: Coloque na balança seis moedas: uma do primeiro conjunto, duas do segundo e três do terceiro, e anote o peso indicado pela balança. Como um dos conjuntos é formado com moedas que pesam uma grama a menos, se a diferença notada for de uma, de duas ou de três gramas, o conjunto buscado será o primeiro, o segundo ou o terceiro, respectivamente.

Humor

Na sala de aula

O professor explicando o que significa ser um ladrão:
– Joãozinho, imagine que eu enfie a mão no seu bolso e retire uma nota de 100 reais. O que eu seria?
– Um mágico.
– Mariazinha, me diga 3 partes do corpo que comecem com a letra D.
– Hummmm.... Dedo, Dente... e huummm... Dentina!
– Muito bem, vai levar uma nota que começa com D também!
– Dez! Oba!
E virando-se para o Joãozinho:
– Joãozinho, agora me diga 3 partes do corpo que comecem com a letra Z.
– Zóio, Zouvido e Zoreia, fessora!
– Vai levar uma nota que começa com Z também!
– Um zoito? Oba!


Melhore seu vocabulário em inglês

O texto a seguir foi composto com base nas 500 palavras mais usadas em inglês. Aproveite para rever seu vocabulário. Coloque o mouse sobre as palavras em vermelho para ver a tradução.

Richard, the writer

RICHARD worked in a bank but, like many young men, he did not like his work. "This isn't the kind of life for me," he often said to his friends in the bank." I want to be a writer. I can't write books about life in a bank, can I? I must see life. I must go to other countries and meet the people of those places. Then I'll be able to write books about them. Everyone will read my books and when they see me in the street, they'll say: 'Look, that's Richard King, the well known writer!' "

His friends in the bank called him this too: Richard the writer. It made everyone laugh, except Richard. It made him a little angry.
"I must write a book," he said to himself. "I must, I must, I must! If I don't write a book, they'll laugh at me all my life."

Richard's father and mother were dead so he lived by himself in a small hotel near the station. He liked it there. His room was small but it was clean and the food was good. But most of all he liked it because there were a lot of new faces to see every day. People were always coming and going. He met many of these people when he had his dinner in the hotel at night.

He always ate at the same table near the window. From there he could see everyone in the room. When the hotel was full, the owner put someone at Richard's table. Richard liked that very much. He was not a good talker himself but he liked to hear other people talk. In this way he got to know a lot of things about people. He made a note of these things in a book that he kept in his room. Before he went to sleep at night he always wrote these notes in his book.
"This is the way to become a writer," he told himself. "A writer has to keep notes. One day I may be able to write a book about these people who come to the hotel. Who nows?"

Then a great thing happened to Richard. One night when the hotel was full, a man came to sit at his table. As they had dinner, the man talked about many things. He talked a lot about the places that he knew. At first he did not talk much about himself. Richard did not talk much at all. But he asked a lot of questions. He looked at the man's face with care. He wanted to make notes about him in his notebook. "Big head, very large ears. I'll make a note of all this," he said to himself.
After dinner, they had one or two drinks and Richard began to talk too. He told the man about his troubles.

"I work in a bank," said Richard, "but I am not happy there."
"In a bank?" said the man. "But that's a good place to work, isn't it? They pay you well."
"Yes, I'm well paid," said Richard. "But I don't like my work at all. I want to be a writer."
"Oh, I may be able to help you," said the man. "You see, I happen to be a writer."

Richard nearly jumped off his chair when he heard that. "At last," he thought, "I've met a writer!"

"Yes," the man said, "I've written many books. But I haven't made much money, I'm afraid. I'm still a poor man."
"But does that matter?" asked Richard. "People read your books. They know you."
"Oh, yes," said the man sadly. "People know me."

(Continua na próxima edição.)

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Os doze trabalhos de Hércules

Monteiro Lobato

01 - O leão da Nemeia


1. Hércules

Na Grécia Antiga o grande herói nacional foi Héracles, ou Hércules, como se chamou depois. Era o maior de todos e ser o maior de todos na Grécia daquele tempo equivale a ser o maior do mundo. Por isso até hoje vive Hércules em nossa imaginação. A cada momento, na conversa comum a ele nos referimos, à sua imensa força ou às suas façanhas lendárias. Dele nasceu uma palavra muito popular em todas as línguas, o adjetivo "hercúleo", com a significação de extraordinariamente forte. A principal característica de Hércules estava em ser extremamente forte, extremamente bruto, mas dotado de um grande coração. No calor das façanhas muitas vezes matava culpados e inocentes - e depois chorava arrependido. Disse Anatole France: "Havia em Hércules uma doçura singular. Depois de em seus acessos de cólera golpear culpados e inocentes, fortes e fracos, Hércules caía em si e chorava. E talvez até tivesse dó dos monstros que andou destruindo por amor aos homens: a pobre Hidra de Lerna, o pobre Minotauro, o famoso leão do qual tirou a pele para transformá-la em peliça. Mais de uma vez, ao fim dum daqueles feitos, olhou horrorizado para a clava suja de sangue... Era robustíssimo de corpo e mole de coração." Coitado! Tinha coração de banana...

Esta conversa ocorria no Sítio do Picapau Amarelo, entre a boa Dona Benta e seu neto Pedrinho. E o assunto recaira em Hércules porque o garoto estivera a recordar passagens das suas aventuras na Grécia Heróica, como vem contado no O Minotauro.

– E se voltarmos para lá? - exclamou Pedrinho. - Aquela Grécia não me sai da cabeça, vovó...
– Para que, meu filho?
– Para assistirmos às outras façanhas de Hércules. Só vimos uma: a destruição da Hidra de Lerna. São doze...

Dona Benta fez ver que o fato de terem saído incólumes da luta entre Hércules e a hidra fora um verdadeiro milagre, sendo impossível que tal milagre se repetisse nas outras façanhas.

– Eu quase morri de medo - disse a boa velhinha - quando, lá na casa de Péricles, em Atenas, tive comunicação de que você, Emília e o Visconde estavam assistindo a essa luta de Hércules com a tal serpente de sete cabeças...
– Nove - corrigiu Pedrinho. Oito mortais e uma imortal.
– Ou isso. Quase morri de medo, porque bastava que uma simples gota do sangue da hidra espirrasse em vocês para irem todos para o beleléu.

Pedrinho danava com aqueles medos da vovó. Sempre que ele sugeria alguma aventura nova, lá vinha ela com o tal medo e a tal pontada no coração. Resultado: ele metia-se nas aventuras do mesmo modo, mas escondido, sem licença dela.

– Os velhos não entendem os novos - dizia Pedrinho. Querem nos governar, querem nos obrigar a fazer exatinho o que eles fazem. Esquecem-se de que se fosse assim, o mundo parava - não havia nada novo... E note-se que vovó não é como as outras velhas. No começo não quer, e opõe-se; mas se realizamos às escondidas alguma aventura, assim que vovó sabe faz uma cara de espanto e de zanga, mas esquece logo a zanga e gosta, e às vezes ainda fica mais entusiasmada do que nós mesmos.

E Narizinho acrescentou:

– Vovó diz que não, só por dizer, porque o tal 'não' sai da boca dos velhos por força do hábito. Mas o 'não' de vovó quer quase sempre dizer 'sim'.

Dona Benta opôs-se a que Pedrinho voltasse à Grécia para tomar parte nas onze façanhas do grande herói, mas opôs-se dum modo que era o mesmo que dizer: "Vá, mas escondido de mim..." e Pedrinho exultou.

– Falei com vovó - foi ele correndo dizer a Narizinho - e ela veio com aquele "não" de sempre, que nós traduzimos por "sim." Vou mandar o Visconde fabricar o pó de pirlimpimpim necessário. Volto lá com o Visconde e a Emília...
– E eu? Fico chupando no dedo?
– Ah, você não pode ir, Narizinho. Vovó não anda boa do reumatismo, tem necessidade de um de nós sempre junto dela.

2. Preparativos

Pedrinho explicou ao Visconde os seus planos de nova viagem pelos tempos heróicos da Grécia Antiga.
– Vamos nós três, eu, você e Emília.
– Emília já sabe do projeto?
– Já, e está atropelando tia Nastácia para que lhe arrume uma canastrinha nova. Diz que desta vez vai completar o seu museu com mil coisas gregas.

O Visconde suspirou. Sempre que Emília se lembrava de viajar com canastra, era ele o encarregado de tudo: de carregá-la às costas, de vigiá-la. E se desaparecia qualquer coisa, lá vinha ela com a terrível ameaça de "depená-lo", isto é, arrancar-lhe as pernas e os braços.

– Que quantidade de pó quer? - indagou o Visconde.
– Aí um canudo bem cheio.

O pó de pirlimpimpim era conduzido num canudinho de taquara-do-reino, bem atado à sua cintura. Ele tomava todas as precauções para não perder o precioso canudo, pois do contrário não poderia voltar nunca mais. Mas como em aventuras arrojadas a gente tem de contar com tudo, o Visconde sugeriu uma ideia ditada pela prudência.

– O melhor é levarmos três canudos, um com você, outro comigo e outro com a Emília. Desse modo ficaremos três vezes mais garantidos.

Emília, na cozinha, atropelava tia Nastácia. Quero uma canastrinha nova e maior, onde caiba muita coisa. A negra, entretida em fritar uns lambaris, resmungava:

– Pra que isso agora? Estou cansada de fazer coisas para você, Emília. Ora é isto, ora é aquilo. Canastra agora!... Não serve mais a última que fiz?
– Muito pequena. Quero uma, o dobro.
– E pra quê? Que tanta coisa tem para guardar? - e largando da colher espiou bem dentro dos olhos da ex-boneca. Hum! ... Estou cheirando reinação nova... Esses olhinhos não negam. Que vai fazer?
– Nada - respondeu Emília com a maior inocência. Só que tenho muitas coisas a guardar e a canastrinha velha já está cheia.
– Eu sei, eu sei... - resmungou a preta. Pra mim, é reinação nova. Onde é? Vá - diga...

Emília começou a inventar uma mentira bem arranjada demais. Todas as mentiras da Emília eram assim: tão bem arrumadinhas que todos logo desconfiavam. A negra não acreditou em coisa nenhuma; mas, para se ver livre da atropeladeira, disse:

– Está bom. Faço, sim. Que remédio? Você quando quer uma coisa fica pior que carrapato... - e à noite, no serão, fez a canastra nova do tamanho que a atropeladeira queria. Dona Benta apareceu e viu a negra entretida naquilo.

– Hum!... Canastrinha nova... Isso é sinal de Grécia. Pedrinho está com saudades de mais aventuras por lá.
– E Sinhá deixa? - disse Nastácia, lembrando-se das aflições passadas no labirinto de Creta, quando andou às voltas com o horrendo Minotauro.
– Eu já disse que não - respondeu a boa velha - mas Pedrinho não acredita nos meus "nãos." Eles querem acompanhar Hércules em seus outros trabalhos...
– Credo! - exclamou a preta, sem saber que "trabalhos" eram aqueles

E Narizinho veio pedir à vovó que falasse de Hércules. Dona Benta falou.
– Ah, minha filha, que maravilhoso herói foi esse massa bruta! Era filho de Zeus, o grande deus lá dos gregos, e de Alcmena, a mulher mais bela da época, grande como uma estátua, forte, imponente. Mas Zeus era casado com a deusa Hera, a qual, enciumadíssima com aquele filho de seu esposo na Terra, jurou persegui-lo sem cessar. E assim foi. A vida do pobre Hércules tornou-se um puro tormento, tais e tais armadilhas lhe armava a deusa. Mas era defendido por Zeus. Hera armava as armadilhas e Zeus as desarmava - e assim foi até o fim.
– Que fim? - quis saber a menina.
– O triste fim que Hércules teve, coitado, um herói tão bom...
– Conte o fim de Hércules, vovó.

D. Benta contou que depois duma infinidade de aventuras, entre as quais os famosos Doze Trabalhos, Hércules casou-se com Dejanira, a quem amava muito. Mas um dia, numa das suas expedições, foi dar nas terras do centauro Nesso. Hércules já se havia batido contra os centauros do antro de Folo e matara-os a todos, menos a esse Nesso, que fugira. Parece que Hércules não reconheceu nessa ocasião o seu velho inimigo, pois tendo de atravessar um rio a nado, pediu a Nesso que passasse Dejanira. Daí lhe veio a desgraça. Nesso, no meio do rio com a esposa de Hércules ao ombro, teve a idéia de dar-lhe um beijo à força. Lá da margem Hércules viu tudo e, tomando uma flecha, zás, espetou-a no coração do centauro. Era ferida mortal. Nesso ia morrer, mas antes disso teve tempo de dar a Dejanira um filtro potentíssimo. Quem pusesse no corpo uma peça qualquer do vestuário respingada com esse filtro envenenarse-ia e morreria a pior das mortes. Dejanira guardou o filtro e alcançou a nado a margem onde Hércules a esperava.
– E o centauro?
– Esse morreu na água e lá se foi boiando...Tempos depois Hércules se meteu em nova aventura, na qual salvou uma linda moça de nome Iole, levando-a consigo à Ilha de Eubéia, onde havia um altar a Zeus. Lá, querendo oferecer um sacrifício a Zeus, mandou um mensageiro à sua casa em Traquis, buscar uma túnica. Chamava-se Licas, esse mensageiro. Era um abelhudo. Em vez de limitar-se a cumprir a missão, contou a Dejanira toda a aventura e falou da maravilhosa beleza de Iole, que Hércules salvara e levara para Eubéia. Uma feroz onda de ciúme encheu o coração de Dejanira, fazendo-a lembrar-se do venenoso filtro de Nesso. E sabe o que fez? Entregou ao mensageiro a túnica que Hércules mandara buscar, mas toda borrifada com o tal filtro...
– Malvada! - exclamou a menina.
– Ao receber a túnica, o pobre Hércules vestiu-a descuidosamente e foi ao altar fazer o sacrifício a Zeus. Lá chegando, começou a sentir no corpo uma dor horrenda como se tivesse vestido uma túnica feita de chamas implacáveis. E morreu torrado.
– Malvada! - repetiu Narizinho, mas Dona Benta explicou que a intenção de Dejanira não fora aquela. Nunca imaginou que a túnica fosse vestida pelo herói; julgou que era destinada à linda Iole; de modo que ao saber do acontecido, desesperou-se e correu a enforcar-se numa árvore.

3. Perto da Neméia

No terceiro dia pela manhã já tudo estava pronto para a partida. Pedrinho deu uma pitada de pó a cada um e contou:
– Um... dois e... TRÊS! Na voz de Três, todos levaram ao nariz as pitadinhas e aspiraram-nas a um tempo. Sobreveio o fiun e pronto. Instantes depois Pedrinho, o Visconde e Emília acordavam na Grécia Heróica, nas proximidades da Neméia. Era para onde haviam calculado o pó, pois a primeira façanha de Hércules ia ser a luta do herói contra o leão da lua que havia caído lá. O pó de pirlimpimpim causava uma total perda dos sentidos, e depois do desmaio vinha uma tontura da qual os viajantes saíam lentamente. Quem primeiro falou foi Emília:

– Estou começando a ver a Grécia, mas tudo muito atrapalhado ainda... Parece que descemos num pomar...

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Efemérides

03 mar 1845: Georg Ferdinand Ludwig Philipp Cantor
Matemático russo, nascido em São Petersburg. Fundador da Teoria dos Conjuntos. Introduziu o conceito de números transfinitos. Faleceu em Halle, Alemanha, em 6 de janeiro de 1918.

14 mar 1847: Castro Alves
Poeta brasileiro nascido em Curralinho-BA (hoje Castro Alves). Considerado um dos mais expressivos representantes do Romantismo brasileiro, ao lado de Gonçalves Dias. Seu livro Espumas flutuantes (disponível na Biblioteca deste site) consagrou-o para sempre. Seus poemas são lidos e admirados ainda hoje, especialmente aqueles em que denuncia a iniquidade da escravidão. Faleceu em Salvador-BA, em 6 de julho de 1871.

14 mar 1879: Albert Einstein
Físico alemão, nascido em Ulm. Considerado um dos gênios do século e mais conhecido pela sua Teoria da Relatividade Restrita. Criou também a Teoria da Relatividade Geral, ou mais apropriadamente, Teoria da Gravitação. Entretanto, o prêmio Nobel de Física que ganhou foi em razão da explicação que deu do efeito fotoelétrico e, genericamente, por seus trabalhos em Física Teórica. A partir de 1933, passou a residir em Princeton, Nova Jersey, onde trabalhou pelo resto de sua vida dedicando-se, principalmente, a encontrar uma teoria de unificação das leis físicas. Nunca aceitou a interpretação estatística da Mecânica Quântica. Neste sentido, é sua a famosa frase: "Por acaso Deus joga dados?" Quando visitou o Brasil, teria dito que é impossível citar os maiores físicos teóricos do mundo sem incluir Mario Schenberg. Faleceu em Princeton, em 18 de abril de 1955.

16 mar 1825: Camilo Castelo Branco
Escritor português, nascido em Lisboa. Foi uma das maiores figuras literárias de Portugal do século 19. Suas numerosas obras literárias incluem desde melodramas românticos até trabalhos que seguem a estética realista. Um dos maiores conhecedores do idioma português. Seu romance Amor de perdição está disponível na Biblioteca deste site. Faleceu em Seide, em 1 de junho de 1890.

21 mar 1768: Jean-Baptiste-Joseph Fourier
Matemático francês, nascido em Auxerre. Também egiptologista. Teve grande influência no desenvolvimento da física matemática em consequência do seu livro Théorie analytique de la chaleur, publicado em 1822. Contribuiu significativamente para o desenvolvimento da teoria das funções de uma variável real. Faleceu em Paris, em 16 de maio de 1830.

23 mar 1749: Pierre-Simon de Laplace
Matemático, astrônomo e físico francês, nascido em Beaumont-en-Auge. Seus trabalhos mais notáveis foram sobre Mecânica Celeste e Teoria Analítica das Probabilidades. Faleceu em Paris, em 5 de março de 1827.

23 mar 1882: (Amalie) Emmy Noether
Matemática alemã, nascida em Erlangen. Por suas importantes contribuições para o desenvolvimento da Álgebra Superior foi reconhecida como a algebrista mais criativa dos tempos modernos. Faleceu em Bryn Mawr, E.U.A., em 14 de abril de 1935.

27 mar 1845: Wilhelm Conrad Roentgen
Físico prussiano, nascido em Lennep. Por sua descoberta dos raios X, recebeu o primeiro prêmio Nobel de Física, em 1901. Faleceu em Munique, em 10 de fevereiro de 1923.

31 mar 1596: René Descartes
Matemático e filósofo francês, nascido em La Haye. Tem sido considerado o pai da filosofia moderna. Sua obra mais conhecida talvez seja o Discurso do método (disponível na Biblioteca deste site), onde aparece a famosa afirmação "Penso, logo existo". Faleceu em Estocolmo, em 1 de fevereiro de 1650.

31 mar 1906: Shin'ichiro Tomonaga
Físico japonês, nascido em Kyoto. Juntamente com Feynman e Schwinger, recebeu, em 1965, o prêmio Nobel de Física, pelos trabalhos que conduziram ao casamento (consistência) da Eletrodinâmica Quântica com a Teoria da Relatividade Restrita. Faleceu em Tokio, em 8 de julho de 1979.

Almanaque - Edição 52 - Abril de 2012

Para pensar e praticar

Nesta seção do Almanaque, apresentamos textos retirados de obras do Racionalismo Cristão e de pesquisadores atuais e do passado.

A mulher e o homem

A mulher e o homem se completam no lar como duas medidas de compensação, sendo necessário que haja esforço permanente para desempenharem bem o seu papel. Unidos, irão cumprir a árdua e dignificante tarefa; distanciados, semearão discórdia e desentendimento, e a obra ficará por fazer. Assim, os que se unem pelo casamento têm o dever de auxiliar-se mutuamente, sob a influência das vibrações harmônicas do entendimento e da compreensão.

