Valdir Aguilera
 Físico e pesquisador

 

 

Pretensão gera antipatia

Luiz de Mattos

Pretensão gera antipatia

"Nem tudo que reluz é ouro" é provérbio bem conhecido. Os ditos populares sempre transmitem conhecimentos comuns sobre a vida. Indivíduos que gostam de se mostrar perante outros são considerados vaidosos, prejudicam os relacionamentos humanos. Todos devem ser simples, porque a simplicidade é virtude que demonstra inteligência, e a pessoa inteligente encara a vida com naturalidade, agindo com modéstia e valor.

Inteligência é atributo mestre do espírito, que orienta os demais atributos no processo de aprimoramento evolutivo. Desenvolver a inteligência deve ser a ordem do dia de qualquer pessoa, sempre voltada para a prática do bem. Logo, não há motivo que justifique a existência de pessoas vaidosas neste mundo.

Os pretensiosos cedo ou tarde caem do pedestal da vaidade, que na maioria das vezes alçaram com atitudes arrogantes e desprezo pelos mais próximos. Quando a decepção chega, ficam moralmente arrasados, pois a lei de causa e efeito é lei evolutiva que não falha.

O indivíduo que enriquece consideravelmente, seja através de trabalho ou herança, não tem motivo para se orgulhar. Caso a fortuna tenha sido formada por seu esforço, é prêmio que recebeu pelo que fez. Se herdou de alguém, o foi por cumprimento de lei que normatiza as sucessões testamentárias. Já a pessoa que possui cultura deve empregá-la bem. Agindo de modo contrário, demonstra precária evolução espiritual.

Intelectualidade e espiritualidade são aperfeiçoadas de per si, embora sejam indispensáveis à evolução.

Os pretensiosos tornam-se antipáticos e intratáveis no decorrer da convivência, e não têm bons resultados da vida que levam. A vaidade conduz os detentores dessa péssima falha de caráter à perda da encarnação do espírito. As pessoas devem ser simples e modestas nas atitudes e nos procedimentos, sendo o que sempre foram antes do êxito conquistado por mérito pessoal. Ao não demonstrarem superioridade, revelam espiritualidade desenvolvida e aprimorado preparo intelectual, tornando-se respeitadas e admiradas no seio da coletividade.

Não são os indivíduos que mais querem aparecer os que maior valor têm. Engana-se quem pensa assim. Os que possuem real valor não fazem questão de se mostrar nem de se destacar na sociedade. A humanidade é muito tola nesse aspecto, ao aceitar e admirar como seres superiores aqueles que procedem dessa forma enganosa. Quem tem verdadeiramente valor não demonstra superioridade, tampouco o propala, pois age com naturalidade, prudência e moderação.

Os seres humanos têm o direito de serem felizes, mas não consideramos felizes os que se julgam muito importantes, que fazem questão de aparecer. São para nós pessoas infelizes porque retardam seu crescimento espiritual. É feliz quem cumpre suas obrigações, vivendo a vida no seu canto sem se preocupar com o que possam pensar e dizer de si. O ser espiritualmente esclarecido tem apenas a preocupação de cumprir seus deveres de maneira condigna e dar satisfação à própria consciência.

É importante que os seres humanos ajam como pessoas sensatas e equilibradas, pondo à parte prevenções e preconceitos descabidos. Se possuírem haveres, devem empregá-los em obras úteis, construtivas, que levem bem-estar para a comunidade ao redor. Se não os possuem, precisam viver de acordo com suas posses. Todos devem ter vida moderada em qualquer circunstância, cumprir suas obrigações de forma honrada, conquistando a felicidade a que têm direito neste mundo de aprendizado.

O racionalista cristão procede da forma que aconselhamos, sem vaidades e ostentações, coisas que agradam aos que vivem apenas a vida material de tantos enganos. Valorizem suas vidas, de acordo com o que são e possuem em termos espirituais e materiais. A Doutrina ensina as pessoas a pensar e agir. Aprendam, pois, as lições e as ponham em prática, para que a paz de espírito reluza e revele uma pessoa correta e feliz.

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