Valdir Aguilera
 Físico e pesquisador

 

 

Todos nós somos médiuns

Valdir Aguilera

A mediunidade é uma graça divina, é uma enfermidade mental, é um castigo de Deus. São opiniões, entre outras de igual teor, de pessoas desinformadas, que não têm conhecimentos a respeito das faculdades e atributos do espírito. Opiniões equivocadas.

Não é uma graça divina, pois Deus (Inteligência Universal) não concede favores ou benefícios – cada um colhe o que plantou; não é uma enfermidade mental, pois para assim chamá-la seria necessário saber o que é a mente – o que não sabem; tampouco é um castigo, pois ninguém é forçado a ter mediunidade.

O que, então, é a mediunidade?

A mediunidade é uma das muitas percepções sensoriais de que o ser humano é dotado. É um canal de acesso a planos menos densos que o plano Terra. Quando se manifesta em forma de captar intuições, é chamada de "mediunidade intuitiva", que os psicólogos preferem chamar de "inteligência emocional". Pelo menos admitem que é uma faculdade do ser humano. Resta-lhes admitir que esta faculdade é comum a todas as pessoas, sem exceção.

Quem teve a paciência de chegar até este ponto do texto pode estar se perguntando: "Está sendo afirmado que todos nós somos médiuns intuitivos?". Sim, é isso mesmo que está sendo afirmado: todos nós somos médiuns intuitivos; em algumas pessoas podem manifestar-se outras modalidades de mediunidade, mas esse assunto não será tratado neste artigo.

Pela faculdade da mediunidade intuitiva, captamos, obviamente, intuições. É importante, portanto, saber o que são as intuições.

As intuições são pensamentos que nos vêm de fora, atraídos pela lei da afinidade. O que afirma esta lei? Sem nos envolvermos nos mecanismos por trás do processo, em simples palavras ela afirma que pensamentos afins se atraem e se combinam fortalecendo-se. Anotemos este detalhe: fortalecendo-se.

Um pesquisador empenhado na busca de um conhecimento que pode ajudar a humanidade, capta intuições que o levam a ter êxito em seu trabalho. Essas intuições são pensamentos vibrados por espíritos do Astral Superior.

Por outro lado, ao produzir ou alimentar pensamentos negativos, uma pessoa abre infalivelmente as portas para receber pensamentos de mesmo teor – lançados por espíritos do astral inferior – e outros pensamentos afins de baixa vibração que abundam em correntes que se propagam e cruzam em todas as direções na atmosfera fluídica da Terra. O processo de receber pensamentos negativos perdura na razão direta ao tempo em que a pessoa permanece na atitude mental inicial. Se for um sentimento passageiro, os prejuízos serão menores; se o sentimento se alongar no tempo, as intuições vão-se fortalecendo, podendo-se chegar a uma situação incontrolável. Em consequência, desastres e fatalidades podem ocorrer.

Se nos descuidamos, podemos ser mal intuídos e agir de forma inadequada. Podemos confundir-nos com algumas ideias que surgem e pensar que são pensamentos nossos. Assim, convém analisar e raciocinar sobre as implicações e consequências daquilo que nos vem à mente. Não devemos descuidar-nos e estar constantemente vigilantes, alertas para o tipo de pensamentos que produzimos e alimentamos.

Saber como receber boas intuições é, portanto, uma questão bastante interessante e, obviamente, importante. Deixamos a resposta a Moysés Martins Ribeiro: "[...] é melhor substituir o verbo receber por buscar. Então, como buscar boas intuições? Através da prática do bem, respondemos, tendo bons pensamentos, sentimentos elevados e conduta retilínea no viver terreno."

Meditemos sobre estas sábias palavras e façamos delas uma regra a ser observada em nossas vidas.

(Publicado na edição de abril de 2015 do jornal A Razão)


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