Uma das mais nobres e elevadas missões dos casais é a educação dos filhos. Na obra de edificação espiritual da humanidade desempenha ela um papel da maior relevância, no cumprimento da qual precisam esforçar-se por orientar os filhos nos moldes de uma conduta moral impregnada de virtudes.

As crianças possuem subconsciente amoldável, o que as torna sensíveis a receber a influência da orientação que lhes for ministrada - educação que deve ser pautada nos princípios de honestidade, de amor ao trabalho e à verdade - para se tornarem, no futuro, bons cidadãos.

Aos componentes de um lar jamais deverão faltar a serenidade e o bom humor, cujo cultivo é da maior necessidade. Inconciliável com o pessimismo, o bom humor abre caminho ao triunfo, já que desarma os pensamentos derrotistas e os receios infundados, afastando o nervosismo. A pessoa bem-humorada reflete alegria no semblante, confiança em si mesma e dispõe do essencial para gozar boa saúde.

O lar exige dos seus integrantes desprendimento e tolerância, para haver entre eles harmonia e entendimento, e não se enfraquecerem os laços de amizade que os devem unir cada vez mais solidamente.

Tenha-se sempre em vista que todos são imperfeitos, suscetíveis de incorrerem em erros. Assim sendo, possíveis falhas não devem ser encaradas com indignação ou revolta, mas com calma e compreensão, para o que é necessário dominar o temperamento impulsivo, violento ou intempestivo.

RACIONALISMO CRISTÃO, 44ª edição, 2010, p.137

Passatempo

Numa masmorra havia um prisioneiro cuja cela tinha duas saídas, cada uma com um guarda de plantão. Uma delas, porta A, levava à liberdade; a outra, porta B, à morte certa. Os guardas sabiam qual a saída para a liberdade. Um deles nunca mentia e o outro era mentiroso inveterado. O prisioneiro não sabia quem mentia e quem dizia a verdade. Foi dada a ele a oportunidade de encontrar a saída que o tornaria livre. Ele deveria fazer uma pergunta, e apenas uma, a um dos guardas. Qual pergunta deveria ser feita para saber qual a saída certa?

Dica: Inspire-se no problema apresentado na edição 28, de abril de 2010.

Respostas na próxima edição.

Resposta da edição anterior:

Jorge e Vera são os pais; Haroldo e Dora, os filhos.

Humor

Periodicamente a administração de um hospício fazia exame para descobrir se havia algum louco que pudesse ser enviado para casa. Num desses dias, após um sinal combinado, os funcionários do hospício gritaram:
– O hospício está inundando! O hospício está inundando!
Imediatamente os loucos se atiraram ao solo e começaram a nadar desesperadamente, menos um que continuava tranquilamente sentado num banco. – Por que você não está nadando? - perguntou o médico.
E o louco respondeu:
– Tá pensando que eu sou bobo?
O médico pensou: "Esse já deve estar curado."
E o louco emendou: – Vou esperar pela lancha de salvamento!


No mesmo hospício, o dentista está atendendo um interno de quem tinha extraído um dente na véspera.
– O seu dente parou de doer?
– Como vou saber, se o senhor ficou com ele?

Melhore seu vocabulário em inglês

O texto a seguir foi composto com base nas 500 palavras mais usadas em inglês. Aproveite para rever seu vocabulário. Coloque o mouse sobre as palavras em vermelho para ver a tradução.

Richard, the writer (conclusão)

Richard bought two more drinks. He began to ask the man a lot of questions.

"How can I begin to write a book?" he asked.
"Write about something that you know well," the man told him.
"But I only know about work in a bank," Richard said. "People don't want to read about that."
"Oh, I don't know," the man answered. " Think of all the people who come to your bank every day! You can write a book about them."
"How can I?" asked Richard. "Tell me."
"I'll try," said the man. "But let us have another drink first."
"Now," he said, when they had their drinks. "I'll help you to write a story. Many kinds of people come your bank. Some of them must be very rich. Who is the richest?"

Richard thought for a time. Then he said

"Mr. Bond, I think. Yes, he's the richest man. He has ten shops in this city. He makes a lot of money."
"Now, this Mr. Bond," said the man, "is he like other rich men?"
"No," said Richard, " in some ways he is not the same.
"Tell me about him," said the than. "Tell me all about Mr. Bond."
"Mr. Bond has ten shops, as I told you, and a lot of men work for him. But his clothes are old, like the clothes of a poor man. He comes to the bank himself every morning. He takes the money from his ten shops and brings it to the bank himself. He doesn't send a man with it. He comes just after the bank has opened so that he doesn't have to wait. And he always carries his money in a dirty old bag. This makes us all laugh because he's a rich man. But he has always brought his money in that bag."

The man asked Richard a lot of other questions. Richard told him everything about Mr. Bond. Then the man said

"You see, there is your story. I can't write it for you but if you try, you can write a very good story about Mr. Bond." "You're right," said Richard. "I understand now. Tomorrow I'll begin to write a story about Mr. Bond."

The man bought two more drinks. They drank them and after that the man said

"Now it's time for bed. I have to catch a train in the morning. I may not see you then. But when I come here again, I'll bring you some of my books. And you'll be able to read me your story!"

Richard thanked him for his help. He said good night and went to his room. He wrote some notes in his book about the man. He was very tired but he could not sleep.

"I've drunk too much," he thought.

In the morning Richard was not at all well. He got up and telephoned the bank.

"I'm not well," he told them. " I can't come to work today."

After that he went back to bed and slept. In the afternoon two of his friends came to see him.

"Have you heard the news?" one of them asked Richard.
"What news?" asked Richard. "I've been in bed all day. I haven't heard anything."
"Oh," said one of them. "It's about Mr. Bond. He was coming to the bank this morning. He was near the bank when a man jumped out, hit Mr. Bond hard and took his bag. Then the man ran off."
"He stole a lot of money," said the other friend. "Mr. Bond had nearly three hundred pounds in his bag this morning." "What did the thief look like?" asked Richard.
"No one saw him except Mr. Bond," was the answer. "The man had a cloth over his face. But Mr. Bond remembers one thing. The man had very large ears..."
"Very large ears! " said Richard. "Oh! "His face became very white.
"What's the matter, Richard?" they said. "You look ill. Shall we send for a doctor?" . . .
Not long after that Richard left the bank. Why? you will ask. Richard did not steal the money himself. He was not a thief. That is true - and no one ever knew about Richard and 'the writer', because Richard was afraid to tell anyone. The thief was never caught. But Richard's life changed. He became a writer at last. He wrote a book of stories and made a lot of money from it. One of the stories in the book - and the best, I think - was about a young man who worked in a bank. One day this young man, who lived in a small hotel near the station ... But you don't want me to tell you the story again, do you?

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Os doze trabalhos de Hércules

Monteiro Lobato

02 - A hidra de Lerna


1 Os centauros

Apesar de já de língua de fora, Pedrinho não cessava de admirar a maravilhosa musculatura de Hércules. Já Emília não dava àquilo nenhuma atenção. O que queria era prosa, e sobretudo convencer o herói de ir passar uns tempos no Picapau Amarelo.
– Não há nada de mais nisso - dizia ela. - Até D. Quixote já esteve lá, e bem que dormiu uma soneca na redinha de Dona Benta. Você não vai sentir nenhuma diferença de clima, porque aquilo lá é uma Grécia, do mesmo modo que esta Grécia aqui é o sítio de Dona Benta da antiguidade.
– Mas há lá, então, os mesmos seres que existem por aqui? - perguntou Hércules, sem moderar a marcha.
– Há e não há - respondeu Emília. - Há porque às vezes os mesmos daqui aparecem por lá, como aconteceu com a Quimera. E não há porque... O herói interrompeu-a com cara de espanto.
– A Quimera? Pois esteve lá a Quimera?... Aquele monstro horrível contra o qual lutou Belerofonte?...
– Isso mesmo - confirmou Emília. - Foi vencida por Belerofonte, o qual, entretanto, não a matou bem matada. A Quimera sarou e virou um verdadeiro monstro doméstico. Ele tem dó dela, coitada, e guarda-a no quintal, como faz o tio Barnabé com aquele burro velho. Já não sai fogo de sua boca, só uma fumacinha de vulcão extinto.
– E como foi a Quimera parar lá? quis saber Hércules, ainda admirado de tamanho prodígio.
–  Ah, isso aconteceu quando todos os personagens do Mundo das Fábulas resolveram mudar-se para as "Terras Novas", isto é, as fazendas vizinhas que Dona Benta comprou especialmente para acomodá-los - e Emília desfiou o principal das aventuras contadas no "O Picapau Amarelo."
Hércules gostou muito do pedacinho em que Sancho aparece no palácio do Príncipe Codadade, em busca de remédios para as machucaduras de seu amo D. Quixote, o qual havia tido um encontro com a hidra de Lerna. Riu-se com desprezo. Não há maior desprezo do que o dos heróis antigos para com os heróis modernos.
– Atacar a hidra de Lerna, ah, ah... É que ele não sabe que esse monstro de nove cabeças tem uma imortal. Homem nenhum poderá destruí-la - e muito receio que Euristeu me imponha como Segundo Trabalho uma luta contra a hidra de Lerna...

Depois, voltando a D. Quixote, riu-se de novo, ah, ah, ah...
– Com aquele espeto comprido que ele usa quando monta em Rocinante. Rocinante é o cavalo dele - magro como um cambau.
O Visconde, lá do outro ombro, cochichou ao ouvido de Hércules que o tal espeto comprido era uma lança.
– Sim, uma lança - repetiu o herói. - Chega a ser irrisório! Mas se esse tal herói saiu da luta apenas machucado, então é que a hidra nem sequer lhe deu a honra de atacá-lo com uma das suas nove cabeças - limitou-se a dar-lhe duas ou três chicotadas com a ponta da cauda. Ah, ah, ah... A risada de Hércules encheu Pedrinho de curiosidade. "Que será que estão conversando?" Ele não agüentava mais a carreirinha no trote. Sentia-se frouxo. Criou coragem e gritou:
– Senhor Hércules! Pare um bocadinho. Preciso descansar uns minutos... O herói parou, virou o rosto e deu com o seu oficial de gabinete lá atrás. Riu-se e, como tivesse muito bom coração, atendeu ao pedido, do menino quase sem fôlego. Ficou a esperá-lo.
– O meu oficial está frouxo - murmurou. - Muito pequeno para me acompanhar. Mas com paradas assim, quando chegaremos a Micenas? Vamos lá, senhora dadeira de ideias. Dê uma ideia que resolva este problema.

Emília tinha mais ideias na cabeça do que um cachorro magro tem pulgas no pelo. Resolveu o caso num ápice.
– O jeito que vejo é um, um só, amigo Hércules: arranjar para Pedrinho um cavalo, porque a pé já vi que não nos acompanha. Se está de língua de fora no comecinho das nossas aventuras, imagine no fim...

Depois teve uma ideia melhor ainda.
– Cavalo, não, Hércules. Um centauro!... Pedrinho a nos acompanhar montado num centauro, haverá coisa mais linda?
Hércules sorriu.
– Os centauros são monstros indomáveis. Já lutei contra eles e sei.
– Um potrinho de centauro - sugeriu Emília. A ideia abalou Hércules. Sim, um potrinho de centauro talvez fosse amansável.. Ele jamais pensara nisso nem ninguém ali na Grécia.
– Podemos tentar, não há dúvida. Aqui perto fica a querência duma manada de centauros. Se entre eles houver um bom potrinho, podemos laçá-lo e experimentar o amansamento. Estavam nesse ponto quando Pedrinho os alcançou.
– Uf! - foi exclamando, enquanto se sentava numa pedra. - Estou a botar os bofes pela boca...
– Mas o remédio está achado, Pedrinho - disse Emília lá de cima do ombro do herói. - Hércules vai arranjar para você um centauro...

Pedrinho arregalou os olhos.
– Um centauro? Eu lá agüento andar montado num desses monstros?
– Um centauro filhote, Pedrinho. Um potrinho de centauro...

O rosto do menino iluminou-se. Se era um potrinho, então podia ser viável - e que gosto o seu, quando de volta ao século 20 pudesse contar a todo mundo que a sua montaria lá na Grécia fora um potrinho de centauro! A inveja do Jojoca e dos outros. As suas entrevistas aos jornais...
– E onde encontraremos isso?
– Por aqui mesmo - respondeu Hércules. - Eu estava contando à dadeira de ideias que fica por estas paragens a querência dum pequeno bando de centauros. Muito provável que haja entre eles algum novinho...

Para ler a história completa clique AQUI.

Efemérides

09 abr 1869: Élie-Joseph Cartan
Matemático francês, nascido em Dolomieu. Desenvolveu a teoria dos grupos de Lie e contribuiu para a teoria das subálgebras. Faleceu em Paris em 6 de maio de 1951.

15 abr 1707: Leonard Euler
Físico e matemático suíço, nascido em Basilea. É considerado o pai da geometria analítica moderna. Introduziu o uso do cálculo infinitesimal para desenvolver a Mecânica. Também desenvolveu uma teoria para explicar os movimentos da lua (problema de três corpos) e foi pioneiro na ciência da Hidrodinâmica. Faleceu em São Petersburgo em 18 de setembro de 1783.

16 abr 1845: Julio Ribeiro
Escritor e gramático brasileiro, nascido em Sabará, MG. Não há acordo sobre o dia em que nasceu. Alguns biógrafos apontam como sendo 10 de abril. Criador da bandeira do estado de São Paulo, concebida em 1888 para ser a bandeira da República. Foi membro da Academia Brasileira de Letras. Anticlerical e ardoroso representante do Naturalismo, movimento fundado pelo francês Émile Zola. A Carne, publicado em 1888, é seu romance mais conhecido, possivelmente a sua obra-prima, e está disponível na Biblioteca deste site. Faleceu em Santos em 01 de novembro de 1890.

18 abr 1882: Monteiro Lobato
Escritor brasileiro nascido em Taubaté, SP. Dotado de grande poder de expressão e domínio de linguagem. Revolucionou a indústria e a comercialização de livros. Fundador da moderna literatura infanto-juvenil brasileira, criou personalidades antológicas, como Jeca Tatu, Visconde de Sabugosa, a boneca Emília e Dona Benta, proprietária do Sítio do Picapau Amarelo. De suas obras para adultos, destacam-se Urupês e A onda verde. Faleceu em São Paulo. em 4 de julho de 1948. (Os livros Reinações de Narizinho e O Sítio do Pica-pau Amarelo estão disponíveis na Biblioteca deste site.)

19 abr 1883: Getúlio Dorneles Vargas
Nascido em São Borja, RS, foi presidente do Brasil duas vezes: 1930-1945 e 1951-1954. Após ter sido derrotado como candidato à presidência em 1930 (na época governador do estado do Rio Grande do Sul), conduziu uma revolução que o levou ao poder. Manteve a Assembleia Constituinte até 1937, quando decidiu governar por si mesmo, criando o Estado Novo. Durante seu segundo mandato, diante dos sucessivos escândalos que abalaram o seu governo, suicidou-se no Rio de Janeiro em 24 de agosto de 1954.

20 abr 1884: Augusto dos Anjos
Poeta brasileiro nascido em Cruz do Espírito Santo, PB, famoso por sua linguagem de expressão científica. Sua obra mais conhecida é Eu ("A mais abstrusa das mesclas de lirismo espiritual e de rudeza materialista", Agripino Griecco.)  Está disponível na Biblioteca deste site. Faleceu em Leopoldina, MG, em 12 de novembro de 1914.

21 abr 1792: Execução e morte de Joaquim José da Silva Xavier
Nascido em Pombal, MG, em 16 de agosto de 1746 ou 12 de novembro de 1748, é mais conhecido como Tiradentes, por ter sido dentista. Grande patriota e mártir, organizou e liderou a primeira grande insurreição contra o governo português no Brasil. Considerado herói nacional, é também lembrado como um dos precursores dos movimentos de independência na América Latina. A execução se deu no Rio de Janeiro.

23 abr 1858: Max Karl Ernst Ludwig Planck
Físico alemão nascido em Kiel. Sua teoria quântica e a teoria da relatividade, de Einstein, inauguraram a era moderna da Física. Seus primeiros trabalhos, influenciados por Clausius, foram em termodinâmica. Depois dedicou-se ao estudo das propriedades físicas do corpo negro. Foi nessa ocasião que ele introduziu a ideia revolucionária da quantização da energia. Demorou muito para Planck acreditar nos quantos que ele mesmo descobriu, apesar dos trabalhos de Einstein (efeito foto-elétrico) e de Bohr (modelo atômico). Recebeu o prêmio Nobel de Física em 1918. Faleceu em Gotemburgo em 4 de outubro de 1947.

25 abr 1900: Wolfgang Pauli
Físico austríaco nascido em Viena. Passou a maior parte de sua vida em Zurique. Uma de suas contribuições mais importantes à Física Moderna é o descobrimento do Princípio de Exclusão de Pauli. Foi ele quem por primeira vez propôs a existência do neutrino (descoberto apenas 30 anos depois). Recebeu o prêmio Nobel de Física em 1945. Faleceu em Zurique em 15 de dezembro de 1958.

29 abr 1854: Henri Jules Poincaré
Matemático, cosmólogo e filósofo da ciência francês, nascido em Nancy, Lorena. Mais conhecido pelas suas inúmeras contribuições para a Matemática (pura e aplicada) e Mecânica Celeste. Considerado por muitos como o último universalista. Faleceu em Paris em 17 de julho de 1912.

30 abr 1777: Johann Karl Friederich Gauss
Matemático alemão nascido em Brunswick num pobre casebre. Inventou o método conhecido como mínimos quadrados e fez muitas contribuições para a Teoria dos Números. Descobriu uma geometria não euclidiana. Tornou-se célebre quando mostrou como redescobrir o asteroide Ceres, cujas coordenadas haviam sido perdidas. Mais tarde interessou-se pelo estudo do magnetismo, em particular do magnetismo terrestre. Também é lembrado pelas suas contribuições à Estatística e ao Cálculo Infinitesimal. Faleceu em Gotemburgo em 23 de fevereiro de 1855.

Almanaque - Edição 53 - Maio de 2012

Para pensar e praticar

Nesta seção do Almanaque, apresentamos textos retirados de obras do Racionalismo Cristão e de pesquisadores atuais e do passado.

Livres pensadores

O Racionalismo Cristão é uma doutrina filosófica, por isso não adota livros religiosos nem se pronuncia sobre eles.

Os ensinamentos de Cristo, que também são a base dos ensinamentos explanados pelo Racionalismo Cristão, ficaram registrados em muitas fontes, inclusive na bíblia. Mas é preciso saber separar o joio do trigo.

Podemos encontrar ensinamentos preciosos que nos ajudam a crescer espiritualmente, que nos orientam sobre a melhor forma de vencermos nossas dificuldades e de buscarmos nos aperfeiçoar em muitos livros.

A doutrina racionalista cristã orienta-nos a sermos livres pensadores. Assim, devemos buscar por toda parte os conhecimentos que temos disponíveis para nos esclarecermos.

Os ensinamentos racionalistas cristãos foram deixados por escrito por Luiz de Mattos e foram deixados para nossa reflexão, orientando-nos a ampliarmos nossos conhecimentos a partir de uma base sólida: estudar, observar, colocar o raciocínio para trabalhar e chegarmos a nossas próprias conclusões.

Nesta Doutrina respeita-se o livre-arbítrio de todos, aceitando-se as diferenças individuais, o grau de evolução de cada um e não se estimula o seguimento cego de qualquer afirmação.

RACIONALISMO CRISTÃO, 44ª edição, 2010, p.137

Passatempo

Época de eleições

Em um painel foram colocadas as fotos de seis vereadores candidatos à reeleição em uma cidade do interior. A partir das dicas abaixo, encontrar o nome completo de cada candidato e a posição de sua foto no painel.

1. A foto de Leandro está ao lado da do vereador Romero, que é homem.

2. A foto de Marta está imediatamente entre as fotos de dois homens; nenhum deles é Edu cuja foto está em uma das extremidades do painel.

3. A foto do vereador Alves está imediatamente ao lado direito da de Pedro, que tem um sobrenome mais curto do que Amanda, cujo número da foto é duas unidades menor do que a de Carlos.

4. A foto do vereador Melo é a de número 2; seu primeiro nome tem duas letras a mais do que a do vereador Buarque.

Primeiros nomes: Amanda, Carlos, Edu, Leandro, Marta e Pedro.
Sobrenomes (não necessariamente na ordem dos nomes): Alves, Barroso, Buarque, Melo, Romero e Toledo.


Para dicas sobre como montar um esquema para resolver este tipo de problema, clique AQUI.
Respostas na próxima edição.

Resposta da edição anterior:

Numa masmorra havia um prisioneiro cuja cela tinha duas saídas, cada uma com um guarda de plantão. Uma delas, porta A, levava à liberdade; a outra, porta B, à morte certa. Os guardas sabiam qual a saída para a liberdade. Um deles nunca mentia e o outro era mentiroso inveterado. O prisioneiro não sabia quem mentia e quem dizia a verdade. Foi dada a ele a oportunidade de encontrar a saída que o tornaria livre. Ele deveria fazer uma pergunta, e apenas uma, a um dos guardas. Qual pergunta deveria ser feita para saber qual a saída certa?

Resposta:
A pergunta é: "Se eu perguntar ao seu colega qual a porta certa, qual ele me indicaria?"

Seja qual for o guarda inquirido, de sua resposta o prisioneiro descobriria a porta certa. Vejamos por que.

Suponhamos que a porta certa é a "A". Se a pergunta tivesse sido feita ao guarda verdadeiro, ele responderia dizendo que seu colega teria indicado a porta "B" (pois seu colega sempre mente). Mas o mentiroso diria que seu colega teria indicado a “porta B”.

Humor - Computador quântico



– Como está o seu protótipo de um computador quântico?
– Muito bem. O projeto existe simultaneamente em ambos estados de sucesso total e projeto ainda não iniciado.
– Posso vê-lo?
– Esta é uma pergunta delicada.

(Colaboração de Ana Maria Aguilera de Barros)


    O cara pega seu papagaio e vai para uma festa. Chegando lá, na recepção o segurança impede sua entrada:
– Desculpe, mas animais não podem entrar.
E o papagaio diz: – Pode deixar, ele está comigo.

Melhore seu vocabulário em inglês

O texto a seguir foi composto com base nas 500 palavras mais usadas em inglês. Aproveite para rever seu vocabulário. Coloque o mouse sobre as palavras em vermelho para ver a tradução.

The man who talked too much (Parte 1 de 2)

FRED CRANE was a great talker. He liked talking more than anything else in life. It was like food and drink to him. When he went to stay in a hotel, it did not take him long to meet and talk to everyone there. Sometimes when he got on a train, no one was talking, but Fred soon made the people talk. He could not sit with people who were not talking.

But Fred has changed. In a way, he is not the same man at all now. He does not talk much these days. He never talks to people if he does not know them. Something happened to make Fred change. This story is about that.

One day last year Fred had to go on a journey to a big town in another part of England. I do not remember the name of the place but that does not matter. At the time he was buying and selling old cars. He was making a lot of money. He often carried two or three hundred pounds with him in his bag because many people like to have ready money when they sell something.

Fred went by train because there was always someone to talk to. That day he found a place with three other people, two men and a woman. One of the men, who was sitting next to the window, put a newspaper over his face as soon as the train left the station and tried to go to sleep. Fred was sitting next to him. The other man and the woman were ready to talk.

For the first part of the journey they talked about many things. Only the man next to the window did not take part. He slept with the newspaper over his face. After a time the three began to talk about money.

"Money isn't everything," said the man, who was a doctor. "I work to save people's lives, not to make money. I don't want a lot of money."
"But a man must have money," said Fred. "If he hasn't money, he may do something bad because of this."
"Rich people are often bad too," said the woman.
"That's very true," said Fred, "but a poor man may become bad just because he hasn't any money. He may steal. Money changes people's lives."

The doctor laughed.
"Have you ever stolen anything?" he asked Fred.
"Yes, I have. Everyone's stolen something," said Fred.
"What did you steal?" asked the doctor. "Did you steal something from a shop when you were a small boy?"

Fred thought: "Now I can make them talk! I'll tell them a good story."

"No," he answered. "It wasn't like that. I'll tell you about it. I was a young man at the time. I was in love with a very pretty girl. I wanted her to fall in love with me. I wanted to give her nice things but I had very little money. Then one day I saw a ring in a shop window. It was a beautiful ring, the kind of ring that all girls like. But where could I get the money for it? I hadn't got any money? There was only one answer. I had to steal the ring.
"I went into the shop and asked to see a lot of things there. The ring was one of them. When the shopkeeper turned his back, I stole the ring. It wasn't hard at all."
"But did you give that ring to the girl?" asked the woman.
"No, I wasn't able to give it to her," said Fred. "When I got home that night, I found a note from her. She didn't want to see me again because she was going to marry another man. So I stole the ring for nothing! But after that I began to work hard. I didn't want to steal again. In five years I was rich. I could buy a hundred rings like the one that I stole. My life changed because I stole a ring. Was that a bad thing?"
"No, you're right," said the doctor, who wanted to tell a story too. "It was a bad thing to do but that doesn't matter. Something like that happened to me too. But I wasn't in love at the time. I was very poor and I wanted to be a doctor. Nothing mattered except this. Sometimes I didn't have money to buy food. I didn't care. But I had to have books. Without books I couldn't become a good doctor. My friends, who had more money than me, often gave me their books to read. But I couldn't keep them for a long time. "There was one big book that I had to have. All doctors have to know this book well. How did I get it? Yes, I stole it from a bookseller's. I put it in my bag and walked out of the shop with it. I was afraid but no one saw me. Because of that book, I was able to become a doctor and so I've been able to save the lives of many people."
"Life is just like that," said Fred. He was very pleased with himself. It made him happy to hear the doctor's story. Then he turned to the woman.
"Now what about you?" he asked. "Have you ever stolen anything?"

The woman did not answer at once.
"Yes," she said at last," like you I have stolen. But I stole more than once. I didn't have to steal. My father was rich. When I asked for something, he gave it to me. I had everything. But this didn't please me. I wanted to get things for myself. So I stole them.
"I did this for a long time and no one caught me. Then once I went to stay with some friends of my father's at their big country house. A lot of other people were staying in the house too. That night, when they were having dinner, I went into one of the bedrooms and took some money from a man's coat. I took about ten pounds.
"The next morning the man began to look for his money. There was a lot of trouble because he couldn't find it. Everyone thought: 'It's the young girl who cleans the rooms. She went into the bedroom when we were having dinner.' No one thought of me. The owner of the house wanted to send the young girl away. I was sorry now. I had to stop him so I said 'Don't send her away. I'm the thief.' At first everyone laughed. They didn't believe me. But they had to believe me when I showed them the money. I gave the money back to the man and left the house at once.
"After that I didn't steal again but it was too late. No one wanted to see me. People didn't ask me to come to their houses again. Then one day I got a letter. It was from the man whose money I stole. He asked to see me. We met many times and at last we fell in love. We married and lived happily for many years until he was killed in the war. So, you see, something good came into my life because I stole."

(Conclui na próxima edição.)

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Os doze trabalhos de Hércules

Monteiro Lobato

03 - A corça de pés de bronze


A Hidra de Lerna tinha fama de possuir muitas cabeças — mas quantas? As opiniões variavam de sete a cem. E o numero certo só ficou perfeitamente estabelecido depois da façanha de Hércules. Só então a Grécia soube que a hidra tinha nove cabeças, oito mortais e uma imortal.
Mas Hércules tivera receio de enfrentar a hidra sozinho, e fora em busca do seu amigo Iolau. Enquanto isso, naquele prado que marginava o pântano os picapauzinhos brincavam.

Meioameio estava numa verdadeira lua-de-mel com os seus novos amigos. Como os achava delicados! Como eram gentis e bons de sentimentos! Nada de coices, como lá entre os brutíssimos centauros, nada de violências e arbitrariedades. E Meioameio sonhava com os encantos do tal sítio de Dona Benta sobre que tanto falavam. Ah, se ele se pilhasse lá...
Mas como os brinquedos daquele dia até passassem da conta, em certo momento todos afrouxaram.
— Chega! — disse Pedrinho deixando-se cair na grama (e os outros fizeram o mesmo.) — Estou que não agüento mais...
— Eu também — ajuntou Emília.
— E eu dei tantas cambalhotas — disse o Visconde — que estou com uma dorzinha no pescoço.
Estiraram-se no chão e dali a pouco todos dormiam — exceto o Visconde. Os ameaçados de loucura começam assim: perdendo o sono.
O centaurinho também dormiu, mas despertou antes dos outros e saiu por ali a fora no galope.
Ao cair da tarde, quando depois de haver matado a hidra, Hércules reapareceu acompanhado de Iolau, só o Visconde lhe iria dar os parabéns. Pedrinho e Emília continuavam num sono de pedra. Hércules fez a apresentação:
— O Visconde de Sabugosa, meu escudeiro.
Iolau espantou-se.
— Seu escudeiro, Hércules? Uma aranha dessas...
— Pois, meu caro, é a aranha mais sabida que pode haver. Fala com a competência dos grandes mestres de Atenas. Quer ver?
E voltando-se para o Visconde:
— Vamos, amigo escudeiro, diga uma sabedoria aqui para o Iolau...
O Visconde não vacilou, e declarou em muito bom grego:
— PANTA REI, OUDEN MENEI.
— Que é isso? — perguntou Hércules, que em matéria de pensamentos filosóficos era o que no século 20 nós chamamos "uma besta."
— Estas palavras querem dizer "tudo passa, nada permanece." São palavras do grande filósofo Heráclito de Éfeso, que vai vir ao mundo no ano 576 antes de Cristo.
Iolau refranziu a testa: sinal de que não estava entendendo. Hércules explicou:
— Há aqui um embrulho de séculos para diante e para trás que eu não entendo por mais que eles me expliquem.Também vivem às voltas com um tal Cristo e um tal Sítio lá dum tal "século 20." Ouço a conversinha deles como quem ouve a música das terras exóticas. Bem pouco pesco.
— E aquela anãzinha ali? — perguntou Iolau mostrando Emília, ainda ferrada no sono.
— Ah, essa é a minha "dadeira de ideias..."
— Quê?
— Sim, é quem me dá ideias...
— E pode lá ter ideias um pingo de gente assim?
— Fique sabendo, Iolau, que dessa cabecinha brotam mais ideias do que vespas duma vespeira — e algumas excelentes! A ideia de matar o leão da lua por estrangulamento veio dela. Foi quando os conheci. Estavam trepados a uma árvore, e eu, já sem flechas em meu carcás e com uma clava reduzida a estilhaços, não sabia o que fazer, quando uma vozinha alambicada soou: "Senhor Hércules, agarre-o pelo pescoço e afogue-o" — e foi o que fiz... Chama-se Emília, e parece que é Marquesa de Rabicó, ou coisa assim. Quando estão brigados, só a tratam de Marquesa.
— E este belo menino?
— Ah, este é o meu oficial de gabinete...
— Oficial de gabinete?
— Coisa lá deles. É um companheirinho, um auxiliar: Menino excelente, tão educado que às vezes até me envergonha. Parece incrível, mas tenho aprendido muita coisa moral com esse menino. E até coisas técnicas. Ensinou-me um meio excelente de derrubar centauros na corrida — e contou minuciosamente a história da captura do centaurinho por meio das bolas.
— Pegou então um centaurinho?
— O estranho não é tê-lo pegado, é que esse centaurinho está hoje tão nosso amigo, e progride tanto em educação, que ando com remorsos de haver outrora matado tantos centauros. Eles são gente como nós, Iolau, apenas mais rústicos, mais selvagens. Mas se os trouxermos para o nosso convívio, ficarão iguaizinhos a nós mesmos — e Hércules expôs a Iolau aquela sua "ideia sobre a educação", a única que jamais brotou na cabeça bronca do herói.
— E onde está o centaurinho domesticado? — perguntou Iolau.
— Por aí. Olhe!... Lá vem ele no galope...
Realmente, Meioameio vinha na volada como quem viu qualquer coisa prodigiosa.
— Que há?
O centaurinho estava tão ofegante que mal podia falar.
— Eu... eu saí no galope por esse mundo a fora e... fui dar num bosque muito estranho. Parecia um parque abandonado, tal o número de estátuas de pedra que se erguiam em certo ponto: estátuas de heróis no ataque, uns esticando o arco, outros arremessando a lança. Compreendi tudo. Eu estava na terra das Górgonas, lá onde "ele" viu Perseu cortar a cabeça de Medusa — e ao dizer "ele" apontou para o Visconde. E então me veio a curiosidade de espiar o cadáver sem cabeça da monstra.
Iolau arregalara desmesuradamente os olhos.
— Cadáver sem cabeça? Pois cortaram a cabeça da Medusa?
— Sim — interveio o Visconde. — Assisti a tudo. Vi tudo com meus olhos. Perseu cortou aquela cabeça toda cobras e guardou-a num surrão mágico...
— Para quê?
— Para levá-la de presente ao Rei Polidectes...
O assombro de Iolau era tamanho que ele não conseguia fechar a boca. A Górgona decapitada, afinal!... Aquilo era o pior monstro da Grécia, por causa do olho petrificador.
— Continue, Meioameio — disse Hércules.
O centaurinho continuou:
— Pois é. Eu estava evidentemente nas proximidades do antro da Górgona, conforme indicavam aqueles heróis de pedra — os heróis que foram matá-la, e ela de longe, com um simples olhar, transformou em estátuas... E afinal dei com o antro. Fui entrando cautelosamente. Súbito, ah, Zeus, que horrendo quadro! Estendido no chão, o corpo sem cabeça da Medusa...
O Visconde interveio:
— Quando Perseu a decapitou ela estava na cama...
— Pois encontrei-a no chão — disse o centaurinho. — Nessas mortes assim há sempre estrebuchamento e o corpo ferido muda de lugar. Estava no chão. Eu olhava, olhava... Olhava sobretudo para o corte vermelho do pescoço. Subitamente, imaginem o que aconteceu! Aquele corte começou a mexer-se... começou a alargar-se como se qualquer coisa fosse saindo de dentro. E essa coisa afinal saiu. Era um cavalo branco... Um cavalo de asas enormes, a mais linda visão que alguém possa imaginar...

   — Pégaso! — exclamou Pedrinho, que acordara e viera juntar-se ao grupo. Bem disse vovó que o lindo Pégaso era um "produto" da Górgona...
Meioameio continuou:
— Pois vi o prodigioso cavalo de asas sair de dentro do cadáver da Medusa!... Vi com estes meus olhos e custa-me a acreditar...
— E que fez ele, depois de sair de dentro do cadáver da Medusa? — quis saber Emília, que também se aproximara.
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Cantinho infanto-juvenil

Esta seção do Almanaque é dedicada a crianças e jovens. Nesta edição oferecemos uma atividade com experiências que podem ser feitas em casa. Aguardamos sua avaliação e sugestões enviando um email para               
Experimenta e aprende - Balões mágicos

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(Colaboração de Mónica Rusga - Portugal)

Efemérides

01 maio 1829: José de Alencar
Romancista brasileiro nascido em Mecejana, CE. Foi um dos fundadores do romance brasileiro. Entre suas obras mais famosas, encontram-se O guarani e Iracema. Juntamente com Ubirajara formam a trilogia indianista do autor. Como curiosidade, mencionamos que ele era apreciador de palavras cruzadas e quebra-cabeças e cunhou o nome Iracema fazendo um anagrama com a palavra América. Sua obra Iracema está disponível na Biblioteca deste site. Faleceu no Rio de Janeiro, em 12 de dezembro de 1877.

10 maio 1746: Gaspard Monge
Matemático e acadêmico francês, conde de Péluse, nascido em Beaune. Foi um dos fundadores da famosa e tradicional École Polytechnique, de Paris. Inventor da Geometria Descritiva. Fez parte da comissão de cientistas que acompanhou Napoleão ao Egito. Fez contribuições importantes à Teoria das Equações Diferenciais Parciais. Faleceu em Paris, em 28 de julho de 1818.

11 maio 1918: Richard P. Feynman
Nasceu em Nova York. Certamente o mais notável físico norte-americano de toda a história, foi um dos pioneiros da eletrodinâmica quântica. Ganhou o Prêmio Nobel de Física de 1965. Seu curso Lectures on Physics (3 volumes) está disponível na Biblioteca deste site.Faleceu em Los Angeles, em 15 de fevereiro de 1988.

15 maio 1859: Pierre Curie
Físico francês nascido em Paris. Notabilizou-se por seus trabalhos em cristalografia, radioatividade, pizoeletricidade e magnetismo. Juntamente com sua mulher, Marie (Madame) Curie, ganhou o prêmio Nobel de Física de 1903. Faleceu em Paris, em 19 de abril de 1906.

18 maio 1883: Eurico Gaspar Dutra
Marechal do exército brasileiro, nascido em Cuiabá. Foi Presidente da República de 31 de janeiro de 1946 a 31 de janeiro de 1951. Durante seu governo, foi redigida uma nova constituição, foi abolido o jogo no país, foi inaugurada a Companhia Siderúrgica de Volta Redonda, cancelou-se o registro do partido comunista, romperam-se as relações diplomáticas com a Rússia, encampou-se a Estrada de Ferro Leopoldina. Após o seu mandato, recolheu-se à vida privada. Faleceu no Rio de Janeiro, em 11 de junho de 1974.

21 maio 1921: Andrei Dimitrievich Sakharov
Físico soviético nascido em Moscou. Desempenhou papel fundamental no desenvolvimento da primeira bomba de hidrogênio soviética. Mais tarde, pregou o desarmamento nuclear internacional. Tornou-se o líder dos dissidentes soviéticos. Em 1975, foi agraciado com o Prêmio Nobel da Paz. Faleceu em Moscou, em 14 de dezembro de 1989.

Almanaque - Edição 54 - Junho de 2012

Para pensar e praticar

Nesta seção do Almanaque, apresentamos textos retirados de obras do Racionalismo Cristão e de pesquisadores atuais e do passado.

Ação do astral inferior

No astral inferior, os espíritos dão expansão aos vícios que alimentaram em corpo humano. Assim, se têm vontade de fumar, aproximam-se das pessoas que estão fumando e experimentam, por indução, o mesmo “prazer” que elas sentem. De igual modo procedem com relação aos demais desejos, daí se concluindo que os seres possuidores de vícios podem servir, como instrumentos inconscientes, à satisfação de práticas viciosas alimentadas pelos espíritos do astral inferior.

Há, ainda, um ponto a esclarecer: nem sempre os desejos viciosos partem das próprias pessoas. Muitas vezes são os obsessores viciados que as acompanham que os despertam, e as intuem para saciá-los.

A gravidade da assistência de espíritos do astral inferior não está somente em o ser humano sujeitar-se às más influências intuitivas que resultam em desatinos, em ressentimentos infundados, em conflitos domésticos, em prevaricações e infidelidades. Há também o risco de acidentes e desastres motivados pelo estado de perturbação a que eles podem fazer chegar seus assistidos. A esses males, acrescenta-se o enfraquecimento do sistema de autodefesa do organismo, podendo levar as pessoas a contrair doenças ou agravá-las.

A perversidade com que podem agir os espíritos do astral inferior é quase ilimitada. À ação danosa desses espíritos são devidos muitos e muitos infortúnios.

RACIONALISMO CRISTÃO, 44ª ed. 2010, p. 90.

Passatempo

Peça de teatro
Em um teatro será apresentada uma peça com os seguintes personagens: rei, bobo, soldado, guarda e prisioneiro. Os atores são André, Bernardo, Cláudio, Dinis e Pedro.
Sabendo-se que:
1 - Pedro, André e o prisioneiro ainda não sabem bem os seus papéis;
2 - nos intervalos, o soldado joga às cartas com o Dinis;
3 - Pedro, André e Cláudio estão sempre a criticar o guarda;
4 - o bobo gosta de ver representar o André, o Cláudio e o Bernardo, mas detesta ver o soldado.
Qual o papel desempenhado na peça por cada um?

(Paulo Afonso, Portugal)

Para dicas sobre como montar um esquema para resolver este tipo de problema, clique AQUI.

Respostas na próxima edição.

Resposta da edição anterior:

Os vereadores candidatos a reeleição são: Amanda Barroso; Leandro Melo; Carlos Romero; Marta Buarque; Pedro Toledo; e Edu Alves.

Humor

Casamento

Carlos pretendia casar-se. Seu pai lhe pergunta:
– Filho, sua noiva tem dinheiro?
– Curioso, papai, ela pergunta a mesma coisa de você!
   


Vida inteligente extra-terrestre

– Você ficou sabendo que a NASA recebeu uma mensagem vinda de uma galáxia distante milhões de anos luz?
– Não, não sabia. Que dizia a mensagem?
– Se você tem um telefone com teclado, digite 1; se ...

Melhore seu vocabulário em inglês

O texto a seguir foi composto com base nas 500 palavras mais usadas em inglês. Aproveite para rever seu vocabulário. Coloque o mouse sobre as palavras em vermelho para ver a tradução.



The man who talked too much (Parte 2 de 2)

The man who was sitting next to the window now took the newspaper off his face. Fred wanted to make him tell a story too. "Did you hear our stories, sir?" he said to the man. "Or were you asleep?"

The man looked at all three of them in turn. He did not have a nice face.
"Yes," he said. "I've heard every word. But what must I think? I'll tell you. I'm sitting on a train with three thieves!"
"We are not thieves," said Fred. "We've all stolen something in our lives. That's true. But we're not thieves now."
"Once a thief, always a thief," said the man. "No, I haven't a story to tell you. But I have something to say. I'm a policeman. My work is to catch thieves. I'll remember your faces. One day we may meet again."

Fred did not like this at all. But what could he say? He did not want to make trouble because the man was a policeman. His two friends did not want to talk any more. They took out their newspapers and began to read. Fred took out his newspaper too. He did not look at the policeman again.

Not long after, the train stopped at a station. The policeman got up and went out. He did not come back. Fred was glad. He put down his newspaper and said to the other two:

"I'm sorry about that. That man wasn't at all nice. But there's something that I must tell you. My story about the ring wasn't true. I told it to you because I wanted to make you talk."
"And my story wasn't true," said the doctor. "I only wanted to tell a better story than you!"
The woman laughed at this.
"I wanted to tell a better story than you two men," she said. "My story wasn't true!"

All three of them laughed. After that they talked for the last part of the journey. Then the train came to Fred's station. He stood up and put out his hand for his bag. But the bag was not there.

"Has anyone seen my bag?" he asked. "I had it with me when I got on the train. It has the letters F.C. in gold on it."
"The bag that was up there?" asked the woman. "But that man took it when he got off the train."
"No, you can't be right," said Fred. "That was my bag."
"But I saw him," said the woman. "I remember the letters F.C."
"But he was a policeman," said Fred. "Policemen don't steal."

The doctor laughed.
"No, policemen don't steal," he said," but thieves do. That man wasn't a policeman. He was a thief!"
"The only true thief here," said the woman. "He made us all afraid. Then he stole your bag."
"Three hundred pounds," said Fred. "I was going to buy a car with that money. I've lost three hundred pounds. And all because of those stories."

Fred never saw his bag or the three hundred pounds again. And because of this, you understand, Fred does not tell stories any more. He takes more care. When he goes into a hotel or gets on a train, he remembers all the money that he lost because of talking. And he keeps his mouth shut!

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Os doze trabalhos de Hércules

Monteiro Lobato

04 - O javali de Erimanto


1. O Javali de Erimanto


Hércules e seus companheiros lá iam de rumo à Arcádia. Nessa parte da Grécia ficava o Monte Erimanto, que vinha sendo assolado por um gigantesco javali. Cada vez que o monstro descia para os vales era para fazer estragos horrorosos. Daí o pavor dos seus moradores e o pedido de socorro que endereçaram ao Rei Euristeu: "Majestade, haja por bem dar jeito nesta fera, pois do contrário estamos perdidos." E com esperança de que Hércules perdesse na luta, Euristeu mandou-o combater o feroz javali.

A Arcádia era a região mais atrasada de toda a Grécia, por ser muito montanhosa e por isso mesmo pouco povoada. A indústria não ia além da pastoril. Sempre que um poeta grego fazia um poema bucólico, era na Arcádia que punha a cena. Se outro precisava dum pastor, ia buscá-lo na Arcádia, E com o passar do tempo a Arcádia ficou para o resto da Grécia como o símbolo do bucolismo, da vida simples e rústica. Até hoje a palavra Arcádia lembra pastores tocando flauta para os carneiros ouvirem e pastoras de cestinhas no braço atrás das margaridas do campo.

Quem deu essas noções sobre a Arcádia foi o Visconde, que andava passando bem do desarranjo cerebral. Pedrinho não sabia se ele sarara de todo ou se estava atravessando um "período de lucidez."

- E as pastoras também usavam grandes chapéus de palha de aba larga - lembrou Emília. - Vi pastoras assim num leque antigo de Dona Benta.

O Visconde contou que os poetas são uns mágicos: tomam as sujas pastoras da realidade e as transformam em mimos de criaturas, com açafates de flores ao braço, pezinhos bem calçados, saia rodada e o clássico chapéu de palha preso ao queixo por uma barbela de fita. Fazem delas uma coisa de leque e de poema, mas as pastoras de verdade são muito diferentes, coitadas: são mulheres do povo, grosseiras por falta de educação e trato - e nem sombra imaginam como aparecem faceiríssimas nos tais leques e poemas.

Nesse ponto da conversa Hércules, que seguia na frente parou para falar com um viandante. Queria saber onde ficava a residência do centauro Folo, seu amigo.

- Folo? - repetiu o viandante. Mora por aqui, sim, coisa de uma légua neste rumo. Mas está aí uma coisa que eu não sabia: que Hércules tivesse um amigo centauro...
- Tenho dois, esse Folo e o de nome Quiron, que mora na Maléia - respondeu o herói. - Confesso o meu antigo ódio aos centauros, do que aliás me arrependo, pois vi que com um pouco de educação eles se tornam excelentes criaturas, como o nosso amigo Meioameio.

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Cantinho infanto-juvenil

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Experimenta e aprende - Monstrinhos irresistíveis

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Efemérides

07 jun 1848: Francisco de Paula Rodrigues Alves
Nascido em Guaratinguetá, SP, foi Presidente da República de 1902 a 1906. É considerado o presidente civil mais notável. Reconstruiu e embelezou o Rio de Janeiro. Reformou a Saúde Pública e foi durante o seu governo que a febre amarela foi erradicada do país. Seu extraordinário Ministro do Exterior, Barão do Rio Branco (José Maria da Silva Paranhos), notabilizou-se por sua eficiente diplomacia em questões de fronteiras com a Bolívia, Uruguai, Guiana Inglesa (hoje Guiana) e Guiana Holandesa (hoje Suriname). Foi governador de São Paulo nos anos 1887-1888, 1900-1902 e 1912-1916. Reelegeu-se presidente mas, antes da posse, faleceu no Rio de Janeiro, em 18 de janeiro de 1919.

13 jun 1831: James C. Maxwell
Físico escocês, nascido em Edimburgo. Suas contribuições à Física têm sido comparadas com as de Newton e Einstein. Seus trabalhos mais importantes foram em Eletromagnetismo, Termodinâmica e Mecânica Estatística. O fato de suas equações do Eletromagnetismo permanecerem invariantes por transformações de Lorentz foi a principal inspiração para o desenvolvimento da teoria da relatividade, de Einstein. Faleceu de câncer antes dos 50 anos, em Cambridge, em 5 de novembro de 1879.

13 jun 1888: Fernando Pessoa
Lisboense, Fernando Antonio Nogueira Pessoa é a maior figura da literatura portuguesa moderna. Escreveu obras literárias também em inglês. Pretendendo representar diferentes personalidades que sentia existir em si mesmo, escreveu, também, sob vários heterônimos, os mais famosos sendo Álvaro de Campos, Alberto Caeiro e Ricardo Reis. Uma coletânea de seus poemas está disponível na biblioteca deste site. Faleceu em Lisboa, em 30 de novembro de 1935.

13 jun 1911: Luiz Álvarez
Físico experimental norte-americano, nascido em San Francisco. Um de seus trabalhos mais conhecidos foi a datação das pirâmides do Egito usando propriedades de decaimento do 14C. Foi agraciado com o Prêmio Nobel de Física em 1968. Faleceu em Berkeley, em 1 de setembro de 1988.

17 jun 1832: William Crookes
Físico e químico inglês, nascido em Londres. Descobriu o elemento químico tálio (número atômico 81), identificou a primeira amostra conhecida de hélio, inventou o radiômetro, descobriu e pesquisou os raios catódicos (feixes de elétrons usados nos dispositivos de vídeo padrão CRT, invenção dele). Também criou um dos primeiros aparelhos usados no estudo da radioatividade nuclear. O seu livro Fatos espíritas está disponível na seção "Biblioteca" deste site. Faleceu em Londres, em 4 de abril de 1919.

19 jun 1623: Blaise Pascal
Matemático, físico e filósofo francês, nascido em Clermont-Ferrand, Puy-de-Dôme. Foi o primeiro a usar os triângulos, que ficaram conhecidos como triângulos de Pascal, no estudo da teoria das probabilidades. Seus estudos da ciclóide muito contribuíram para o desenvolvimento do cálculo infinitesimal. Suas experiências (realizadas pelo seu cunhado) confirmaram que o ar tem peso. Seus estudos sobre Hidrodinâmica e Hidrostática conduziram ao descobrimento da lei de Pascal, lei básica da Hidráulica. Seu pensamento filosófico-religioso enfatiza a importância das razões do coração sobre as da própria razão. Faleceu em Paris, em 19 de agosto de 1662.

21 jun 1839: Machado de Assis
Contista, crítico, cronista, dramaturgo, ensaísta, jornalista, novelista, poeta e romancista, nascido no Rio de Janeiro. Considerado o fundador da Academia Brasileira de Letras, foi seu primeiro presidente, cargo que ocupou até sua morte. Oferecemos, para seu deleite, o livro A mão e a luva, disponível na seção "Biblioteca. Faleceu no Rio de Janeiro, em 29 de setembro de 1908.

29 jun 1810: Ernst Eduard Kummer
Matemático, nascido em Sorau, Brandeburgo, hoje Polônia. Introduziu os números ideais, que são um subgrupo especial de um anel, levando à extensão do teorema fundamental da Aritmética ao campo dos números complexos. Faleceu em Berlim, em 14 de maio de 1893.

Almanaque - Edição 55 - Julho de 2012

Para pensar e praticar

Nesta seção do Almanaque, apresentamos textos retirados de obras do Racionalismo Cristão e de pesquisadores atuais e do passado.

A respeito do Racionalismo Cristão

Não pense o leitor que o Racionalismo Cristão faz, com a publicação deste livro, alguma revelação inédita. Desde a Antiguidade até a era em que vivemos, o espiritualismo é objeto de estudos de filósofos, de pesquisadores, de intelectuais, inclusive de mulheres e homens da ciência desejosos de colocar a humanidade a par do que há a respeito da vida espiritual, como o médico brasileiro Antônio Pinheiro guedes, autor do livro intitulado Ciência espírita, um ensaio médico-filosófico que contribuiu, dentre outros estudos de várias escolas filosóficas, na codificação do Racionalismo Cristão.

Nessa codificação de princípios, o Racionalismo Cristão afirma ser o Universo composto de Força e Matéria. A Força - que incita e movimenta todos os corpos (Matéria) - é o princípio inteligente que interpenetra todo o Universo. Esse princípio inteligente é compreendido pela maioria das pessoas como Deus, que o Racionalismo Cristão prefere denominar Força Criadora, grande Foco ou Inteligência Universal, da qual somos uma partícula que contém os mesmos atributos em forma latente, para serem desenvolvidos e aperfeiçoados nas inúmeras existências por que passamos na Terra.

A Força Criadora mantém o Universo regido por leis naturais e imutáveis, às quais estão sujeitos todos os seres, não admitindo assim o Racionalismo Cristão provações, predestinações nem milagres. A doutrina racionalista cristã ensina que todos os atos de nossa vida decorrem do emprego do livre-arbítrio, faculdade espiritual controlada pelo pensamento, pelo raciocínio e pela vontade. Por isso, conforme pensarmos assim seremos; o que de mal desejarmos ao próximo a nós mesmos estaremos a desejar; e o que de bem fizermos, em nosso benefício redundará, pois seremos aquilo que quisermos ser. Ensina, pois, a não se cultivar sentimentos de ódio, de inveja ou de malquerença.

RACIONALISMO CRISTÃO, 44ª ed. 2010, p. 15.

Passatempo

Os músicos (fácil)


João, Antonio e Francisco, tocam harpa, violino e piano e praticam uma vez por semana. Contudo, não se sabe quem toca o quê. Sabe-se que o Antonio não é o pianista. Mas o pianista ensaia sozinho às terças-feiras. O João ensaia com o violinista às quintas-feiras. Quem toca o quê?

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Respostas na próxima edição.

Resposta da edição anterior:

Papel desempenhado por cada um deles: André, rei; Pedro, soldado; Dinis, bobo; Bernardo, guarda; Cláudio, prisioneiro.

Humor

Três loucos vão fazer o exame mensal para ver se já podem receber alta.
O médico pergunta ao primeiro deles:
– Quanto é dois mais dois?
– 72 - responde ele.
O doutor balança a cabeça como quem diz "Esse não tem mais jeito" e, virando-se para o segundo, repete a pergunta:
– Quanto é dois mais dois?
– Terça-feira - responde o segundo.
Desanimado, o médico vira-se para o terceiro louco:
– Quanto é dois mais dois?
– É quatro, doutor! - responde ele, com firmeza.
– Parabéns, você acertou! Como você chegou a essa conclusão?
– Foi fácil! Me baseei nas respostas dos meus amigos: 72 menos terça-feira dá 4!

Melhore seu vocabulário em inglês

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The house on the hill (Parte 1 de 2)

FRANK HUNT and his wife Mary went to the country one year because they were tired of going to the sea. They went by car, staying a night in one town and then going on to another the next day. In this way they were able to see many places.

On the last day they came to a small town named Budley. They went there to see some old friends. But their friends were away at the time so Frank and Mary stayed in a hotel for the night. The next morning before they set out for home, Mary said: "I like this town, Frank. I like all these old country places. I don't want to live in a city all my life. There may be a house here that we can buy. Shall we go and have a look?"

They walked about the town all morning but they did not see any houses that they liked. Mary was very sorry. They went back to the hotel, had some food and left the town in their car. Just outside the town Mary put her hand on Frank's arm and said:

"Oh, look at that house on the hill up there. It's the kind of house that I've always wanted. Let us go up and see it."
"But someone lives there," said Frank, who wanted to go home. "If a man builds a house like that, on top of a hill, he lives there himself."

"The man who built it may be dead," said Mary, "and the man who owns it now may not like it. Let us go and see it. Please."

They went up the hill in the car. Frank stopped the car and they got out near the house. The house was not beautiful to look at but it was the kind of house that caught your eye. Frank and Mary liked the old wooden doors and the large windows.
"The man who built this house was rich," said Frank.

"But do you like it?" asked Mary. "No one lives here now. You can see that. Shall we try to buy it? We have the money. But do you like it?
Frank did not answer at once. He was looking up at one of the windows on the top floor. He saw a face looking at him from the window. He was afraid. He turned to tell Mary.
"Did you see that face at the bedroom window? " he asked. But when he looked again, the face was not there.
"There's someone in the house," said Frank. "Someone was looking at me."
Mary laughed. "There's no one in the house," she said. "All the doors and windows are shut. You didn't see anything."

"I don't like this house," said Frank. " It makes me afraid."

They got in the car again and went back down the hill. Frank looked at Mary. She did not speak and she did not look at all pleased.

"What shall we do now?" he asked. "You want to find the owner of the house, don't you?"

"It's a nice house," said Mary. "But we're going away just because you saw a face at the window. But did you see a face? I don't believe it. I saw nothing."

Frank did not like to make Mary angry so he took the car into Budley again. They went back to the hotel.

"Who owns the house on the hill?" they asked the man there. He told them. The owner of the house was an old man who lived in another part of Budley. Frank and Mary went to see him.

"Yes, I'll send a man to open the house for you," the owner said. "But I must tell you now. I don't want to sell the house."

" We can talk about that later," said Mary.

(Continua e termina na próxima edição.)

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Os doze trabalhos de Hércules

Monteiro Lobato

05 - As cavalariças de Augias


— Se as cavalariças de Augias exigem um Hércules para a sua limpeza, então esse rei tem cavalos que não acabam mais.
— Sim, possui-os inúmeros e além disso é ladrão de cavalos.
— Como?
— Certa vez um tal Neleu mandou quatro excelentes animais, já vencedores em várias provas, disputar uma corrida de carros na capital do reino de Augias. Sabem o que Augias fez? Gostou muito dos cavalos, elogiou-os para o auriga...
— Que é auriga?
— Cocheiro. Elogiou-os para o auriga e com o maior cinismo lhe disse: "Pode ir embora. Estes cavalos ficam sendo meus.”
— Que patife! — exclamou Emília. Eu pregava-lhe um coice... E que fez dos cavalos?
— Pôs junto com os demais, lá na sua imensa cavalariça.
Nesse ponto da conversa Pedrinho começou a abrir na cara o sorriso de quem descobriu a pólvora.
— Já estou percebendo o negócio! disse ele. — Esse rei devia ter uma grande idéia na cabeça. Diga-me uma coisa: era fértil a terra lá onde ele morava?
— Sim. Muito fértil.
Pedrinho atrapalhou-se. Sua idéia fora que Augias estava acumulando esterco para fertilizar o reino; mas se as terras eram férteis, então, então...
— Então ele era um grande porco! — resolveu Emília e deu uma cuspidinha de nojo.
Quem estava contando aos pica-pauzinhos a história de Augias era um viandante. Em todas as aventuras pela Grécia eles encontravam, nos "momentos psicológicos", um viandante de aspecto venerável, que tudo sabia e tudo explicava. Da primeira vez ninguém desconfiou de coisa nenhuma; mas a coincidência daquele encontro em quase todas as aventuras fez que a hipótese da Emília fosse aceita: "Ele é um emissário de Palas, ou Minerva, a deusa da sabedoria; repare que aparece como por acaso nos momento que temos necessidade de saber qualquer coisa da história antiga ou da vida deste país." E Emília botou-lhe o nome de Minervino...
A réplica de Emília, achando que Augias era um grande porco, fez que o velho Minervino sorrisse; ele já estava acostumado com aqueles desbocamentos da ex-boneca.
— Não sei se o Rei Augias é isso, menininha, só sei que os seus estábulos são imensos e estão com uma camada de esterco como nunca foi vista igual no mundo.
— No mundo antigo pode ser — objetou Emília. — Lá no nosso mundo moderno "tivemos" as camadas de guano do peru, que, segundo diz o Visconde, atingiam a metros de espessura. As das cavalariças de Augias não devem ser tão espessas, pois como então podem os cavalos entrar lá? Hão de bater com a cabeça no forro...
— Não sei — disse o velho viandante — nada vi com meus próprios olhos, mas ouço falar nisso. E agora vai para lá Hércules, com ordem de Euristeu para limpar as cavalariças de Augias. Estou curioso de ver como o nosso herói se desempenhará dessa missão. Emília cuspiu de novo, com carinha de nojo e disse:
— Não vou gostar deste Quinto Trabalho de Lelé. Muito sujo... E o cheiro de tanto esterco deve ser horrível.
A palavra "cheiro" teve a propriedade de arrancar o Visconde do torpor em que se achava. O sabuguinho levantou-se e aproximou-se da Emília com os olhos muito arregalados e com o dedo no ar repetiu várias vezes a mesma palavra:
— O cheiro... O cheiro... O cheiro...
Todos julgaram que o Visconde houvesse enlouquecido de uma vez, mas não.

Para ler a história completa clique AQUI. Para outros trabalhos de Hércules, procure na Biblioteca clicando AQUI.


Cantinho infanto-juvenil

Esta seção do Almanaque é dedicada a crianças e jovens. Nesta edição oferecemos uma atividade com experiências que podem ser feitas em casa. Aguardamos sua avaliação e sugestões enviando um email para               
Aprende a ser um verdadeiro detetive

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Efemérides

1 jul 1646: Gottfried Wilhelm von Leibniz
Matemático, geólogo, jurista, historiador e filósofo alemão, descobridor do Cálculo Infinitesimal (simultânea e independentemente de Newton), nascido em Leipzig. Seu conceito do universo concebido como uma harmonia preestabelecida, sua análise do demônio, sua epistemologia, lógica e filosofia da natureza colocam-no entre os filósofos de maior estatura. Sua obra ajudou a moldar a mente dos iluministas. Faleceu em Hanover, em 14 de novembro de 1716.

2 jul 1914: Mário Schenberg
Engenheiro elétrico, físico, escritor e crítico de artes plásticas, nascido em Recife, PE. Conhecido internacionalmente principalmente por seus trabalhos em Astrofísica, em especial na formação das estrelas supernovas. Faleceu em São Paulo, em 10 de novembro de 1990.

07 jul 1848: Francisco de Paula Rodrigues Alves
Nascido em Guaratinguetá, SP, foi Presidente da República de 1902 a 1906. É considerado o presidente civil mais notável. Reconstruiu e embelezou o Rio de Janeiro. Reformou a Saúde Pública e foi durante o seu governo que a febre amarela foi erradicada do país. Seu competente Ministro do Exterior, Barão do Rio Branco (José Maria da Silva Paranhos), se notabilizou por sua eficiente diplomacia em questões de fronteiras com a Bolívia, Uruguai e Guianas Inglesa e Holandesa. Foi governador de São Paulo nos anos 1900-1902 e 1912-1916. Reelegeu-se presidente mas, antes da posse, faleceu no Rio de Janeiro, em 18 de janeiro de 1919.

11 jul 1836: Antonio Carlos Gomes
Compositor brasileiro, nascido em Campinas, SP. Recebeu apoio pessoal do imperador D. Pedro II para estudar música no Rio de Janeiro e, mais tarde, em Milão, onde recebeu o título de Maestro Compositor após apenas três anos de estudos. Suas obras mais importantes são: A Noite do Castelo, Salvador Rosa, Maria Tudor, O Guarani, Lo Schiavo e Condor. Faleceu em Belém, PA, em 16 de setembro de 1896.

11 jul 1924: Cesar Lattes
Físico nascido em Curitiba, PR. Com a idade de 23 anos, ele foi um dos fundadores do Centro Brasileiro de Pesquisas Física (CBPF), no Rio de Janeiro. Sua principal linha de pesquisa foram os raios cósmicos. Em suas experiências, descobriu o méson pi, ou píon, quando ainda tinha 24 anos. Com seu grupo, determinou a massa das denominadas bolas de fogo, um fenômeno espontâneo que ocorre durante colisões de altas-energias. Faleceu em Campinas, SP, em 8 de março de 2005.

12 de julho 1813: Claude Bernard
Médico e fisiologista nascido em Paris. Um dos mais importantes de todos os tempos, e é considerado o "pai" da moderna fisiologia experimental. Em virtude de suas descobertas e de sua influência na ciência e na medicina francesas, tornou-se ainda em vida, um dos mais premiados cientistas de seu país, lado a lado com gigantes como o seu amigo e contemporâneo, Louis Pasteur. Faleceu em Paris, em 10 de fevereiro de 1878.

16 jul 1925: Paulo Leal Ferreira
Físico nascido no Rio de Janeiro, RJ, co-fundador do Instituto de Física Teórica, da Sociedade Brasileira de Física e da Academia de Ciências do Estado de São Paulo. Suas pesquisas em Física foram direcionadas para tópicos fundamentais, com ênfase em Teoria Geral de Partículas e Campos (Equação de Dirac, potenciais confinantes, quark model, álgebras deformadas). Faleceu em São Paulo, SP, em 30 de dezembro de 2005.

18 jul 1853: Hendrik Antoon Lorentz
Físico holandês, nascido em Arnhem, conhecido pelos seus notáveis trabalhos nos campos da eletrodinâmica e mecânica clássicas. Abiscoitou o prêmio Nobel de Física em 1902, por sua teoria da radiação eletromagnética a qual, confirmada pelos trabalhos de Zeeman, deu origem à Teoria da Relatividade Especial de Einstein. Faleceu em Haarlen, em 4 de fevereiro de 1928.

28 jul 1904: Pavel Alekseyevich Cherenkov
Físico russo, nascido em Voronezh. Foi o primeiro a detectar a chamada radiação cerenkov, que é uma emanação eletromagnética emitida por uma partícula altamente energética ao passar por um meio transparente com velocidade maior do que a da luz naquele meio. Por esse trabalho, compartiu com Igor Y. Tamm e Ilya M. Frank o prêmio Nobel de Física de 1958. Faleceu em Moscou, em 6 de janeiro de 1990.

Almanaque - Edição 56 - Agosto de 2012

Para pensar e praticar

Nesta seção do Almanaque, apresentamos textos retirados de obras do Racionalismo Cristão e de pesquisadores atuais e do passado.

O equilíbrio mental

O equilíbrio provém da apuração dos sentidos, do temperamento bem ajustado às realidades da vida, da serenidade, da compreensão exata das possibilidades e da justa apreciação dos fatos.

A calma, a serenidade, a moderação, as atitudes ponderadas, a reflexão, o critério e o bom senso são qualidades reveladoras de equilíbrio mental, por meio do qual a pessoa, no torvelinho da existência terrena, procede com maior segurança e se abstém da prática dos erros comuns. Logo, a lapidação desse atributo deve ser objeto de constantes cuidados, pois ele desempenha um papel da mais alta significação no processo da evolução espiritual.

RACIONALISMO CRISTÃO, 44ª ed., 2010, p. 46.

Passatempo

As cinco amigas

Cinco amigas nasceram em meses e dias da semana diferentes. Usando as informações que seguem, determinar o mês e o dia da semana em que cada uma nasceu.

Paula nasceu em março, mas não num sábado.
Quando Abigail nasceu não era quarta nem sexta-feira.
O mês da amiga que nasceu numa segunda-feira é anterior a todos os meses de nascimento das demais.
Tara não nasceu em fevereiro e foi num fim de semana.
Maria não nasceu em dezembro nem em dia útil.
Nasceu num domingo quem nasceu em junho.
Tara nasceu num mês anterior a Brenda, que não nasceu numa sexta-feira.
Maria não nasceu em julho.

Para dicas sobre como montar um esquema para resolver este tipo de problema, clique AQUI.

Respostas na próxima edição.

Resposta da edição anterior:

João, Antonio e Francisco, tocam harpa, violino e piano e praticam uma vez por semana. Contudo, não se sabe quem toca o quê. Sabe-se que o Antonio não é o pianista. Mas o pianista ensaia sozinho às terças-feiras. O João ensaia com o violinista às quintas-feiras. Quem toca o quê?

Pianista: João; Harpista: Antonio; Violinista: Francisco.

Humor

– Eu estou querendo fazer um exame para ver se está tudo bem comigo, pois vou me casar na semana que vem.
– É? O senhor está com quantos anos?
– Eu estou com 89.
– E ela?
– Ela está com 23.
– Valeu! Mas o senhor precisa tomar muito cuidado, pois esta diferença de idade pode ser fatal.
– Ah! A gente tem de correr o risco. A gente casa, se ela morrer, morreu.



Um motorista para seu carro na estrada e pergunta a um caboclo que caminhava calmamente:
– Esta estrada vai a Brasília?
– Espero qui não, responde o caboclo. Nóis percisa muito dela aqui.

Melhore seu vocabulário em inglês

O texto a seguir foi composto com base nas 500 palavras mais usadas em inglês. Aproveite para rever seu vocabulário. Coloque o mouse sobre as palavras em vermelho para ver a tradução.

The house on the hill (Parte 2 de 2)

When Frank and Mary went back to the house, they found it open. Just before they went in, Frank looked up at the bedroom window. He could not stop himself. The face was there again. He saw it better this time. It was a woman's face. Once again he was afraid. But when he told Mary, the face was not there any more.

"Come inside," said Mary. "We'll go and look in all the bedrooms. But you'll see, there's no one in the house."

They went into the house. There was not much light because all the windows were dirty. The walls looked dirty too.

"No one takes care of this house," said Mary. "But it will not be hard to make it clean. With a little work we can change the house and make it very nice."

They went up to the bedrooms. There were four of these and they went into all of them. When they came to the last room Frank said:

"This is the room. I saw the woman's face at this window."

But there was no one in the room. There was only an old chair near the window and that was all. Mary went to the window. "Just look," she said. "Have you ever seen windows as dirty as these? You didn't see a face at this window. You saw the light of the sun on the dirty glass." She cleaned the window and said: "You will not see that face again!" Frank did not believe her but what could he say?

After that they went down. When they were outside again, Frank looked up at the bedroom window. Mary was right. The face was not there. Mary took Frank's arm and they went back to the car.

They went to see the owner of the house again.

"How much do you want for the house?" Mary asked him.

"But I've told you," the old man said. "I don't want to sell the house. I'm keeping it for my son. He has gone to India but one day he'll come back. When he does, he'll want a house. It's hard to find a good house these days. No, I can't sell it to you."

"The house is old and dirty," Mary said. "What good will it be to your son? He'll want a new house. But we like old houses. Sell it to us."

In the end the old man sold them the house but they had to pay a lot of money for it. Frank telephoned his bank and got the money at once. The house on the hill was theirs.

"We've paid too much for it," said Frank.

"It doesn't matter," said Mary. "It's a good house. If we ever have to sell it, we'll get more money for it. Oh, I am pleased! I've always wanted a house like this one."

Frank and Mary came to live in the house on the hill not many months later. There was a lot of work to do in it but soon the house began to look nice. Even Frank liked it now. He never thought about the face that he saw at the bedroom window when they first came to the house.

Then one day Mary became very ill. She was ill for many months. When she got better, she could not walk any more. She could not go out of the house. But she was not unhappy.

"Let me have one of the bedrooms for myself," she said. "It can be my sitting room. When you are out of the house, I can sit there and read. Or I can sit by the window. Then I'll be able to see you when you go down the hill to Budley and when you come back."
Then Frank thought again of the face that he saw at the window - a woman's face - but he said nothing to Mary. Did she remember? Frank did not know. She never spoke to him about it. But after that Frank often saw a face at the bedroom window. It was Mary's face. He was not afraid now when he saw it but he always asked himself the same question "Was it Mary's face that I saw when we first came to the house? It was a woman's face. I saw it but Mary didn't. Was it Mary's face? Was it?"

But he never knew the answer to that question.

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Os doze trabalhos de Hércules

Monteiro Lobato

06 - As aves do lago Estinfale


O lago pantanoso de Estinfale ficava na Arcádia, perto da cidadezinha do mesmo nome. Era um lago como outro qualquer daquele tipo. Certa manhã, porém, ocorreu uma curiosa novidade: o lago estava cheio duns estranhos avejões aquáticos.
O contentamento dos estinfalinos foi grande. As aves aquáticas em regra são boas para comer, como os patos, as marrecas, as batuíras — e os caçadores locais se assanharam. Logo depois partiu rumo ao lago um grupo duns cinqüenta, armados de arco e flechas. Iam em busca do jantar.
De longe já os caçadores viram a superfície das águas cheia dos tais avejões, muito maiores que os cisnes. E de uma cor esquisita, como a do bronze — uma cor metálica. Que aves seriam aquelas? Os homens aproximaram-se cautelosamente, agachados, escondidos pela vegetação marginal; quando viram as aves ao alcance, fizeram boa pontaria e lançaram suas flechas.
As flechas, entretanto, acertavam nas aves e ricocheteavam como se houvessem batido de encontro a corpos sólidos. Nova série de flechas foram arremessadas, igualmente sem efeito nenhum. Davam de encontro ao peito das aves e ricocheteavam.
O caso espantou seriamente aqueles homens, e mais ainda verem que em vez de se mostrarem assustadas, como é o comum quando caçadores atacam as aves aquáticas, aquelas se puseram a arrepiar as penas e a investigar com os olhos muito vivos, como que tomando a posição dos seus atacantes. Evidentemente iam passar de agredidas a agressoras. E como pareciam belicosas!
Que fazer? Os caçadores entreolharam-se. Por fim resolveram tentar mais uma revoada de setas — e mais cinqüenta setas voaram rumo ao peito dos avejões. E o que então sucedeu foi o assombro dos assombros.
Os avejões, mais arrepiados ainda, romperam numa gritaria atordoadora; depois sacudiram as enormes asas como se quisessem desembaraçar-se das penas — e mil penas vieram cair em cima dos caçadores. Que hecatombe! Não ficou um só de pé. Todos caíram como que fulminados. As penas arremessadas eram de bronze e cortantes como facas...
Em seguida as aves acudiram num grande açodamento e em minutos estraçalharam e devoraram todos aqueles corpos. Eram aves antropófagas.
Como os cinqüenta caçadores não reaparecessem em Estinfale, a população inquietou-se. Novos homens partiram em procura dos primeiros — e também não voltaram. Só depois da destruição de duzentos ou trezentos estinfalinos é que a cidade compreendeu o que se passava.
O pânico foi imenso. Não tinha fim a choradeira das mulheres que haviam perdido tão tragicamente os seus homens. Apenas um conseguiu salvar-se e lá apareceu em Estinfale com duas penas de bronze. Ah, como aquilo andou de mão em mão! Todos queriam vê-las, cheirá-las, prová-las. E ficou assente um ponto: o lago estava coalhado de tremendíssimas aves de penas de bronze comedoras de carne humana...
Que fazer? A luta era impossível. Tornava-se necessário recorrer aos heróis, porque só os grandes heróis, Hércules,Teseu, Perseu, Jasão e outros, sabiam lutar e vencer os monstros. Mensageiros foram mandados à corte dos reis com pedido de socorro — e foi então que Euristeu pensou em Hércules. Ah, dessa vez o herói sucumbiria na empresa.

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Cantinho infanto-juvenil

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O poder da água


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Efemérides

03/04 ago 1805: William Rowan Hamilton
Físico e matemático irlandês, nascido à meia-noite em Dublin. No final de sua vida adotou a data de 4 de agosto para seu aniversário. Recebeu o título de Sir em 1835, ano em que foi publicado seu trabalho On a General Method in Dynamics. Nesse mesmo ano, descobriu os quaternions, um marco no desenvolvimento da Álgebra. Sua obra The Elements of Quaternions foi publicada um ano após seu falecimento. Faleceu em Dublin, em 2 de setembro de 1865.

05 ago 1802: Niels Henrik Abel
Matemático norueguês, nascido em Nedstrand. Contribuiu para o desenvolvimento de vários ramos da matemática moderna. Foi ele quem provou ser impossível resolver algebricamente a equação geral de quinto grau. Os grupos comutativos também são chamados abelianos em sua homenagem. Faleceu em Froland, em 6 de abril de 1829.

05 ago 1827: Manuel Deodoro da Fonseca
Alagoano, liderou o golpe de estado que derrubou o imperador D. Pedro II. Foi o primeiro presidente do Brasil. Faleceu no Rio de Janeiro, em 23 de agosto de 1892.

08 ago 1901: Ernest Orlando Lawrence
Físico norte-americano nascido em Canton, South Dakota, EUA. Abiscoitou o prêmio Nobel de Física de 1939 pela sua invenção do ciclotron, o primeiro acelerador de partículas a atingir altas energias. Faleceu em Palo Alto, EUA, em 27 de agosto de 1958.

08 ago 1902: Paul Adrien Maurice Dirac
Físico inglês nascido em Bristol. Desenvolveu uma teoria que prediz o spin do elétron e a existência do pósitron. Foi co-inventor da estatística de Fermi-Dirac. Juntamente com Erwin Schroedinger, ganhou o prêmio Nobel de Física em 1933. Faleceu em Tallahassee, EUA, em 20 de outubro de 1984.

10 ago 1823: Antonio Gonçalves Dias
Poeta brasileiro nascido no sítio Boa Vista, perto de Caxias, MA. Entre suas obras destacam-se I-Juca-Pirama e Canção do exílio. Ambas estão disponíveis na Biblioteca deste site. Faleceu a bordo de um navio, que naufragou nas costas do Maranhão, em 3 de novembro de 1864. O poeta foi a única vítima, aos 41 anos de idade, porque não teve forças para sair do camarote. (Agradecemos a Vanessa, de São Luís, MA, por corrigir o local de nascimento do poeta.)

10 ago 1912: Jorge Amado
Escritor brasileiro nascido em Itabuna, BA. Entre suas obras, destacam-se Terras do sem fim e Gabriela, cravo e canela. Esta última está disponível na Biblioteca deste site. É o escritor brasileiro mais popular do século passado e sua obra tem alcance internacional, estando traduzida para quase todos os idiomas. Faleceu em Salvador, BA, em 06 de agosto de 2001.

12 ago 1887: Erwin Schroedinger
Físico austríaco nascido em Viena. Contribuiu para o desenvolvimento da Mecânica Quântica descobrindo sua equação básica. Repartiu com Dirac o prêmio Nobel de Física de 1933. Faleceu em Viena, em 4 de janeiro de 1961.

20 ago 1601 (dia do batismo): Pierre de Fermat
Matemático francês nascido em Beaumont-de-Lomagne. Não se conhece o dia exato do seu nascimento. Jurista e dedicou-se muito à Matemática. Durante um século não teve quem sequer o igualasse na teoria moderna dos números. Descobriu a Geometria Analítica independentemente de Descartes. Descobriu, também, o "Princípio de Fermat de tempo mínimo", os "Números de Fermat" e vários teoremas. Faleceu em Castres, em 12 de janeiro de 1665.

21 ago 1789: Augustin-Louis Cauchy
Matemático francês nascido em Paris. Foi um dos matemáticos modernos mais brilhantes. Suas maiores contribuições encontram-se incorporadas principalmente em três trabalhos: Cours d'analyse de l'École Royale Polytechnique (1821); Résumé des leçons sur le calcul infinitésimal (1823); Leçons sur les applications du calcul infinitésimal à la géométrie (1826-28). Faleceu em Sceaux, em 23 de maio de 1857.

26 ago 1743: Antoine-Laurent de Lavoisier
Químico francês nascido em Paris. É sua a famosa frase: "Na natureza nada se cria, nada se perde, tudo se transforma". Formou-se em Direito, mas sua vocação sempre foi voltada às ciências. Criador da Química Moderna. Identificou o oxigênio e mostrou que a água é formada por dois átomos de hidrogênio e um de oxigênio: H2O. Faleceu em Paris, em 8 de maio de 1794.

30 ago 1871: Ernest Rutherford
Físico da Nova Zelândia nascido em Spring Grove. Sua liderança inspirou duas gerações de físicos. Sua influência sobre o pensamento científico pode ser comparada às de Faraday e Newton. Recebeu o prêmio Nobel de Química em 1908. Faleceu em Cambridge, em 19 de outubro de 1937.

31 ago 1821: Herman L. F. von Helmholtz
Cientista alemão nascido em Potsdam. Dedicou-se, com brilhantismo, à Fisiologia, Óptica, Eletrodinâmica, Matemática e Meteorologia. Sua preocupação com a percepção sensorial está manifesta em seus dois trabalhos maiores: On the Sensations of Tone as a Physiological Basis for the Theory of Music (traduzido ao inglês em 1875); e, Handbook of Physiological Optics (1867). No Sensations, há uma curiosa nota de rodapé onde Helmholtz associa cores a cada uma das notas musicais. Faleceu em Berlim, em 8 de setembro de 1894.

Almanaque - Edição 57 - Setembro de 2012

Para pensar e praticar

Nesta seção do Almanaque, apresentamos textos retirados de obras do Racionalismo Cristão e de pesquisadores atuais e do passado.

Marcha evolutiva

O que interessa então ressaltar é o modo pelo qual a pessoa processa sua marcha evolutiva, em que conquista, passo a passo, a independência espiritual. A que souber avaliar o peso da responsabilidade que carrega com seus atos certamente fará todo o possível para firmar-se nos ensinamentos reais que transmitem o conhecimento dos fatos espirituais. O Racionalismo Cristrão, sem outro interesse que não seja o de despertar a humanidade para a realidade da vida, propõe-se a lhe revelar os esclarecimentos de que necessita para alcançar uma condição espiritual mais clara que facilite o seu viver.

Os estudiosos do Racionalismo Cristão aprendem a confiar em si mesmos, na sua capacidade espiritual e no poder da vontade para lutar e vencer. Não são, por isso adoradores, nem pedinchões, nem lamuriosos. Sabem que são grandes os obstáculos que surgem, a cada passo, no caminho da vida, mas que os poderão vencer com os próprios recursos morais de que dispõem. RACIONALISMO CRISTÃO, 44ª ed., 2010, p.

Passatempo

Quem matou Herique?

Henrique foi atingido por um tiro em morreu no local, na cidade de Ciranda. Henrique tinha muitos inimigos, mas a polícia logo reduziu a três o número de suspeitos, que foram presos na cidade vizinha alguns dias após o assassinato. A polícia estava convencida de que um dos suspeitos era o criminoso, o que ficou provado após as investigações. Cada um dos suspeitos tinha uma longa ficha criminal e eram incapazes de fazer três afirmações sem mentir. Foram interrogados e suas respostas foram as seguintes:

Luís: Sérgio matou Henrique.
Nunca estive em Ciranda em toda minha vida.
Sou inocente.

Sérgio: Renato é inocente.
É mentira tudo o que Luís disse.
Sou inocente.

Renato: Sou inocente.
Luís mentiu quando disse que nunca esteve em Ciranda.
Sérgio mentiu quando disse que tudo o que Luís disse era mentira.

Quem matou Henrique?

Respostas na próxima edição.

Resposta da edição anterior:

Abigail, fevereiro, segunda-feira;
Brenda, dezembro, quarta-feira;
Maria, junho, domingo;
Paula, de março, sexta-feira;
Tara, de julho, sábado

Humor

– Oi, cumpadre! Achu que vamu pegá muito peixe hoje.
– Uai, também achu, cumpadre. O que ocê tá levando na sacola?
– Tô levando anzor, minhocas e uma garrafa de pinga.
– Pinga? Num tínhamu combinadu di num bebê mais?
– Sim, cumpadre. Mas, óia, si aparece uma cobra e nos pica? Temos de ter algo pra aliviá a dor.
– Bem pensadu, cumpadre. E o que ocê leva na outra sacola?
– Uma cobra, uai. Vai que não aparece nenhuma na beira du rio.


Marido volta da pesca e esposa lhe diz.
– Não conseguiu pescar nada hoje,né?
– Não mesmo. Como é que você soube?
– É que você esqueceu a carteira em casa.

Melhore seu vocabulário em inglês

O texto a seguir foi composto com base nas 500 palavras mais usadas em inglês. Aproveite para rever seu vocabulário. Coloque o mouse sobre as palavras em vermelho para ver a tradução.

The Gift of the Gods
Philippinean tale

A long, long time ago, a young man lived in a village in the Cordillera Mountains. His name was Kinaw-od.

Kinaw-od's father was the leader of the village. When his father died, Kinaw-od himself became the leader of his people.

The young man was strong and brave. Each day, Kinaw-od and the men of the village went up onto the high mountains. They took bows and arrows with them and they hunted for food. They killed deer, pigs and birds. All the men were good hunters. They always came back to the village with food for their families.
There was a forest near the village. Each day, the women of the village went into the forest. They picked nuts and fruits from the trees. Time passed, and soon there were only a few animals and birds on the mountains near the village. The men had to go further and further over the mountains to hunt. And the women had to go further and further into the forests to find nuts and fruits. It was very difficult to get food.

“We must leave this village,” Kinaw-od said. “We must find a new place to live. A place where there are no other people. A place where no hunters have been. Then we'll find food again.”
Kinaw-od and the villagers prayed to the gods.
  

“Help us to find a new place,” they said. “A place where there is food.”

Kinaw-od and his people left their village and they walked over the mountains. After many days, they came to a long valley. At the bottom of the valley, there was a river. The grass was green and there were many trees.

Kinaw-od looked across the valley. There were high mountains on the other side. Suddenly, a bird flew over his head. Quickly, Kinaw-od picked up his bow and an arrow. He pulled the string of the bow. The arrow flew into the air. The arrow hit the bird and killed it. The bird fell onto the ground by Kinaw-od's feet.

“The gods have given us a sign,” he said. “They are telling us to stay here.”

The villagers prayed to the gods. They thanked the gods for the sign. Then they began to build houses. The villagers built houses on the side of the valley.

“We can get our water from the river,” said one of the women.
“And there's lots of wood for fires,” said another woman.
“There's fruit on the trees,! said one of the men.
“And I can hear animals in the forest,” said another main. “This is a good place for hunting.”

Kinaw-od's people lived happily in their new village. But they went hunting every day. And soon, there were only a few animals in the forest. And there was no more fruit on the trees. Again, it was difficult to get food.

“We must move on again,” Kinaw-od said. “We must find a new place to live.”

So they began another long journey through the mountains.

One day, they reached Mount Pulog. They began to walk through the trees and up the mountain.

What is that wonderful smell ” asked one of the women, suddenly.
“Somebody is cooking food,” another woman replied.

The villagers followed Kinaw-od through the trees. They walked quietly and carefully. They were very hungry. And the smell of the food was very good.

They soon came to some flat ground between the trees. Strange people were cooking food on a fire. They were tall people. Their skin was whiter than the skin of Kinaw-od's people. These strangers moved quickly. When they moved, their feet did not touch the ground!

“These people must be the gods of the mountains,” whispered Kinaw-od.

Then the young man walked toward, the strangers. The villagers followed him.

The tall gods smiled when they saw Kinaw-od and his people.

“Welcome,” they said. “Please sit down and have some of our food.”
“Thank you,” said Kinaw-od. “We are tired and very hungry.”

The gods took their cooking pots from the fire. Then they took soft white seeds from the pot, and put them onto some leaves. They gave this food to the villagers.

“What strange food is this?” asked Kinaw-od.

One the gods smiled. “Have you never eaten rice?” he said. It is a wonderful food. We grow rice. It is a kind of grass but its seeds are good to eat.”
“Please eat some!” he went on. “It is very good. You will like it.”

So Kinaw-od and his people ate some rice.

“It is good,” they said.
“You must grow rice”' said one of the gods. “ If you do, you won't have to move your village again. You can grow as much rice as you need. And you can keep rice for a long time. Grow rice! You will never be hungry again!”
“How do you grow this wonderful food?” asked Kinaw-od.
“First, cut down some trees,” the god told him. “Then dig the ground. Make the ground into flat fields terraces. After the rains come, put rice seeds in the ground. The plants will soon grow up out of the ground green and tall. The rice will be on the tops of the plants. When the dry season comes, you can pick the rice. You can eat some of it and you can keep some of it.”

Then the gods gave the young leader a big bag. It was a bag of palay, or rice seed.

Kinaw-od and his people returned to their village in the valley. The men cut down some of the trees near the river. They built terraces – small flat fields. And they got stones from the river and built walls around the fields. When the rains came, they put the rice seeds in the ground.

At last, the dry season came. They picked the rice and they ate some of it. They kept the rest of the rice. They planted these rice seeds the next year. Everyone said, “This is a wonderful food.”

After that, the villagers stayed in the valley. They built more terraces near the river.

Kinaw-od got married and his wife had a son. One day, Kinaw-od's son became the leader of the village. And his people also built rice terraces.

The years passed, and more and more terraces were built.

Today, after three thousand years, the terraces cover many thousands of hectares. If you could put them next to each, the terraces would be eight times as long as the Great Wall of China!

The rice terraces were built a very long time ago. But rice is still important for the people of the Philippines. It is eaten at every meal.

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Os doze trabalhos de Hércules

Monteiro Lobato

07 - O touro de Creta



O Touro de Creta

O caso do touro de Creta foi conseqüência da briga entre um deus e um rei. Mas antes de o abordarmos, temos de ver para quem é a cartinha que o Visconde está escrevendo. Hércules havia pingado o ponto no seu sexto Trabalho e dera ordem de levantar acampamento. Enquanto Meioameio e Pedrinho cuidavam disso, Emília remexia em sua canastrinha e o Visconde "elaborava" uma carta.
– Para quem está escrevendo, Visconde? – perguntou a ex-boneca sem interromper a arrumação de seus guardados.
– Para Dona Benta – respondeu o sabuguinho.
Emília continuou a lidar com os seus bilongues ainda por uns vinte minutos – e o Visconde sempre trabalhando lá com a carta. De repente Emília desconfiou:
– Que cartinha tão comprida é essa, Visconde? – e correu para ver, O Visconde tapou-a com a cartola. Emília deu um peteleco na cartola e agarrou a carta. Não era para Dona Benta, não. Era para a Climene...
– Ah, malandro!... Escrevendo cartinha de amor, hein? – e pôs-se a ler enquanto o Visconde apanhava a cartola e a limpava com o cotovelo, muito vexado e desapontado.
Emília leu:

   "Idolatrada criança!
É com o coração despedaçado de mágoas que tomo da pena para traçar estas linhas. Tua imagem não me sai da imaginação. Em tudo te vejo, Climeninha. Olho para os olhos de Hércules e o que vejo são os teus olhos, Climeninha. Olho para aquelas florestas e o que vejo são os teus cabelos, Climeninha. Minha vida virou uma tristeza. Não acho graça em nada – nem na Emília...
Nesse ponto Emília interrompeu a leitura e encarou-o com olhinhos duros.
– Nem em mim, hein? Julga que ando fazendo graças para os estafermos acharem?... – e botou-lhe a língua. Depois continuou a ler:
"Hércules não pára, coitado. Tem agora de ir a Creta atrás dum touro hidrófobo. Hidrófobo quer dizer louco, isto é, louco propriamente não, porque "hidro" você bem sabe que é "água" no lindo idioma grego; e "phobos" é também outra linda palavra grega com significação de "horror". Hidrófobo: que tem horror à água. Mas lá no nosso mundo o povo ignorante chama "louco" ao que é "hidrófobo".
Emília interrompeu a leitura para observar que nas cartas de amor o galã não deve dar lições de língua.
– Pedantismo deste tamanho nunca vi, Senhor Visconde. A Climene é o que lá no mundo moderno chamamos uma "burrinha do campo". Bonita, sim, de rosto, mas crassa na ignorância... Crassa, crassa... Que é crasso, Visconde? Minervino disse ontem que Hércules é de uma "ignorância crassa".
O Visconde explicou que a palavra "crasso" vem do latim "crassus" – espesso, grosso, pesado. Ignorância crassa quer dizer ignorância grossa, cascuda. Emília continuou:
– Pois a Climene é assim: um mimo de nariz, mas crassa lá por dentro – e o Senhor Visconde com essas hidrofobias!...
Nem quero ler o resto – tome a carta. E ponha um P. S. meu, assim: "Emília manda dizer que entrou por uma porta e saiu por outra." Só isso.
– Por quê? – indagou o Visconde, desnorteado. – Que quer dizer com isso?
– Nada.
– Então por que me manda escrever?
– Para equilibrar, Visconde. Conheço aquela menina; Juro que ela vai pular por cima de todas as suas hidrofobias e gostar do meu P.S. Para uma boba daquelas a gente só deve escrever bobagens.
Outra coisa: como vai mandar essa carta?
– Pelo pirlimpimpim. Esfrego uma isca de pó no nariz dela e...

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Cantinho infanto-juvenil

Esta seção do Almanaque é dedicada a crianças e jovens. Nesta edição oferecemos uma atividade com experiências que podem ser feitas em casa. Aguardamos sua avaliação e sugestões enviando um email para               


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Efemérides

17 set 1826: Georg Friedrich Bernhard Riemann
Matemático alemão nascido em Hannover. Foi um dos matemáticos mais criativos do século 19. Suas ideias relativas à geometria do espaço tiveram profunda influência no desenvolvimento da física teórica moderna e proporcionou os fundamentos para os conceitos e métodos usados posteriormente na teoria da relatividade. Faleceu em Selasca, Itália, em 20 de julho de 1866.

20 set 1900: Humberto de Alencar Castelo Branco
Nascido em Fortaleza. Foi presidente (militar) do Brasil de 15 de abril de 1964 a 15 de março de 1967. Faleceu em Fortaleza, em 18 de julho de 1967.

22 set 1791: Michael Faraday
Físico e químico inglês, nascido em Newington, foi um dos maiores cientistas experimentais de todos os tempos. Descobriu o princípio do motor elétrico e construiu um; descobriu o fenômeno da indução eletro-magnética. Foi o primeiro a liquifazer o cloro. Fabricou o primeiro dínamo, estabeleceu as leis da eletrólise, descobriu que um campo magnético gira o plano de polarização da luz, etc. Faleceu em Hampton Court, Inglaterra, em 25 de agosto de 1867.

29 set 1901: Enrico Fermi
Físico italiano nascido em Roma. Foi um dos cientistas que inauguraram a chamada era nuclear. Ganhou o prêmio Nobel de Física de 1938 pelo seu descobrimento das reações nucleares induzidas por nêutrons. Conseguiu realizar a primeira fissão nuclear controlada em Chicago e trabalhou no projeto da bomba atômica em Los Alamos. Desenvolveu a matemática estatística necessária para esclarecer vários fenômenos subatômicos (estatística de Fermi-Dirac). Faleceu em Chicago, em 28 de novembro de 1954.

30 set 1870: Jean Baptiste Perrin
Físico francês nascido em Lille. Estudou o movimento browniano e confirmou a natureza atômica da matéria. Por esse trabalho, ganhou o prêmio Nobel de Física de 1926. Foi capaz de estimar o tamanho dos átomos e moléculas assim como sua quantidade em um dado volume. Faleceu em New York, em 17 de abril de 1942.

Almanaque - Edição 58 - Outubro de 2012

Para pensar e praticar

Nesta seção do Almanaque, apresentamos textos retirados de obras do Racionalismo Cristão e de pesquisadores atuais e do passado.

Livre-arbítrio

É, pois, do máximo interesse humano o conhecimento da responsabilidade que cada ser tem no governo da sua faculdade arbitral. Essa responsabilidade faz parte integrante da vida sendo, por isso, irrecusável e intransferível. É inútil negá-la, como é inútil a tentativa de escapar às suas consequências. O perdão para crimes, falcatruas e prevaricações não tem qualquer sentido na vida espiritual.

O erro precisa ser conhecido para poder ser evitado. São incalculáveis os males resultantes do desconhecimento do que representa o livre-arbítrio na existência humana, pois, com essa faculdade bem conduzida, não haveria tantas encarnações mal aproveitadas.

Grande parte da humanidade pouco sabe a respeito do livre-arbítrio.

Muitas pessoas acreditam que a vida se limita a uma única passagem por este planeta e por isso agem de maneira inconsequente, o que contribui para a perda preciosa das oportunidades que este mundo-escola oferece para a evolução espiritual. Quando se decidirá a humanidade despertar para a realidade da vida? Quando se sentirá com forças para romper os elos das ultrapassadas correntes de pensamento que dificultam o progresso espiritual? É longa, sem dúvida, a jornada do espírito pela Terra, em sucessivas etapas. Todas elas, porém, poderão ser galgadas sem repetições, se os princípios racionalistas cristãos forem rigorosamente observados, e deles faz parte destacada o bom uso do livre-arbítrio.

RACIONALISMO CRISTÃO, 44ª ed., 2010, p.

Passatempo

Quais as idades?

Ao perguntar suas idades, três jovens responderam:

Gisele: Tenho 22 anos; sou dois anos mais nova que Helena; sou um ano mais velha do que Maria.

Helena: Não sou a mais jovem; a diferença de idade entre Maria e eu é de três anos; Maria tem 25 anos.

Maria: Sou mais jovem do que Gisele; Gisele tem 23 anos; Helena é três anos mais velha do que Gisele.

As três jovens não foram totalmente honestas em suas respostas. Sabendo que apenas duas das três afirmações são verdadeiras, qual a idade de cada uma?

Respostas na próxima edição.

Resposta da edição anterior:

Renato foi o assasino.

Humor

– Você falou comigo?
– Falei sim. Sou um professor e uma bruxa malvada me transformou num sapo. Se você me beijar, o encanto desaparece e me casarei com você.
– Espera um pouco, vou buscar uma caixa.
– Não precisa, não. Você me beija aqui mesmo e nos casaremos.
– Com você em uma caixa, vou ganhar
muito mais dinheiro com um sapo que fala do que com um professor.



– Vo, vo, você, po-po-deria me di-di-zer onde há u-u-ma esco-co-la para ga-ga-go?
– Sinto muito. Não sei lhe informar. Mas você não precisa de uma escola, não. Já está gaguejando direitinho.

Melhore seu vocabulário em inglês

O texto a seguir foi composto com base nas 500 palavras mais usadas em inglês. Aproveite para rever seu vocabulário. Coloque o mouse sobre as palavras em vermelho para ver a tradução.

Clever Asin

Anne Ingram

Parte 1 de 2

King Bato of Bukidnon had a large palace. There were beautiful grounds all around it. In the grounds, there were many gardens and lakes.
The king had many servants. Some servants picked up the leaves in the palace grounds. Some servants cooked big meals for celebrations at the palace. And some servants cleaned the floors and stairs and rooms in the palace. Everyone was busy!
A young man called Asin was one of King Bato's servants. He was a very clever young man. He was clever and quick. He often found the answer to a problem before anyone else. Yes, Asin was clever. But he wanted everyone to know about it.
“Give me something important to do,” he said to the other servants. “I am very clever. I want to do important work.”
Be quiet, Asin,” the other servants told him. “You haven't been the king's servant for very long. You can't do important work.” And they gave him easy, boring things to do.
I will make them understand,” Asin said to himself. “I will show them how clever I am!”
Asin went to the palace kitchens. He spoke to the servants who were cooking the food.
“How many people are coming for the meal tonight?” he asked them.
They told him.
“You will need one hundred and twenty plates, twenty chickens and four pigs,” said Asin. “And rice. You will need…”
“We know how to cook a meal,” the cooks said. “We've done it before. Go away, Asin!”
So Asin went to see some other servants. They were making mats for the floors of the palace. Asin started to tell them how to make mats.
“Be quiet, Asin!” the servants said. “We know how to make mats. We've been making mats for years. Go away!”

One day, King Bato heard about Asin. All the servants were talking about him.
“I'll give him something very difficult to do!” thought the king. “I'll stop him making all the other servants angry.”
The king called Asin, and the young man went to see him immediately.
“I will show the king how clever I am!” thought Asin.
“We will see how clever he is!” thought the king.
King Bato looked at Asin and asked, “Are you clever, Asin?”
“Yes, sir,” said Asin. “I am very clever.”
The king smiled.
“Then I have a problem for you,” he said.
The king called another servant and he pointed to Asin.
“Give this young man a chicken,” he said.
Quickly, the servant brought a chicken and he gave to Asin. The chicken was making a loud noise.
Kill this chicken, Asin,” said the king. “Then make fifty meals with it. Fifty different meals!”
Asin held the noisy bird and he looked at it.
“I've never killed anything before,” he thought. But he did not tell the king about that. He took a small metal nail from his pocket.
“Sir, this is an easy problem,” he said. “But first, you must make a cooking pot and a knife from this nail.”
The king looked at the nail. He did not know what to do.
“I'm busy now. Come and see me again tomorrow, Asin,” he said.
The next day, Asin went back to the palace.
(Continua na próxima edição.)

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Os doze trabalhos de Hércules

Monteiro Lobato

08 - Os cavalos de Diómedes


Pedrinho não estava entendendo a Hélade. — Mas afinal de contas — disse ele — isto aqui me parece mais uma salada de pequenos países do que um país só. Explique-me esta Hélade, Minervino.
O mensageiro de Palas explicou que o que chamavam Hélade não passava dum cacho de paisezinhos independentes, mas com a mesma língua e os mesmos deuses. Havia a Lacônia, a Messênia, a Argólida, a Fócida, a Tessália, a Magnésia...
— Chega! — berrou Emília. — Pare na Magnésia, se não é capaz de vir também o Bicarbonato...
— E é para um desses cocos do grande cacho helênico que vamos indo — continuou o mensageiro. — Vamos indo para a Trácia.
Sim, era para a Trácia que se iam encaminhando Hércules e seu bando, acompanhados do precioso Minervino. E Hércules ia para a Trácia porque era lá que ficava o reino dos bistônios, então governado por um rei de nome Diómedes, dono dos tais cavalos que comiam gente. Pedrinho havia observado que no mundo moderno os eqüinos eram todos herbívoros; carnívoro não existia nenhum. Mas numa Grécia em que havia de tudo, nada mais natural que também houvesse cavalos antropófagos.
— Eles não haviam nascido antropófagos — explicou Minervino. — Mas como Diómedes, em vez de capim ou aveia, só dava carne humana, foram mudando de gênio, tornando-se ferozes e por fim viraram uns horríveis monstros. Diómedes os alimenta com os náufragos que dão à praia — os náufragos estrangeiros; aos nacionais ele perdoa.
— Malvado! — exclamou Emília. — Por isso é que eu sou democrática. Isso de reis e tiranos é uma desgraça. Tratam os súditos do mesmo modo que os deuses do Olimpo tratam os homens.
Minervino aconselhou-a a não falar assim dos deuses, porque os deuses tudo viam e ouviam e eram muito vingativos. E a propósito contou uma conversa recentemente ouvida no Olimpo.
— Estava Hera falando em voz baixa com Zeus, o seu divino esposo. Dei um jeitinho e pude pescar um trecho...
Emília interrompeu-o:
— Mas então você mora no Olimpo, Minervino?
— Não; mas como estou trabalhando para a minha deusa Palas, volta e meia dou um pulo até lá para dar conta dos meus trabalhos e receber ordens. Foi numa dessas vezes que ouvi a tal conversa. Não sei se devo contar...

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Cantinho infanto-juvenil

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Viagem ao mundo do som e do pensamento


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Efemérides

07 out 1885: Niels Henrik David Bohr
Físico dinamarquês nascido em Copenhagen. Enquanto trabalhava com Rutherford, em Manchester, criou em 1913 o modelo do átomo de hidrogênio que leva o seu nome. De acordo com esse modelo, o átomo de hidrogênio era formado por um elétron girando, com energia quantizada, em torno de um próton central, numa órbita circular. Em 1922 recebeu o prêmio Nobel de Física em reconhecimento por suas contribuições à Física Atômica. Em 1927, Bohr propôs o princípio da complementaridade para explicar os paradoxos aparentes que surgiam no comportamento onda-partícula das partículas subatômicas. Em 1943 conseguiu fugir de Copenhagen indo à Inglaterra. Mais tarde foi aos Estados Unidos da América, onde colaborou no desenvolvimento da bomba atômica, mas esteve sempre profundamente preocupado com as implicações decorrentes desse desenvolvimento. Faleceu em Copenhagen, em 18 de novembro de 1962.

09 out 1893: Mario de Andrade
Escritor nascido em São Paulo. Desempenhou papel importante no Movimento Modernista de 1922. Talvez sua obra mais famosa seja Macunaíma (1928). Faleceu em São Paulo, em 25 de fevereiro de 1945.

19 out 1913: Vinicius de Moraes
Poeta, músico e dramaturgo nascido no Rio de Janeiro. Entre suas obras, destacam-se "Samba de Orly" e "Garota de Ipanema", em parceria com Antônio Carlos Jobim. Faleceu no Rio de Janeiro, em 9 de julho de 1980.

23 out 1908: Ilya Mikhaylovich Frank
Físico russo nascido em Leningrado, hoje S. Petersburgo. Juntamente com Pavel A. Cherenkov e Igor Y. Tamm, ganhou o prêmio Nobel de Física de 1958 pela explicação teórica do efeito Cerenkov. Faleceu em Moscou, em 22 de junho de 1990.

25 out 1811: Évariste Galois
Matemático francês nascido em Paris. Tornou-se famoso pelas suas importantes contribuições à teoria dos grupos. Em praticamente uma noite (véspera do estúpido duelo que ceifou sua curtíssima vida), botou no papel sua famosa teoria que resolveu muitos problemas que permaneceram insolúveis por muito tempo. Faleceu em Paris, em 31 de maio de 1832.

26 out 1869: Washington Luís Pereira de Sousa
Nascido em Macaé, RJ, foi presidente da República de 1927 a 1930, quando foi deposto por um golpe de estado militar liderado por Getúlio Vargas. Foi o último presidente de Velha República. Faleceu em São Paulo, em 4 de agosto de 1947, um ano após o seu retorno do exílio, que durou 16 anos.

27 out 1892: Graciliano Ramos
Escritor nascido em Quebrangulo, AL. Autor de vários romances entre os quais Caetés (1933), Vidas secas (1938) e Memórias do cárcere (1953). Estes dois últimos foram adaptados para o cinema. Faleceu no Rio de Janeiro, em 20 de março de 1953.

31 out 1815: Karl Theodor Wilhelm Weierstrass
Matemático alemão nascido em Ostenfelde, considerado um dos fundadores da teoria moderna das funções. Sua preocupação com o rigor matemático pode ser ilustrado pela sua construção de uma função contínua que não tem derivada em nenhum ponto. Muitos de seus estudantes tornaram-se matemáticos criativos,como Sofia Kovalevskaya. Faleceu em Berlim, em 19 de fevereiro de 1897

Almanaque - Edição 59 - Novembro de 2012

Para pensar e praticar

Nesta seção do Almanaque, apresentamos textos retirados de obras do Racionalismo Cristão e de pesquisadores atuais e do passado.

O fanatismo

Há muita gente que está habituada a que lhe falem ao paladar e por isso não gosta da verdade que o Racionalismo Cristão explana em suas Casas, com o fito exclusivo de esclarecer e livrar da ignorância as criaturas.

Esta Doutrina se impõe pela verdade, ela procura esclarecer e elevar, espiritualmente, as criaturas. Aqueles que explanam os seus princípios não se desviam da disciplina e tudo fazem para que a humanidade desperte para uma nova vida e se revolte contra o embuste e a hipocrisia que têm causado tantos males.

Os explanadores do Racionalismo Cristão dizem verdades que nem sempre agradam, isto porque a verdade fere, mas cura. Ferindo, obriga a criatura a sentir a vida e a raciocinar melhor. Quantas e quantas vezes daqui saem criaturas que foram feridas pela verdade, mas, ao chegarem à sua casa e rememorando fatos, recordando casos passados, chegam à conclusão de que houve razão no que aqui foi dito e daí em diante passam ser outras e criam disciplina nos seus lares.

O Racionalismo Cristão quer a humanidade esclarecida, consciente daquilo que é e do que deve ser para combater a fraqueza espiritual, porque esta é a causa dos males. Uma vez esclarecida, saberá dar combate à mentira, porque ela foi sempre um cancro a correr o moral da humanidade.

Combate-se o fanatismo, seja ele qual for. O fanático dá má nota de sua inteligência, atesta pouco raciocínio e nenhuma compreensão. A criatura esclarecida não pode ser fanática; ela tudo vê, tudo observa e analisa com inteligência e raciocínio. O fanatismo enfraquece o espírito, desnorteia o livre-arbítrio e a vontade.

A criatura fanática não tem vontade, aceita aquilo que a, b e c lhe impingem, aceita como certo aquilo que os seus mentores lhe dizem. Obra: "Clássicos do Racionalismo Cristão", de Luiz de Mattos.

(Clássicos do Racionalismo Cristão, Luiz de Mattos)

Passatempo

Nome das esposas

Quatro homens, Ademar, Bruno, Celso e Daniel, estavam falando de suas esposas. Eles não se conheciam bem e as afirmações que fizeram, indicadas abaixo, não são todas exatas. De fato, a única coisa certa é o nome informado da esposa.

Ademar:
Dora é a mãe de Joana.
Nunca conheci Patrícia.

Bruno:
O nome da esposa de Celso é Dora ou Patrícia.
Joana é a mais velha.

Celso:
Patrícia é a esposa de Ademar.
Dora é a irmã mais velha de Joana.

Daniel:
Margarete é minha filha.
Dora é mais velha do que minha esposa.

Qual o nome da esposa de cada um?

Respostas na próxima edição.

Resposta da edição anterior:

Gisele: 23; Helena: 25; Maria: 22.

Humor



– Poderia me dizer se há pouco um homem com
chapéu preto dobrou esta esquina?
– Não sei dizer, quando cheguei aqui ela já estava dobrada.



Na livraria
– Este livro de auto-ajuda resolve todos os problemas?
– Resolve metade deles.
– Então vou levar dois.

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Clever Asin

Anne Ingram

Parte 2 de 2

“I am going to give you a different problem today,” said King Bato. “I want you to catch the waves of the sea in a net. Bring the waves to me here.”
Asin thought for a moment. Then he replied, “Sir, this is an easy problem. But first, you must give me a net made of sand.”
The king was angry.
“This young man is laughing at me!” he thought.
He stood up and he shouted at the young man.
Go away, Asin!” he shouted. “ Leave the palace immediately. Don't come back! If the guards see you standing on any of my ground again, you will go to prison. Do you hear me, Asin?”
“Yes, sir, said Asin.
But the next day, the king looked out of a window. He saw Asin outside the palace.
The king was very angry. He ran out of the palace and he called his guards. They all went up to Asin. The young man was standing on some fresh earth.
“I told you not to come to here again!” the king shouted. “You are standing on my ground again! You will go to prison!”
“Please, sir, I'm not standing on your ground,” replied Asin. “I'm standing on my own ground.”
The young man pointed to his feet.
“This earth comes from my own garden,” he said. “I dug it this morning.”
Suddenly, King Bato laughed.
“Come to the palace tomorrow,” he said. “I will give you another problem.”
Early the next morning, Asin went to the palace. He went to the king's room. He was surprised. There was a large melon on the floor. Near it, there was a large jar with a small neck at the top.
“I want you to put the melon into the jar,” said the king. “You must not break the jar and you must not break the melon.”
It was a large jar, but the neck at the top of the jar was very narrow. It was too narrow. Asin could not push the melon into the jar.
“This is an easy problem, sir,” said Asin. “But I must have a few weeks to do it. Then I will bring the jar with the melon inside it.”
“Goodbye, Asin,” said the king. And he smiled.
He won't come back!” the king thought.
Asin went home with the melon and the jar. He sat down by his house. He sat down to think.
“How can I do this?” he thought. “There must be an answer. There is always an answer.”
Asin looked at his garden. It was a good garden. Many fruits and vegetables were growing in the garden. There were melons growing there. Melons! Yes! The young man had an idea!

Asin quickly found a small, young melon. It was growing on a big melon plant. The melon was the size of a bird's egg. Very carefully, Asin put the melon through the neck of the jar. He did not break the fruit from the plant.
After that, Asin gave the melon plant some water every day. The fruit grew quickly. After a few weeks, it filled the whole jar. The fruit was large and round. The melon was in the jar. And the jar was not broken!
Asin cut the melon from the plant. Then he took the jar to the king. King Bato was surprised. “How did you do this?” he asked Asin.
Asin told him, and the king smiled.
“So it is a different melon!” he said. “But you are a clever young man, Asin. It was a very difficult problem and you found the answer!”
“There is always an answer, sir,” said Asin.
After that, Asin became the king's adviser. He helped King Bato with difficult problems. There was always an answer! Soon Asin was an important man.
At last, I have an important thing to do,” he said.

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Os doze trabalhos de Hércules

Monteiro Lobato

09 - O cinturão de Hipólita


De volta ao acampamento Emília passou a tarde a virar e desvirar coisas. "Vira que vira, virade" eram as palavras que tinham de preceder ao toque da varinha — e o objeto em que a varinha tocava realmente virava na coisa pedida.

Até o Visconde ela virou em jacaré, e o desvirou, porque o jacaré estava arreganhando uma enorme boca vermelha para devorá-la. E virou o Templo de Avia em uma encantadora casinha de boneca. E virou a clava de Hércules em mão de pilão — e assim por diante. Depois desvirava e deixava tudo como antes.
Enquanto isso Hércules, de mão no queixo, seguia matutando no nono Trabalho que Euristeu lhe havia imposto: ir ao reino das amazonas conquistar o célebre zóster da rainha das amazonas, isto é, o cinturão que Ares ou Marte dera a Hipólita, e ela usava como distintivo da sua realeza.
As amazonas formavam uma curiosa raça de mulheres guerreiras, filhas de Marte e Harmonia. Habitavam as paragens do Termodonte, perto de Temiscira, no Ponto. O Reino do Ponto ficava na Ásia Menor, junto ao Ponto Euxino.
As amazonas eram a contraparte feminina dos centauros; não que tivessem metade do corpo cavalo, metade mulher, mas, como só andassem a cavalo, pareciam formar com os cavalos um só corpo. Em seu reino não havia homens, só mulheres, e valorosíssimas — as maiores guerreiras da antiguidade. Desde mocinhas comprimiam o seio esquerdo de modo a atrofiá-lo. Para quê? Para não atrapalhá-las no lançamento das flechas.
Além de valentíssimas eram de grande beleza e trajavam-se à moda dos bárbaros: vestes bem justas no corpo, barrete frígio, bombachas diferentes das dos gaúchos. Para a defesa traziam um escudo redondo; e como armas, o arco e o dardo.
Homem nenhum entrava no reino das amazonas, e o que ousasse fazê-lo era imediatamente destruído. Vinha daí a preocupação de Hércules. Como, sozinho, invadir aquele reino e arrancar da cintura de Hipólita um zóster que a não abandonava nunca? E Hércules pensava, pensava. Por fim resolveu levar bons companheiros. Só com a ajuda de outros heróis poderia conseguir alguma coisa e pensou em Teseu, Peleu, Telamon e outros grandes amigos. Tinha, pois, antes de mais nada, de procurar esses heróis e propor-lhes a aventura. Mas moravam em cidades diferentes. Procurá-los todos e discutir o assunto era empresa demorada. Hércules chamou Pedrinho.
— Escute. Tenho de reunir vários amigos para a aventura das amazonas. Isso vai exigir uma série de viagens a uma série de terras. O melhor me parece que eu parta sozinho. Depois de formar o meu bando, venho buscar vocês.
Hércules partiu em primeiro lugar para Atenas em procura de Teseu, o herói da Ática. Os pica-paus ficaram sozinhos.
O primeiro dia se passou numa "viração" furiosa. O "Vira que vira, virade" não parava. Até o ribeirão Emília virou num pastorzinho da Arcádia que não sabia falar, apenas "murmurejava", como murmurejam os ribeirões. E Pedrinho, que nunca fora um menino adulador, estava agora todo amor e cuidados com a Emília. Como não adular uma criaturinha armada de tanto poder? E por mais absurdo que isto pareça, até Juno lá no Olimpo começou a ter medo de Emília — segundo informações do mensageiro de Palas no dia seguinte.
— Acabo de chegar do Olimpo — disse ele. — Palas está radiante com a nova derrota de Hera no caso da mudez, e me disse que já agora nada tem Emília a recear das peças da deusa. "Se um leão for lançado contra Emília, ela o recebe com uma varada e transforma-o no que quiser — mosca, borboleta, pão-de-ló. Aquela varinha de condão é realmente um prodígio — mas é bom que ela saiba de uma coisa. Todas as varas de condão possuem um poder limitado. A de Emília só dá para cem viradas. Depois de cem viradas, torna-se uma vara comum, como as de marmelo, que só servem para surrar crianças. Avise-a disso."
Ao saber da limitação de sua varinha mágica, Emília quase chorou de desespero. Com a brincadeira do vira-vira ela já tinha gasto quase todo o poder da vara mágica — e de maneira tão boba, meu Deus! virando até pedregulhos do chão, pedacinhos de pau, moscas... Pelos cálculos do Visconde, só devia haver na vara umas trinta viradas de resto! Quer dizer que Emília tinha desperdiçado setenta em puras bobagens. Cumpria-lhe agora poupar com o maior ciúme as restantes. E Emília, com um suspiro, guardou na sua canastrinha a vara de condão já quase no fim.
Depois perguntou ao Visconde:
— Que é "condão" Visconde? Às vezes a gente leva usando uma palavra toda a vida sem saber certo o que é.
O sabuguinho explicou que a palavra "condão" vinha da palavra persa "condo", que queria dizer "sábio ou adivinhador". De modo que na língua portuguesa condão significava "prerrogativa", "privilégio", "graça", "dom" . E vara de condão queria dizer vara de adivinhar.
— Mas a minha vara não adivinha — objetou Emília. Vira só.
— Adivinha, sim — respondeu o Visconde. — Quando você diz "Vira que vira, virade", ela adivinha o que você quer e executa a ordem.
Todos engoliram a explicação.
Lá pelas cinco horas estavam os três sozinhos ali no acampamento, à espera de Meioameio que saíra em procura de frutas e queijo para o jantar. De repente...
— Que é aquilo lá? — exclamou Pedrinho apontando. Parece uma meninada...
Era realmente uma meninada que vinha naquela direção —uma molecada de Micenas. Vinham correndo, numa gritaria.
— Já sei! — berrou Emília. Souberam da minha vara e vêm atacar-nos...
Numa das viradas ela havia virado um besouro em menino, e como naquela afobação se esquecera de desvirá-lo, o menino fugira e fora contar à molecada de Micenas a prodigiosa história. Os moleques ficaram no maior assanhamento e vinham em bando conquistar a vara.
Que fazer? A resistência era impossível, pois se tratava dum bando de vinte.
Recurso único: virá-los em qualquer coisa. Mas para virar vinte meninos era necessário gastar vinte viradas — e das trinta viradas que ainda sobravam na varinha só ficariam dez...


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Cantinho infanto-juvenil

Esta seção do Almanaque é dedicada a crianças e jovens. Nesta edição oferecemos uma atividade com experiências que podem ser feitas em casa. Aguardamos sua avaliação e sugestões enviando um email para               
A inércia e a força de vontade


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Efemérides

05 nov 1849: Rui Barbosa
Jurista brasileiro, também conhecido como a "Águia de Haia", nascido em Salvador. Foi, também, diplomata, filólogo, escritor, político e orador. Membro fundador da Academia Brasileira de Letras, da qual foi presidente de 1908 a 1919. Talvez sua obra mais conhecida seja o discurso Oração aos moços, preparado para a turma de 1920 na Faculdade de Direito de São Paulo. Não pôde proferi-lo pessoalmente por razões de saúde. Faleceu em Petrópolis, em 01 de março de 1923.

07 nov 1867: Marie Curie (Marja Sklodowska)
Física francesa, nascida em Varsóvia (Polônia). Seu nome de solteira era Marja Sklodowska. Juntamente com seu marido, Pierre Curie, foi uma das pioneiras na pesquisa da radioatividade. Descobriu os elementos radiativos polônio e rádio. Por isso, os Curie compartilharam o prêmio Nobel de Física com A. H. Becquerel. Após a morte de seu marido, Marie Curie continuou a pesquisar as propriedades químicas e aplicações médicas do rádio. Foi agraciada com o prêmio Nobel de Química em 1911. Faleceu em Sallanches, em 4 de julho de 1934, vítima de leucemia, indubitavelmente causada pela radioatividade dos materiais com que trabalhou intensamente. Seu marido Pierre e cunhado Jacques descobriram o efeito piezoelétrico. Sua filha mais velha, Irène Joliot-Curie também foi uma física notável.

07 nov 1878: Lise Meitner
Física austríaca, nascida em Viena. Bombardeando urânio com nêutrons, ela e seu sobrinho Otto Robert Frisch interpretaram corretamente os resultados obtidos como evidências de fissão nuclear e previram as reações nucleares em cadeia. Ela faleceu em Cambridge, em 27 de outubro de 1968.

19 nov 1892: Antonio Cottas
Português nascido em Sirvuzelo – Monte Alegre. Imigrou para o Brasil em 1905 e logo se revelou homem de grande visão para negócios. Tornou-se cidadão brasileiro em 8 de agosto de 1939. Sua obra mais importante foi consolidar o Racionalismo Cristão, do qual foi presidente por quase 60 anos, sucedendo a Luiz de Mattos, o fundador dessa Doutrina. Faleceu no Rio de Janeiro, em 12 de junho de 1983.

Almanaque - Edição 60 - Dezembro de 2012

Para pensar e praticar

Nesta seção do Almanaque, apresentamos textos retirados de obras do Racionalismo Cristão e de pesquisadores atuais e do passado.

Preparo espiritual

Há muitos seres que chegam à loucura por falta de orientação espiritual, que perdem a razão e se deixam avassalar, porque os espíritos enfraquecidos sofrem um golpe moral, um sofrimento, uma dor.

O abatimento se apodera deles de tal forma que cai completamente toda a sua energia e passam esses espíritos a ser dominados pelo astral inferior, forças inferiores que nunca perdem o ensejo de se aproximar daqueles que os atraem com pensamentos perturbados.

Há inúmeras causas de obsessão provenientes de abalos morais, e essas causas de obsessão se dão porque os espíritos não têm valor e energia para oporem a reação precisa nos momentos mais críticos da sua vida.

Há, portando, necessidade, e muita, de preparar os espíritos para o dia de amanhã, para o futuro, porque a maioria da humanidade procura viver o momento presente, e, se esse momento presente lhe dá prazer e alegria, não se lembra que amanhã poderá vir a sofrer, poderão surgir surpresas que avassalam e mortificam. Do preparo espiritual depende o equilíbrio mental, a saúde e a felicidade! É preciso esclarecer a humanidade, porque só esclarecida poderá ela ser justa, ponderada e moderada.

Enquanto as criaturas viverem dissipada e turbulentamente, sem finalidade, sem clareza, sem aquela compreensão que caracteriza os espíritos cumpridores dos seus deveres, estarão sujeitas a tristes contingências. É preciso preparar o homem para a luta, a mulher para a vida do lar; é preciso que se convençam de que ambos se completam, mas, se ambos não souberem entender-se, a vida se lhes tornará um inferno, nunca combinarão. É preciso que o homem se convença de que tem que lutar e que o seu êxito depende do seu valor, da sua força de vontade, do seu equilíbrio mental; é preciso que o homem e mulher se convençam de que têm deveres sérios a cumprir um para o outro e ambos para com os filhos, quando os houver. É preciso que quem tem encargos de responsabilidade no mundo os saiba exercer com justiça, com desprendimento e valor.

Clássicos do Racionalismo Cristão, de Luiz de Mattos

Passatempo

As três noivas

Cátia, Mônica e Norma se casaram no mesmo dia com Carlos Romero, João Barreto e Wálter Juventino, não necessariamente nesta ordem.

Qual o sobrenome que cada uma delas recebeu sabendo-se que
• João pesava o mesmo que sua noiva;
• O peso de Wálter era a metade do de sua noiva;
• O peso de Carlos era o dobro do de sua noiva;
• Noivas e noivos juntos pesavam 434 kg;
• As noivas pesavam 198 kg;
• Norma pesava 5 kg a mais do que Cátia;
• Mônica pesava 5 kg a mais do que Norma;
• Os pesos são sempre medidos em kg exatos (sem gramas).

Respostas na próxima edição.

Resposta da edição anterior:

Margarete, Ademar; Patrícia, Bruno; Dora, Celso; Joana, Daniel.

Humor

– Quem está me chamando a esta hora da madrugada?
– É o Zé, caseiro de sua fazenda. É para informar que o papagaio morreu.
– O Louro morreu? Como?
– Comeu carne podre.
– E quem deu carne podre para ele?
– Do cavalo morto.
– O Sílver morreu?
– De cansaço, de tanto puxar a carroça.
– Quem botou o Sílver para puxar carroça?
– Teve de levar água para apagar o fogo do casarão.
– Que fogo?
– Provocado pela vela que caiu, incendiou a cortina e se espalhou pelo casarão.
– Vela?
– A que o vigário levou para o velório.
– Que velório?
– Da morte de sua mãe. Ela chegou de noite sem avisar. Pensei que era ladrão e atirei nela.



No consultório médico.
– Quero fazer uma consulta.
– Espere naquela sala e tire toda sua roupa, respondeu a atendente.
– Mas é apenas uma consulta simples.
– Não importa. Ele somente atende nestas condições.
Entrando na sala, encontrou outra pessoa aguardando. Tirou a roupa e disse:
– Este médico deve ser louco. Tenho apenas uma pequena dor de cabeça.
– E eu? Vim apenas entregar um telegrama!
  

Melhore seu vocabulário em inglês

A partir desta edição, vamos apresentar algumas histórias. Na edição seguinte à sua publicação, informaremos se são verdadeiras ou não. Aproveite para rever seu vocabulário. Coloque o mouse sobre as palavras em vermelho para ver a tradução.

Time

IN one of his well known books on Time, J. W. Dunne describes how, when he was a boy, he used to dream of events before they happened. He wondered why this kind of thing had seldom been noticed before, and thought he knew the main reason: dreams are quickly forgotten unless they are written down as soon as the dreamer wakes; and before then hardly anyone had taken the trouble to do this.

Dunne kept a notebook by his bed, and on waking in the morning wrote down the dreams that he could remember. During the following two days he experienced a number of events in real life which were connected with the dreams. Wondering if he possessed some special qualities, he persuaded others to do the same, and found several who dreamt of the future. Further tests made it clear that a dream might be based on two events in real life, and that the events might both be before the dream, both after, or one before and one after.

From this beginning Dunne built up some entirely new ideas about time. People often dream of past events; now he had shown that they also dreamt of the future. Therefore, he believed, the difference between past and future was not so great as we used to suppose .

In 1937 a certain Mrs. G read this book and decided to keep a notebook by her bed, and write down her dreams in the morning.

On 5th August, 1937, two years before the last war began, she dreamt that she was in London, standing outside the house in which Mr. X lived. This man was an old friend of Mrs. G's husband. In the dream a crowd had collected near the house, which was in ruins. All of it, except the bottom part, had been pulled down, but Mrs. G saw X through the broken walls. He was sitting in a room lower than the street, and she thought how foolish he looked there.

Someone standing behind her in the dream mentioned the date, l0th May. She answered that she would remember that date, because it was important. Then she awoke. She told nobody about her dream except her husband and Mr. X; but she kept her notebook.

On May 10th 1941, in a heavy air attack on London, the house in which Mr. X lived received a direct hit. The whole of the top of the building was completely destroyed, but the bottom part remained. Luckily, Mr. X was not there at the time. In the dream he was alive, sitting in the ruins of his house; in the event his house was destroyed but he was not killed. In each, the bottom part of the house was the only part still standing, and in each the date, l0th May, was important.

The time between the dream and the event was between three and four years, and at the time of the dream war was in the distant future.

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Os doze trabalhos de Hércules

Monteiro Lobato

10 - Os bois de Gerião

Hércules seguia na frente. Depois vinha Meioameio com Pedrinho no lombo. O asno Lúcio com Emília montada de banda como as mulheres que usam silhão e com o Visconde no picuá, vinha na retaguarda. Aposto que bem poucos sabem o que é "silhão" e o que é "picuá"!...

Silhão é uma sela de um estribo só, em que as mulheres de saia comprida cavalgam de banda; as que usam culotes montam à moda dos homens. E picuá é uma coisa facílima de compreender, vendo mas difícil de explicar com palavras. Uma espécie de dois bolsos ligados entre si, de modo que cada um fique numa banda do animal. E a carga que vai num dos bolsos faz contrapeso à que vai do outro.
Pedrinho havia feito um picuá de cipó, de modo que a canastrinha ficasse dum lado como contrapeso do Visconde, e o Visconde ficasse do outro lado como contrapeso da canastrinha. E assim, um contrapesando o outro, o picuá se equilibrava muito bem sobre o lombo de Lúcio.
O asno já não dava suspiro nenhum. Que gostosura lhe foi ver-se livre de Melampo! Emília era um peso-pluma. Quanto pesaria na balança? Uns oito quilos, se tanto. E o Visconde? Ah, esse não chegava nem a um quilo. Mas como, então, podia servir de contrapeso a uma canastrinha cheia de coisas, onde havia até uma pena de bronze? A explicação é que o Visconde pesava pouco, mas sua ciência pesava muito.
Emília de prosa com Lúcio, fê-lo contar sua vida inteirinha desde que nasceu.
Depois perguntou:
— Que ideia aquela de virar coruja?
Lúcio respondeu depois de profundo suspiro:
— Arrastamento. Puro arrastamento.Vendo a velha virar em coruja e sair pela janela, fui arrastado a fazer a mesma coisa. Não acontece isso a você às vezes?
— Está claro que acontece. Mas como é que vai pegar uma pomada de coruja e pega uma de quadrúpede? Não havia rótulo nos potinhos?
— Havia, mas estava escuro no quarto da velha, e talvez os rótulos estivessem trocados justamente para castigo dos intrusos. Essas feiticeiras são umas danadas — e a prosa foi por aí afora.
Pedrinho também não parava de conversar com Meioameio.
— Que mina, isso da gente ser metade homem metade cavalo! Fica-se com as vantagens dos dois — a enorme força, os quatro pés e a velocidade dos cavalos e a inteligência e a fala do homem. Mas uma coisa não compreendo: como é que sendo vocês, centauros, tão superiores a nós não centauros, tendo o mesmo cérebro que nós e muito mais força física e meios naturais de defesa, como é que não dominaram os homens?
Meioameio, que já estava com a inteligência bem desenvolvida e tinha observado e aprendido muita coisa, deu uma resposta certa:
— Por causa dele — e apontou para Hércules com o beiço.
— Como?
— Por causa dele, sim. Quem foi que destruiu quase todos os centauros? Ele. Como é que os centauros hão de dominar os homens, se ele não deixa haver centauros? Há pouquíssimos hoje. Nossa raça está se perdendo — por quê? Por causa dele...
Hércules seguia lá adiante, imerso em pensamentos. Estava a parafusar em Gerião. Como seria realmente esse Gerião? Cada qual afirmava uma coisa. Um, que era filho de Crisaor (o irmão de Pégaso) e da oceânide Calírroe; e que nascera com três cabeças e seis pernas. Outros davam-lhe seis cabeças e três pernas —uma grande trapalhada. Mas fosse como fosse, nada mais terrível do que esse monstro da Ilha de Eritia, dono de bois ainda mais belos que os de Creta.
Como todos os grandes heróis, Hércules no começo duma aventura mostrava-se inquieto; o sangue-frio só lhe vinha, e da maneira mais absoluta, quando defrontava o perigo.
E assim lá seguiam eles de rumo à Ilha de Eritia, cada qual preocupado com uma ordem de ideias.
Chegados à costa, Hércules mandou Pedrinho em busca de um navio que os levasse à ilha e ficou sentado por ali, num grande desânimo só de pensar no enjôo que ia padecer. Pedrinho conseguiu um bonito barco de vela de sessenta toneladas — um verdadeiro iatezinho de navegação costeira. Seu capitão, o velho Agatirso, assustou-se com a presença do jovem centauro — e mais ainda com o asno falante e a aranha de cartola. Mas acostumou-se depressa. Pedrinho fê-lo contar o que sabia do Rei Gerião.
— Então é rei também? — admirou-se Emília. — Que terra de reis e bois isto aqui! Quantos... O Visconde explicou que os reis gregos nada tinham com os reis modernos. Não passavam de chefes duma cidade ou dum limitado território. Mais ou menos como um "chefe político" , um "coronel" das cidades do interior. O "mandão", o"cacique.
— Sim, continuou Agatirso. Gerião é o rei da ilha, mas um rei monstruoso.Tem três cabeças...
— Ouço dizer mil coisas — disse Pedrinho. Uns falam em seis pernas e três cabeças, outros em seis cabeças e três pernas. Como será realmente esse monstro?
Agatirso sabia ao certo. Declarou até que já o tinha visto com seus próprios olhos.
— Tem três cabeças, sim — mas duas pernas só. A tal história das seis pernas não passa de fantasia.
— E que tal é como rei?

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Cantinho infanto-juvenil

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Efemérides

05 dez 1868: Arnold Johannes Wilhelm Sommerfeld
Físico russo nascido em Königsburg. Seu modelo atômico permitiu explicar as linhas espectrais de estrutura fina. Em seus trabalhos sobre espectros atômicos, sugeriu substituir as órbitas circulares de Bohr por elípticas. Desta idéia postulou o número quântico azimutal e, mais tarde, introduziu, também, o número quântico magnético. Sua teoria dos elétrons em metais mostrou-se fecunda no estudo da termoeletricidade e da condução metálica. Faleceu em Munique, em 26 de abril de 1951.

05 dez 1901: Werner Karl Heisenberg
Físico e filósofo alemão nascido em Würzburg. Considerado, geralmente, o pai da Mecânica Quântica. Como conseqüência da sua rejeição por qualquer tipo de modelo para o átomo, usou matrizes para descrever suas propriedades. Por esse trabalho ganhou o prêmio Nobel de Física em 1932. Seu famoso princípio da incerteza (1927) transcendeu os limites da Física. Faleceu em Munique, em 1 de fevereiro de 1976.

07 dez 1823: Leopold Kronecker
Matemático prussiano, nascido em Liegnitz. Suas contribuições mais importantes foram para a Teoria dos Números, Teoria das Equações Algébricas e Álgebra Superior. A função delta de Kronecker tem esse nome em sua homenagem. Faleceu em Berlim, em 29 de dezembro de 1891.

10 dez 1920: Clarice Lispector
Nasceu em Tchetchelnik (Ucrânia). Veio ainda menina para o Brasil e morou no Recife, PE. Autora de Perto do coração selvagem; A maçã no escuro e A hora da estrela, entre outras obras, inclusive para crianças. Seu livro Um sopro de vida está disponível na Biblioteca deste site. A autora é considerada uma das maiores escritoras brasileiras. Faleceu no Rio de Janeiro, em 09 de dezembro de 1977.

10 dez 1804: Carl Gustav Jacob Jacobi
Matemático alemão, nascido em Postdam. Foi um dos fundadores da teoria das funções elípticas (com o norueguês Niels Henrik Abel). De suas contribuições pioneiras à teoria dos determinantes surgiu o determinante funcional que hoje leva o seu nome (nosso conhecido jacobiano). Faleceu em Berlim, em 18 de fevereiro de 1851.

11 dez 1893: Alceu Amoroso Lima (Tristão de Athayde)
Escritor brasileiro, nascido no Rio de Janeiro. Até sua morte, exerceu uma poderosa influência na vida cultural brasileira. Sua obra é imensa e atinge os mais diversos campos: crítica literária, sociologia, direito, filosofia, religião, etc. Faleceu em Petrópolis, em 14 de agosto de 1983.

16 dez 1865: Olavo Bilac
Poeta brasileiro nascido no Rio de Janeiro. Além de poeta foi cronista, jornalista e conferencista. Contudo, é mais conhecido pela sua obra poética. Bilac é o mais típico dos nossos parnasianos, estilo que ele mesmo chegou a codificar no soneto "Profissão de fé" – para ler esse soneto clique AQUI. Faleceu no Rio de Janeiro, em 28 de dezembro de 1918.

24 dez 1822: Charles Hermite
Matemático francês nascido em Dieuze. Seu trabalho em teoria das funções inclui a aplicação das funções elípticas para encontrar a primeira solução da equação geral do quinto grau (equação quíntica). Publicou a primeira prova de que e é um número transcendental. Deu importantes contribuições para o desenvolvimento da teoria das formas algébricas, e teoria das funções elípticas e abelianas. Faleceu em Paris, em 14 de janeiro de 1901.

25 dez 1642: Isaac Newton
Filósofo e matemático inglês nascido em Woolsthorpe. Descobriu o cálculo infinitesimal e é o autor da teoria clássica universal da gravitação. Por seus trabalhos em óptica, foi eleito membro da Royal Society em 1672. Em Cambridge, Newton dedicou muito tempo a experiências alquímicas. Abandonou sua cátedra na universidade para entrar no Parlamento em 1701, e dois anos mais tarde assumiu a presidência da Royal Society, permanecendo neste cargo até a sua morte. Toda sua vida foi marcada por intensas atividades em Matemática, Óptica, Cronologia, Química, Teologia, Mecânica, Dinâmica e Ocultismo. Entre suas mais notáveis contribuições científicas estão o cálculo infinitesimal, a teoria clássica da gravitação universal e sua derivação das leis de Kepler, formulação do conceito de força expresso nas suas três leis do movimento, a teoria corpuscular da luz. Sua obra está compilada em seus dois maiores trabalhos: Philosophiae Naturalis Principia Mathematica, o famoso Principia (1687) (há tradução para o português, da Edusp), e Opticks (1704). Faleceu em Londres, em 20 de março de 1727. As datas mencionadas referem-se ao calendário juliano. A Inglaterra somente adotou o atual calendário gregoriano muito tempo depois do nascimento de Newton. No calendário gregoriano as datas de nascimento e morte de Newton são 4 de janeiro de 1643 e 31 de março de 1727.

28 dez 1882: Arthur Stanley Eddington
Astrônomo e astrofísico inglês, nascido em Kendal. Foi pioneiro dos estudos teóricos do interior das estrelas. Seu trabalho Mathematical Theory of Relativity (1923) muito ajudou para introduzir em idioma inglês as teorias de Einstein. Um de seus livros, Fundamental theory – em que pretende unificar a teoria quântica, a relatividade e a teoria da gravitação de Einstein –, é controvertido e, possivelmente, ainda não compreendido. Faleceu em Cambridge, em 22 de novembro de 1944.

28 dez 1903: John von Neumann
Matemático húngaro nascido em Budapeste. Suas contribuições foram importantes para o desenvolvimento da Mecânica Quântica, Lógica, Meteorologia e dos computadores. Enunciou o teorema mini-max, pedra angular da teoria dos jogos. Em 1956 abiscoitou o Prêmio Enrico Fermi. Faleceu em Washington, em 8 de fevereiro de 1957.